Évora, Europa, Portugal

Évora | Portugal

Évora-01
Templo Romano de Évora
Évora, sábado, 12 de novembro de 2016 (17° dia).

  

 


“PEGA A A5 LISBOA!”


Acordamos cedo para ir até o aeroporto alugar o carro que nos levaria à cidade de Évora, a cerca de 1h de Lisboa. Já de mala e cuia, chegamos por volta das 7h30 da manhã na casa da Henriqueta, acordando não só ela, como a Bruna, sua amiga que mora em Londres e estava em Lisboa no fim de semana. Com Early in the Morning, do James Vincent McMorrow, na minha cabeça, pegamos a estrada em direção ao sul (ou seria ao oeste?).


ALMOÇO NO “GRUTA”


Chegamos de tardinha à Évora. Aproveitamos as indicações on-line e fomos conhecer o restaurante A Gruta. Simples, bacana e com um preço justo, o restaurante nos proporcionou o único feijão com arroz em quase vinte dias de viagem. Então, conforme esperado, caiu muito bem! Mas outras especialidades da casa são o bacalhau – que devido ao horário não encontramos nem o cheiro – (Eu confesso que não fazia questão…) e o frango assado.


CAPELA DOS OSSOS


Ao sairmos do restaurante, fomos conhecer a famosa Capela dos Ossos, construída por monges franciscanos inteiramente com ossos humanos. Foi uma experiência bizarra por um lado, mas bem válida por outro. Era como se fosse a porta de entrada para o palácio de Hades/Plutão, a morte como símbolo da nossa condição efêmera.

DSCF6479.JPG

DSCF6480

DSCF6481

DSCF6482

DSCF6486

Confesso que fiquei um pouco chocado com a visão de dois corpos em decomposição envidraçados para o “deleite” da audiência, mas me chocou ainda mais descobrir que há pouco tempo atrás eles ficavam pendurados no teto da capela… Tem que ter um pouco de estômago e não muitos problemas filosóficos com a morte.

DSCF6491

DSCF6492

DSCF6493

DSCF6494

DSCF6497

Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”, encontramos gravado no portal de entrada da capela. Construída na primeira metade do século XVII, fazendo parte da Igreja de São Francisco, é uma atração turística um pouco heterodoxa, mas vale os € 3,00 cobrados na entrada. O lugar conta também com exposições e exibições de obras de arte religiosa, mas nada consegue superar o impacto de entrar na “antessala de Hades”.


“OLHA A FACA!”


Ficou uma sensação estranha depois da Capela dos Ossos. Mas nada foi tão bizarro quanto escutar (a uma boa distância, diga-se de passagem) a Henriqueta e o Fabricio serem xingados pela velhinha vendedora de facas (Hahahaha). Eu demorei um tempo para entender o que estava acontecendo, mas aparentemente a velhinha tinha ficado p** da vida porque os dois não compraram nada, mesmo após a descoberta de uma paixão em comum (e incomum!) por facas (Ahn?!).

DSCF6500.JPG

 


O TEMPLO ROMANO DE ÉVORA


Cartão postal da cidade e, provavelmente, tão conhecido quanto a Capela dos Ossos, o Templo Romano de Évora é um dos mais grandiosos e bem conservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido por isso considerado pela Unesco, em 1986, um Patrimônio da Humanidade.

DSCF6504.JPG

DSCF6504 (3).JPG

DSCF6518.JPG

DSCF6506

DSCF6508

DSCF6512

Chamado erroneamente de Templo de Diana e tendo sido construído no início do século I d.C. em estilo coríntio, este é um dos monumentos históricos mais importantes da cidade. Situado no largo Conde de Vila Flor, no centro histórico, fica perto de vários pontos de interesse como o Museu de Évora, a Biblioteca Pública, a Sé Catedral e o Jardim de Diana que proporciona uma vista espetacular da cidade e da planície alentejana ao redor.

DICA: Se você tem a intenção de beber ou comer algo perto do Templo de Évora, chegue cedo! Os lugares não costumam ficar abertos até tarde nos arredores.

DSCF6527 (4)

DSCF6527 (2)

 


CATEDRAL/SÉ DE ÉVORA (BASÍLICA SÉ DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO)


Perto do Templo de Évora, fica a maior catedral medieval de Portugal. Conhecida por Catedral de Évora ou Sé de Évora, o seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção. Construída inteiramente em granito e marcada pela transição do estilo românico para o estilo gótico, a catedral teve sua construção iniciada em 1186 e concluída apenas em 1250.

DSCF6522 (2).JPG

DSCF6522.JPG

DSCF6520.JPG

Devido ao horário, não chegamos a conhece-la por dentro, mas futuramente é um programa interessante de ser feito, levando-se em conta que ela possui um Museu de Arte Sacra, além da possibilidade de subir ao terraço para ter uma vista completa da cidade.


CROMELEQUE DOS ALMENDRES


Depois de um dia um tanto excêntrico de visitação, não poderíamos encerrar de forma mais adequada do que visitando um sítio megalítico na Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, perto de Évora.

Assim como ao visitar alguns sítios arqueológicos no Peru, como Sacsayhuaman, Ollantaytambo e Tambomachay, visitar o Cromeleque de Almendres foi como participar de um dos episódios de “Alienígenas do Passado”, do History Channel.

DSCF6535

IMG_8199

IMG_8202

Alegadamente mais antigo do que o famoso Stonehenge, na Inglaterra, o conjunto arquitetônico do Cromeleque é formado por pedras em granito de tamanhos diversos (alguns gigantescos), dispostos em forma circular ou em elipse.

Herança pagã do período neolítico, presume-se que o Cromeleque, que é constituído por dois recintos distintos, tenha sido edificado entre o final do sexto e o terceiro milênio a.C., sendo um dos maiores e mais importantes monumentos megalíticos do mundo.

DSCF6541.JPG

Eu, como um grande apreciador desse tipo de programa, me sentia completamente à vontade em meio à natureza e aqueles resquícios de antiguidade. Em determinado momento, perto do pôr do sol e com a lua já apontando no horizonte, um casal de noruegueses, suecos ou algo do gênero, chegou para nos fazer companhia com seus dois filhos pequenos. Como já estava escurecendo, eles desceram da van praticamente correndo com as crianças e nesse momento alguém fez uma piada infame: “Estão atrasados para o horário do sacrifício pagão de uma das crianças”. A visita a Évora tinha nos deixado com o humor um pouco mórbido…

 


FIM DE NOITE NO BAIRRO ALTO


Apesar do frio e da chuva que tinha resolvido cair àquela noite, mantivemos o combinado com o meu amigo Leo, brasileiro e morador de Lisboa há mais de uma década, e fomos conhecer a famosa noite do Bairro Alto.

Essencialmente residencial durante o dia, o Bairro Alto, que fica na sétima colina de Lisboa (conhecida como a “Cidade das Sete Colinas”), ao entardecer revela seu lado boêmio.

Repleto de bares e restaurantes, o Bairro Alto é um prato cheio para os apreciadores de uma boa vida noturna. Como a maioria das ruas tem acesso restrito a veículos autorizados e residentes, pode-se aproveitar o bairro inteiro a pé tranquilamente.

Conforme combinado, encontramos com o Leo (que eu não via há anos) em um dos muitos bares e depois de um circuito de drinks fomos conhecer um dos famosos miradouros de Lisboa, o Miradouro de São Pedro de Alcântara.

De lá, o nosso guia Leo, nos levou para conhecer o charmosíssimo bar Pavilhão Chinês no bairro Príncipe Real, vizinho ao Bairro Alto. Tomamos apenas um café porque as coisas custavam os olhos da cara, mas o ambiente é tão descolado que vale certamente uma visita em épocas mais “abastadas”. Terminamos a noite em algum bar no próprio Príncipe Real, mas honestamente não me recordo o nome, afinal chegamos a perder a conta dos drinks na noite lisboeta…

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Em breve, mais relatos e dicas sobre Portugal!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

Rodrigo Siqueira

Contato: superandarilho@outlook.com

 

  • A seguir: Sintra | Portugal
  • Procurando mais posts sobre o Portugal? > Clique AQUI
África, Fez, Marrocos

Marrocos: onde tudo pode acontecer (de verdade!)

No primeiro post sobre o Marrocos, um pouco dos perrengues e surpresas que encaramos desde a travessia do Estreito de Gibraltar até a cidade imperial de Fez.

51dff011-d227-4fb1-838c-22d5a91a3219.jpg
Entrada do porto de Algeciras, Espanha

Fez, quinta-feira, 3 de novembro de 2016 (7° dia).


Pegamos o ônibus em Málaga, na Espanha, pontualmente e dentro do período previsto desembarcamos na cidade portuária de Algeciras, de onde partiria o ferry boat que nos levaria até o Marrocos. A travessia feita com a empresa espanhola Baleària, além de ter sido a opção mais econômica (sem levar em conta o cardápio a bordo que é “uma facada”), foi bem tranquila e em menos de duas horas já atracávamos no porto de Tanger Med.

Continue lendo “Marrocos: onde tudo pode acontecer (de verdade!)”

Espanha, Europa, Madrid

Museu Reina Sofía | Madrid, Espanha

O Reina Sofía conta com uma importante coleção de obras contemporâneas, exposições interativas e obras-primas de Salvador Dalí e Pablo Picasso.

DSCF4649
Visage du Grand Masturbateur (Face of the Great Masturbator), 1929. Um dos muitos quadros de Salvador Dalí que compõem o acervo do Museu Reina Sofía

 

 

Madrid, quinta-feira, 27 de outubro de 2016 (1° dia de viagem).

REINA SOFÍA


Depois de visitarmos as criptas da Catedral de Madrid, fomos caminhando até o outro lado da cidade para aproveitarmos o horário de visitação gratuita do Museu Reina Sofía. E foi uma boa caminhada! Paramos para um café em um dos muitos bares populares do bairro de Atocha e o Fabricio aproveitou para comprar uma camisa em uma dessas lojas de roupas baratíssimas.

DSCF4617
A caminho do museu

Chegamos um pouco antes das 19h e uma pequena fila já se formava em uma das entradas desse que é o segundo museu mais visitado de Madrid, ficando atrás apenas do Museu do Prado. O Reina Sofía conta com uma importante coleção de obras contemporâneas, exposições interativas e obras-primas de Salvador Dalí e Pablo Picasso. Uma das poucas salas em que não é permitido fotografar é justamente a que hospeda o famoso (e enorme!) Guernica, de Picasso. Planejávamos visitar também o Museu Thyssen-Bornemisza, mas esse era o único que não tinha um horário gratuito e como estávamos em uma viagem de baixo custo, achamos que visitar o Prado alguns dias depois nos satisfaria no quesito museus de Madrid.

DSCF4642.JPG
Chegamos com o pôr do sol ao Reina Sofía
DSCF4643.JPG
Jardim interno

DSCF4653.JPG

DSCF4654.JPG

DSCF4657.JPG

DSCF4658.JPG

DSCF4659.JPG

DSCF4660.JPG


  • TARIFA: a partir de € 4,00
  • HORÁRIOS: segundas-feiras e de quarta à sábado, de 10h às 21h (fechado às terças e domingos com horário reduzido). Gratuito de 19h às 21h
  • ENDEREÇO: Calle Santa Isabel, 52, Madrid
  • SITE: http://www.museoreinasofia.es

 


CASA PATAS


Para encerrar a nossa primeira noite em Madrid, caminhamos até o Casa Patas, restaurante tradicional famoso pelas tapas (petiscos em pequenas porções) e pelas apresentações de flamenco. Bebemos algumas cervejas Alhambra enquanto degustávamos salgadinhos, salames, porções de queijo manchego (feito com leite de ovelha) e uma iguaria maravilhosa chamada papas a ali y oli (parece uma salada de maionese com batatas, mas é consumida como um petisco).

20161027_172708.jpg
“Papas a ali y oli” e a tradicional cerveja Alhambra

A intenção era vermos uma apresentação de flamenco, mas como era a primeira noite na Espanha e estávamos achando tudo um pouco caro, resolvemos pesquisar mais antes de investirmos alguns euros em entretenimento puramente turístico. Mas, se a grana estiver sobrando, esse é o lugar certo para conferir uma apresentação de danças e músicas típicas.

20161027_180901.jpg
Salaminho e queijo manchego

  • TARIFA: entrada gratuita no restaurante (sujeito à lotação). Apresentações de flamenco são pagas à parte e convém fazer reserva antecipada.
  • CONTATOS: Tel.: 00 34 91 369 04 96 / E-mail: info@casapatas.com
  • ENDEREÇO: Calle de los Cañizares 10, Madrid.
  • SITE: http://www.casapatas.com/

 

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Em breve, mais relatos e dicas sobre Madrid, Granada, Málaga e Sevilha!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

Rodrigo Siqueira

Contato: superandarilho@outlook.com

 

  • A seguir: Templo de Debod | Madrid, Espanha
  • Procurando mais posts sobre a Espanha? > Clique AQUI
  • Procurando mais posts sobre a Europa? > Clique AQUI

 

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: DUNA MAYOR,  ANFITEATRO E TRES MARÍAS

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

A essa altura, depois do esforço feito para atravessar as cavernas, o soroche já tinha vindo com força total. Com certa dificuldade eu tentava acompanhar Juan, os portugueses e Daneri – peruana que veio tentar a vida no aquecido mercado turístico de San Pedro de Atacama – na subida de uma duna gigantesca conhecida como Gran Duna ou Duna Mayor. Do alto, é possível apreciar a magnitude de um conjunto de rochas conhecido como Anfiteatro. Impossível não ficar boquiaberto com a paisagem deslumbrante.

 

Tres Marias é o nome dado a crestas afiadas que brotam do solo e que são compostas por granito, argila, quartzo e outras pedras. Depois de sermos apresentados às famosas “Três Marias” pelo Juan, Gonçalo, o português mais atentado, observou que no entorno, além das três havia mais uma dezena de “Marías”.

 

Andarilho

CONTINUA >

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: SOCAIRE

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

Depois de conhecermos
as incríveis lagunas, paramos alguns minutos no pequeno povoado de Socaire, a
86 km de San Pedro. Uma pequena igreja e um campanário de argila chamam a
atenção dos turistas para o lugar que, aparentemente, ficou estacionado em
algum momento remoto do tempo.

 

Andarilho

 

CONTINUA>

 

O QUE ACONTECEU ANTES?>

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: LAGUNAS ALTIPLANICAS

 

 

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

LAGUNAS ALTIPLANICAS (MISCANTI E MEÑIQUES)

Acordei
um pouco mais tarde, por volta das 8h. O transfer
do Juanito me pegou às 8h30 com Gonçalo, João e mais duas hóspedes do Kirckir a
bordo. Devido à variedade de fauna e flora, o caminho para as lagoas já é um
atrativo a parte. À medida que prosseguimos pela Ruta 23 em direção ao sul, a
paisagem desértica parece infinita.

Depois de,
aproximadamente, 1h de viagem chegamos à entrada das lagunas para um desjejum
simples, mas eficiente: pão típico da região com presunto e queijo, manteiga,
geléias, biscoitos, café, chás e barrinhas de cereais.

Apesar
das Lagunas Altiplanicas ficarem a quase 5.000 m de altitude, os efeitos do soroche estavam mínimos. Eu também
estava fazendo a minha parte: alimentação frequente, respiração digna de um
yogue e sem esforços físicos desnecessários. Gonçalo, que é médico, mede nosso
nível de oxigênio com um pequeno aparelho portátil. O meu estava em 79% contra
95% do nosso guia, único local do grupo.

Tanto a
imensa Laguna Miscanti quanto a menor, Meñiques, que herdaram seus nomes dos
respectivos vulcões que as originaram, tem cores dignas de cartão postal. O
azul do céu misturado com os tons de verde e amarelo da vegetação combinam  perfeitamente com o branco dos topos nevados
e agrada mesmo os mais exigentes dos visitantes.

Nas
margens encontramos uma fauna exuberante e protegida. Vicunhas passeiam em
grupo alimentando-se da vegetação rasteira, lagartos rastejam entre as rochas e
ainda uma infinidade de aves fazem das lagoas um viveiro interessante e
harmônico. Permanecemos por não sei quanto tempo tirando fotos e depois nos
mandamos para a estrada novamente.

 

CONTINUA >

 

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: GEYSERS DEL TATIO

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro de 2015 (4° dia).

 

 

GEYSERS DEL TATIO

 

Para visitar os Geysers de El Tatio (que significa “O velho que chora”), terceiro maior campo de gêiseres do mundo, é necessário uma certa disposição. O melhor horário para a observação do fenômeno é ao amanhecer, por isso, o tour começa às 4h30 da manhã (!) e termina um pouco depois do início da tarde.

Agravantes: devido à altitude (4.320 m acima do nível do mar) além de podermos sofrer com o conhecido soroche, o mal de altitude, a temperatura na chegada – por volta das 6h da manhã – costuma estar sempre abaixo de zero! Mas, no geral, é um passeio que compensa muito.

No trajeto tivemos a sorte de vermos um puma ao amanhecer! Segundo María, a guia, muitos locais passaram a vida ali sem nunca ter visto alguns animais, sendo o puma um dos mais raros. Durante o mesmo trajeto seríamos agraciados com a presença de muitos outros animais selvagens, tais como vicunhas, parentes das lhamas, alpacas e guanacos; vizcachas, um tipo andino de lebre; suri, espécie de avestruz; além de uma infinidade de aves.

 

CAMPO GEOTÉRMICO

 

Gêiseres são colunas de vapor que em algumas localidades emanam da terra. O fenômeno ocorre devido ao aquecimento de águas subterrâneas pela lava vulcânica. Nesse processo, a água fervente é expelida através de fissuras na terra, podendo alcançar até 10 metros de altura.

O campo geotérmico é formado por aproximadamente 40 gêiseres em uma extensão de 3 km quadrados.

Depois do amanhecer, após muitas fotos e explicações da guia, tomamos um bom café da manhã e, quem quis, pôde cair na piscina termal que fica no mesmo local.

 

PISCINA TERMAL

 

Como na maioria dos passeios turísticos, nesse aconteceu um entrosamento bem legal entre os participantes, independente da nacionalidade. Nosso grupo era formado por brasileiros, franceses, ingleses, argentinos…

Nesse tour, especificamente, conversei muito com um casal de senhores ingleses, Gill e Clive e um casal de amigos, Mary, brasileira também do Rio de Janeiro, e Mariano, argentino de Buenos Aires. Com esses dois últimos loucos, que por pouco não formam uma dupla sertaneja (Mary e Mariano), eu decidi encarar o frio e cair na piscina termal do Tatio.

 

Andarilho

 

CONTINUA >

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: TERMAS DE PURITAMA

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro
de 2015 (4° dia).

A 30 km
de San Pedro, na direção das Termas de Puritama se encontra a
“quebrada” de Guatin, um canyon rochoso onde atravessa um rio de
águas tépidas (devido à união do Rio Puritama de águas termais e o Purifica de
águas geladas) ideal para refrescar-se em dias de verão.

Como eu
tinha marcado de almoçar com a Mary e o Mariano, excepcionalmente iria pegar o transfer no centro de San Pedro. Acabou
que nos desencontramos e optei por um restaurante perto da agência de turismo,
o Sol Inti. Comi desesperadamente rápido um ravioli à bolonhesa (muito bom, por
sinal) e fui pegar o transfer para as
Termas de Puritama.

Seguindo
algumas dicas, escolhi o horário da tarde durante a semana por ser mais barato
e – teoricamente – mais vazio. Cheguei por volta das 14h30 e permaneceria mais
ou menos umas três horas nas termais. Era o suficiente para relaxar e repor as energias.

As águas
das piscinas termais de Puritama oscilam entre 25°C e 30°C e sua queda forma
poções escalonados ligados por decks,
escadas e passarelas de madeira.

Outra
dica que segui foi a de evitar a multidão dos primeiros poções e descer para os
últimos. Deu certo na primeira hora (havia somente eu e mais um casal), mas
depois chegou um grupo enorme de turistas que praticamente ocupou toda a última
piscina. Tive que me mudar…

As termas
fecham às 17h30 e, depois de passar um bom tempo submerso, peguei o transfer de volta a San Pedro. Na van,
notei algo inusitado: devido à altitude, é comum encontrarmos oxigênio
medicinal nos veículos.

Nesse dia
eu dormi cedo,  pois estava relativamente
cansado, já que havia acordado às 4h da madrugada. O dia seguinte teria que
madrugar também para conhecer as Lagunas Altiplanicas.

 

Andarilho

 

CONTINUA > 

 

O QUE ACONTECEU ANTES? > 

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: VALLE DE LA LUNA

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

PÔR DO SOL NA ROCA DEL COYOTE

 

Seguimos pelo vale até o mirante da concorrida Pedra do Coiote (não existem coiotes no local, o nome é uma alusão ao coiote do desenho animado, perseguidor do Papaléguas). Chegamos mais cedo que os outros grupos, então pudemos aproveitar para tirar algumas fotos boas antes que a multidão de turistas invadisse o local – o que não demorou muito a acontecer, afinal estávamos em uma das paisagens desérticas mais conhecidas e admiradas do mundo.

A essa altura, por volta das 19h30, nem os portugueses figuraças conseguiram fazer meu bom-humor voltar. Mesmo depois de ter tomado três comprimidos, altitude misturada com o cansaço e o frio não me deixaram aproveitar completamente a visão perfeita daquele canyon. Mas o pôr do sol no Vale da Lua é, de longe, um dos mais bonitos que eu já vi na vida!

 

Andarilho

CONTINUA >

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Chile, Geral, San Pedro de Atacama

Pukará de Quitor | San Pedro de Atacama, 2015

DSCF3241
Mirador de Pukará de Quitor
San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

FECHANDO OS PASSEIOS COM ABEL


Ao acordar, conheci Abel, marido de Karyn e pai do tímido Moisés, o garotinho dos desenhos. Foi com ele que fechei meu roteiro em San Pedro de Atacama. Começaria com um tour gratuito de bike à Pukará de Quitor e às 16h conheceria o famoso Valle de la Luna.

Continue lendo “Pukará de Quitor | San Pedro de Atacama, 2015”

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

A Chegada | San Pedro de Atacama, 2015

DSC_0215
Estrada para San Pedro de Atacama

 

San Pedro de Atacama, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

 CALAMA


O aeroporto mais próximo de San Pedro é o Aeroporto El Loa, de Calama, a mais ou menos 103 km/1h de distância. Cheguei por volta de 17h30 e já na saída haviam várias empresas oferecendo transfers até San Pedro.

DSC_0197
Estacionamento do Aeroporto El Loa, Calama, Antogafasta

 

Me informei com uma funcionária da Sky Airline, empresa aérea que usei para ir de Santiago a Calama, e descobri que daria no mesmo se fosse de transfer ou pegasse um táxi até a rodoviária e de lá um ônibus: mais ou menos 20.000 pesos (ou R$100,00) ida e volta. E por falar em Sky Airline, uma dica…


DICA: Compre a passagem diretamente pelo site chileno da empresa, sai muito mais em conta que na Decolar, por exemplo (cerca de um terço do valor!).


Mas a mesma funcionária me disse que alguns motoristas chegavam a cobrar até 50.000 pesos pelo mesmo trajeto, um verdadeiro roubo! Fechei com a  Transvip, uma das muitas agências disponíveis, e peguei o transfer no estacionamento do aeroporto.

O  encanto pelo deserto já começa na estrada. Turbinas eólicas, a vegetação e a topografia do lugar formam paisagens únicas.

Ainda estava com um baita sono e em determinado momento apaguei ao som de algum sucesso internacional de rock (o motorista tinha uma preferência musical, digamos, bem definida). Ao acordar, dei de cara com o vulcão Licancabur. Era um indício de que estávamos próximos a San Pedro de Atacama.


SOZINHO NO HOSTAL ALABALTI


O motorista do transfer não conhecia meu albergue, o Hostal Alabalti. Claro, nem sequer havia letreiro ou placa na entrada. Somente o endereço com letras minúsculas (Paso Jama 748). Mau sinal… Cheguei por volta de 18h30 e fui recebido pela Jenny (não sei se é assim que se escreve), uma senhora peruana. No salão do albergue um garotinho assistia a desenhos – logicamente – em espanhol…

DSC_0259
O Hostal Alabalti: impossível de identificar…
DSC_0264
Pepa Pig influenciando gerações por toda a América Latina

 

Jenny me levou até meu quarto compartilhado, que para minha surpresa não tinha quatro camas, apenas duas. Eu achei o quarto bem bonitinho, apesar do cheiro de pintura recente.

“Quantos hóspedes tem no hostel?” pergunto a Jenny. “Apenas você”, ela respondeu. Confesso que o sentimento nessa hora foi dúbio. Alívio, por não ter que dividir banheiro, WiFi e o quarto com mais ninguém e desespero por não ter ninguém além da família dela para interagir.

Algum tempo depois, Jenny me explicaria que tem um albergue principal, o Kirckir, mais próximo do centro de San Pedro, em que os hóspedes preferiam ficar. A princípio fiquei tentado a me mudar também, mas a questão da exclusividade e da privacidade prevaleceram.

Mais tarde, Karyn – que deve ser filha ou irmã mais nova de Jenny – veio me apresentar os tours disponíveis e seus preços. Fiquei de definir um roteiro até o dia seguinte.

PONTOS POSITIVOS: Privacidade; clima familiar e informal; tranquilidade e silêncio por ser afastado do centro; WiFi gratuito; água quente; bom custo-benefício, equipe atenciosa; agendamento de passeios diretamente no hostel; aluguel de bicicletas; comércio próximo; limpeza.

PONTOS NEGATIVOS: WiFi ineficiente; sem café da manhã; um pouco afastado demais do centro; não oferece toalhas.

DSC_0340
Companheiro de cigarro

 


JANTANDO NA CARACOLES


Depois de caminhar mais ou menos uns quinze minutos, com uma lua cheia lindíssima como plano de fundo, chego a Calle Caracoles, principal rua de San Pedro. Com uma infinidade de opções de restaurantes, tento me orientar mais pelos preços que pelo cardápio.

No fim, acabei em um restaurante chamado Casa de Piedra onde comi um lomo a lo pobre (bife a cavalo, arroz e batatas fritas) acompanhado de um Sprite.

A Calle Caracoles é a “Presidente Vargas” de San Pedro. Nela encontramos tudo: agências de turismo, restaurantes, bares, caixas eletrônicos (sim!), armazéns, mercados populares etc. Só não vi muitas casas de câmbio, mas também não precisei de uma… E por ela eu tentaria me orientar nos próximos dias.

DSCF3226
Calle Caracoles à noite
DSCF3666
Calle Caracoles
DSCF3668
Calle Caracoles

DSCF3682

DSCF3684
Igreja de San Pedro

 

 

A seguir: Pukará de Quitor

América do Sul, Chile, Santiago

Museu Chileno de Arte Precolombino | Santiago, 2015

image

Santiago do Chile, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

CAFÉ NO HOSTEL


O café do Che Lagarto, como disseram, estava muito bem servido, com direito a pão, queijo, presunto, geléias, sucos, frutas etc. O mesmo fica disponível a partir das 7h até às 10h. No café do albergue conheci duas figuras inglesas, aparentemente, muito gente boa. Disse-lhes que estava indo para o Atacama e eles pediram detalhes. Pelo jeito, estavam pensando na possibilidade.

Continue lendo “Museu Chileno de Arte Precolombino | Santiago, 2015”

América do Sul, Chile, Santiago

Cerro San Cristóbal | Santiago, 2015

image
Costanera Center

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

CERRO SAN CRISTÓBAL


Como eu ficaria pouco tempo em Santiago, precisava conhecer um lugar que tivesse um bom panorama da cidade. Depois de caminhar um pouco perdido pelo bairro de Bella Vista, descobri que o tal teleférico ficava dentro do zoológico da cidade. Paguei 2.000 pesos (uns R$ 10,00) por um ingresso com direito a ida e volta.

Continue lendo “Cerro San Cristóbal | Santiago, 2015”

América do Sul, Chile, Santiago

Plaza de Armas | Santiago, 2015

 

image
Catedral de Santiago

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

BORIS, O TAXISTA


Chegando a Santiago eu estava tão cansado de horas e horas de viagem que, logo após fazer o câmbio inicial, resolvi pegar um táxi (eu estava virado, o primeiro vôo foi às 5h20 da manhã e cheguei ao aeroporto às 3h). Mas não peguei até combinar um preço razoável. O rapaz que negocia para os taxistas no aeroporto queria que eu pagasse 15.000 pesos chilenos (algo em torno de R$ 78,00), eu disse que pagaria 12.000, mas fechamos por 13.000.

Continue lendo “Plaza de Armas | Santiago, 2015”

América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: GLACIAR MARTIAL

 

 

Ushuaia,
quarta-feira, 27 de agosto de 2014 (17° dia).

GLACIAR MARTIAL

Fazer trekking
no Glaciar Martial não
estava nos meus planos, a princípio. Mas acabei contagiado pela animação da
Ingrid quando fomos fechar os passeios e foi um dos pontos altos da nossa
“cereja do bolo” (Ushuaia). O Auli preferiu conhecer o Cerro Castor nesse dia.

Subir o Glaciar Martial pedia a companhia de um guia
e nos indicaram o Ignácio da Ushuaia Aventura.
Como todos os tours do “Fim do Mundo”, fomos pegos no albergue pontualmente e
em alguns minutos estávamos de volta à entrada do glaciar, que fica a 7 km do
centro da cidade.

Ignácio, sempre muito simpático, nos ajudou a calçar
os – extremamente necessários – grampões, que ele mesmo levou e começamos um
dos passeios mais frios que fiz até hoje.

DICA: caso você não possua roupas e calçados específicos
para baixas temperaturas, não deixe de alugar tudo o que for necessário em uma
das muitas lojas que prestam esse serviço.

O Glaciar Martial é uma montanha de,
aproximadamente, 1.000 metros de altitude. Nada comparado aos mais de 3.000 de
Cusco, então não precisávamos nos preocupar com o soroche, mas em compensação o vento era extremamente agressivo! Na
verdade a trilha que fizemos chegou a, no máximo, 825 metros de altitude.
Parece pouco, mas a combinação frio e vento (que fazia o grande favor de nos
desequilibrar nas “dunas” de gelo), era o suficiente para uma jornada de
dificuldade média de, mais ou menos, duas horas e meia de subida.

O nome do glaciar foi uma homenagem ao capitão Louis
Ferdinand Martial, comandante do navio La
Romanche
e da expedição científica francesa de 1882, que estudava o trânsito
do planeta Vênus. Como quase tudo em Ushuaia, a paisagem do glaciar para mim
podia ser comparada a uma locação de filme. Nunca havia estado em um cenário
como aquele. Enquanto o Ignácio nos passava algumas informações sobre a fauna e
flora local, tirávamos muitas fotos da paisagem congelada.

DUBLIN PUB

Chegamos ao hostel
e descobrimos que o Auli havia tido um “leve” acidente no Cerro Castor (Risos),
havia torcido o pulso em uma queda. O pior da história é que ele tinha
reservado entrada para o dia seguinte também! Muito comédia…

Esta noite resolvemos finalmente conhecer o Dublin Pub, provavelmente o bar
mais famoso de Ushuaia e o que tinha mais turistas por metro quadrado. Acho que
tentando seguir a tradição irlandesa, o bar de fato era um pub respeitável: barulhento, cosmopolita e com uma enorme diversificação
de cervejas.

No Dublin reencontramos o amigo que trabalhava na
agência, o Hugo, acompanhado do Félix, do Refugio de Montaña. Resolvemos
experimentar a cerveja que nos disseram ser a mais tradicional da cidade, a
artesanal Beagle em suas três versões: preta, morena e loira! Cervejas
artesanais, de uma forma geral, são mais fortes do que as tradicionais, então
bastaram duas ou três canecas para ficarmos bem animados… (Risos)

 

Andarilho

 

CONTINUA >

 

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: PARQUE NACIONAL TERRA DO FOGO

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

Estava frio, mas víamos mais gelo do que neve aquele
dia. Segundo os locais, eles estavam tendo um inverno atípico, com pouquíssima
neve. E, nessas condições, a chance de tomar um belíssimo “estabaco” cresce
bastante (Cuidado com o que calça em Ushuaia no inverno!).

Depois de conhecermos a congelada cachoeira Macarena
e o Cemitério de Árvores no trajeto do Trem do Fim do Mundo, descemos na
Estação Terra do Fogo no início do Parque Nacional. Lembrando que pegar o trem
é opcional, pode-se chegar à entrada do parque de carro.

O Parque Nacional Terra do Fogo foi fundado em 1960 e é uma região de bosques
patagônicos habitada há milhares de anos pelo homem. Ali viveram, até fins do
século XIX, cerca de 3.000 yámanas. A população indígena foi drasticamente
reduzida com a chegada dos colonizadores: em 1910, lamentavelmente, não passavam
de uma centena. Doenças levadas pelos criollos
e primeiros europeus, combinadas com a ação agressiva de colonos e “lobeiros”
que buscavam a exploração exclusiva dos recursos naturais da região, foram as
prováveis causas do desaparecimento dos yámanas.

A primeira atração que visitamos no parque foi o
espetacular Lago Roca (ou Acigami). O dia estava ensolarado e o azul do
céu refletia naquele magnífico espelho gigante rodeado por montanhas nevadas
que é o lago.

Nessa primeira parada, a guia aproveitou para mostrar
no mapa o que ainda conheceríamos naquele dia e para passar informações sobre a
região.

Em seguida, nos dirigimos para o Centro de Visitantes
Alakush
. Esse centro é ótimo
para tirar fotos, uma vez que conta com vistas incríveis para o lago e as
montanhas. Quem quiser, pode aproveitar para ir ao banheiro, comprar
souvenires, tomar um chocolate quente fueguino ou conhecer um pouco da história
local na mostra cultural. Vale uma passada rápida.

Bahía Lapataia era o destino final desse tour. A estrada estava
enlameada pelo derretimento de gelo e tivemos que nos esforçar um pouco para
tirar fotos na entrada. Objeto de disputa entre argentinos e chilenos em 1971,
essa baía é uma das muitas fronteiras entre os dois países e conta com alguns
sítios arqueológicos que tentam preservar a herança yámana. A baía pode ser
acessada também por barco através do Puerto Arias

Andarilho

CONTINUA > 

 

O QUE ACONTECEU ANTES? > 

América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: A CHEGADA

 

 

Ushuaia,
segunda-feira, 25 de agosto de 2014 (15° dia).

 

 

EXCESSO DE BAGAGEM E TRÊS
HORAS DE ESPERA

Agendamos no próprio hostel o transfer para o
aeroporto. Como o voo era cedo, preferimos não arriscar ficar à mercê de
transporte logo pela manhã. Chegamos ao Aeroporto de Ezeiza por volta das 9h,
mas fomos decolar de fato só três horas depois! Um absurdo!

A Aerolíneas Argentinas já tinha me usurpado alguns
bons pesos por excesso de bagagem e aquele atraso nos deixou p**** da vida! Mas
chegando à região da Terra do Fogo já havíamos esquecido o estresse e nos
dedicamos a observar do alto a bela paisagem que nos aguardava, com suas
montanhas nevadas.

Já no Aeroporto de Ushuaia (Aeroporto Internacional
Malvinas Argentinas
), pegamos um taxista
muito comunicativo que no caminho foi nos passando algumas informações a
respeito da cidade.

O HOSTAL LOS CALAFATES

Chegamos ao Hostal Los Calafates (Monseñor Fagnano, 448) e fomos recepcionados pela
simpaticíssima “Tia” Ada (esse foi o apelido que demos à proprietária). Ela nos
mostrou o albergue e em seguida nos levou ao quarto quádruplo que seria ocupado
apenas por nós três pelos próximos seis dias. O lugar tem um clima aconchegante
e não demorou muito para que nos sentíssemos em casa.

PONTOS POSITIVOS: A simpatia da dona; calefação eficiente; café da
manhã delicioso; Wi-Fi gratuito;
banheiro limpo; ambiente silencioso; boa localização.

PONTOS NEGATIVOS: Tivemos que descobrir um “jeitinho” de ligar o
aquecedor.

FECHANDO OS TOURS

Assim que fizemos o checkin no albergue, fomos caminhar pela cidade naquele dia
cinzento e frio (a temperatura devia estar em torno dos 8°). A Avenida San
Martín é a principal rua da cidade e ali podemos encontrar tudo o que viajantes
precisam, desde lanchonetes e restaurantes a agências de turismo (que também
fazem o papel de casas de câmbio).

Como havíamos pesquisado roteiros com a agência Brasileiros em Ushuaia, depois de um cachorro-quente desproporcional no Gelido, fomos em busca da agência no endereço que achamos
na internet e descobrimos que era bem perto da lanchonete. Fechamos os passeios
com o pernambucano Felipe e passeamos mais um pouco pela San Martín antes de
voltar ao albergue.

PIZZA!

A fome já havia chegado quando decidimos conhecer
uma pizzaria próxima ao hostel na
Avenida Hernando de Magallanes. Além de pizza, a casa era especializada em
empanadas! Podíamos encontrá-las em uma infinidade de sabores que sequer
sonhávamos achar em Buenos Aires: além das tradicionais carne, frango e queijo,
havia empanadas de cebola, de alho, de chorizo…

Enquanto comíamos uma pizza de algo parecido com
linguiça calabresa, pedimos umas empanadas para levar. Afinal, por que não
aproveitar a viagem e garantir um lanche para amanhã ou mais tarde?

Empanzinados de pizza, não tivemos disposição de
sair na primeira noite. Até porque o fator temperatura começa a ficar mais
importante no entardecer – leia-se “faz um frio do cacete”!

 

Andarilho

 

CONTINUA >

 

O QUE ACONTECEU ANTES? >

América do Sul, Argentina, Buenos Aires

Buenos Aires | Argentina

image

 

Buenos Aires, segunda-feira, 18 de agosto de 2014 (8° dia).

 


“HASTA LUEGO, MONTEVIDEO!”


Acordamos cedo e deixamos Montevidéu no dia mais quente de toda a estadia. No meio do inverno estávamos tendo um dia típico de verão, com uma sensação térmica de quase 40°. Regressávamos a Colonia del Sacramento neste clima e no caminho conhecemos Johanna, uma argentina que estava voltando para Buenos Aires depois de passar o fim de semana em Montevidéu. Divertida e descolada, ela se comunicava em espanhol e inglês com desenvoltura. Àquela altura eu ainda não sabia, mas era o indício de que conheceríamos gente muito louca na capital Argentina.

Continue lendo “Buenos Aires | Argentina”