Imigração, Notícias

Acordo entre Brasil e Uruguai garante visto permanente para seus cidadãos

O processo é isento e permitem aos migrantes o direito a exercer qualquer atividade no país de destino, nas mesmas condições que os nacionais.

UESLEI MARCELINO / REUTERS

 

Por Débora Brito, da Agência Brasil

 

Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (7) o acordo firmado entre o Brasil e o Uruguai que permite a ampliação da circulação de pessoas entre os dois países. O objetivo do acordo é facilitar os trâmites de imigração permanente para cidadãos brasileiros e uruguaios e aumentar a integração dos países vizinhos.

Continue lendo “Acordo entre Brasil e Uruguai garante visto permanente para seus cidadãos”

América do Sul, Uruguai

Impressões/Conclusões | Uruguai 2014


AS PESSOAS


Os uruguaios são muito simpáticos e solícitos. Não tivemos nenhum tipo de problema com relação às pessoas. Fomos tratados com muita cortesia e educação, desde o pessoal do hotel até os vendedores, atendentes e taxistas com os quais cruzamos. Na noite, então, parece que as pessoas têm o triplo de simpatia por brasileiros e eles sempre tentam agradar os turistas de uma forma especial, seja tentando falar em “portunhol” ou fazendo comentários positivos sobre a cultura e as belezas naturais do Brasil.

image


CÂMBIO


“No Uruguai quem ganha em real fica rico!” Doce ilusão… Apesar de cada real valer em média nove pesos uruguaios, o custo de vida é alto. Comer e beber em Montevidéu é tão caro quanto no Rio de Janeiro. A estadia no Uruguai foi de longe a mais dispendiosa de toda a viagem. Como ficamos perto da Avenida 18 de Julio, não tivemos dificuldades em achar casas de câmbio, mas vale uma pesquisa apurada. Em agosto de 2014 o real variava de 9 a 10 pesos uruguaios e dependendo da quantidade trocada, centavos fazem muita diferença.

 image


CLIMA


Pegamos temperaturas médias de 5° em agosto. Durante o dia era tranquilo caminhar ao sol (com exceção das ramblas, onde o vento faz a sensação térmica diminuir e nem o sol aquece), mas na sombra sempre estava frio. Em nosso último dia em Montevidéu pegamos um calor absurdo que nos acompanhou até Colonia, onde pegaríamos a barca, e depois até Buenos Aires (por quase uma semana!)

 image


TRANSPORTE


Andamos 80% do tempo a pé no Uruguai, tanto na capital quanto em Colonia del Sacramento e em Punta del Este. Usávamos táxis para trajetos mais longos, como para ir ao Terminal Tres Cruces. Os preços são basicamente os praticados no Brasil, não vi muita diferença, talvez um pouco mais baratos, pouca coisa mesmo… Para ônibus municipais a mesma coisa, mas usamos pouco essa modalidade (somente para chegar ao bairro do Prado) porque nos horários de rush são tão lotados quanto os do Rio de Janeiro! Em nosso terceiro dia em Montevidéu, alugamos bicicletas e percorremos toda a cidade sobre duas rodas. Foi, de longe, um dos dias mais divertidos!

image


GASTRONOMIA


Criamos uma grande expectativa sobre a gastronomia uruguaia, o que no final causou um certo desapontamento. As carnes são boas, com cortes diferentes, mas sem nenhum tempero, assim como a maioria dos pratos. O que salva são os temperos para colocar na comida depois de pronta, como o chimichurri, que cai bem com qualquer carne! Compramos um vidro de chimichurri no mercado, mas acabamos por abandoná-lo na geladeira do hostel em Buenos Aires… Fomos comer a tal da “Parrilla” no Mercado do Porto. Se falasse que a carne é ruim, estaria mentindo, mas também não tinha nada que justificasse o preço.

image

Encontramos muitos alfajores no Uruguai, mas o melhor, na minha opinião, foi o “alfajor-hambúrguer” que compramos em uma barraquinha de comida de rua a 30 pesos uruguaios (cerca de R$ 3,00). Barraquinhas de rua que são frequentes no centro de Montevidéu, nas ruas transversais à Avenida 18 de Julio, principal via da cidade. Mesmo esses points populares seguem o mesmo esquema, simplicidade e falta de tempero. Temperamos os lanches na hora, com chimichurri, molho tipo vinagrete e vários outros tipos disponíveis. Em Punta del Este comemos um bife à milanesa com fritas imenso! (e relativamente barato…). Para economizar, fizemos compras no supermercado (Ta-Ta) algumas vezes. O achado? O hambúrguer deles é uma delícia! Agora não me recordo o nome da marca, mas a embalagem é um saquinho amarelo. Vale a pena! (Risos) No bairro do Prado, experimentamos o churros uruguaio, não muito diferente do brasileiro.

image

Eles são bem exagerados com relação à comida, as porções geralmente são bem servidas. Comemos um chivito de fast food no Mercado Agrícola, o “Chivitos lo de Pepe”. Eu achei ótimo! Aliás, deve ser difícil um chivito ser ruim, é um “podrão” diferente. Comemos pizzas e chivitos mais tradicionais no “La Pasiva” (Eu vi esse sorrisinho de canto de boca…), que apesar do nome engraçado tem uma comida bem legal. Passamos pelo Café Brasilero, para tomar um cappuccino gelado e um cafezinho (por favor!). Vale a visita, mais pela aura do lugar do que pelo café propriamente dito.


VIDA NOTURNA


Aproveitamos bastante a área da Ciudad Vieja que, dizem os locais, nem é a melhor área para frequentar bares e boates. Em nossa primeira noite em Montevidéu (uma segunda-feira, diga-se de passagem), caímos de paraquedas no pub El Pony Pisador, perto do Teatro Solís, onde a atração era um duo muito bom chamado “Dos Guitarras”. Já começamos bem (bêbados!) nossa estadia no Uruguai. A Rua Bartolomé Mitre é bem servida de pubs, bares e lanchonetes. Curtimos algumas noites lá, uma vez no The Shannon e outras no Pony de novo, mas a rua tem uma aura obscura, com algumas figuras suspeitas (na maioria das vezes flanelinhas ou traficantes ou ambos!). O preço das bebidas é o mesmo praticado no Brasil… Não tivemos tempo de conhecer a vida noturna em Pocitos, onde se concentram os melhores bares e boates da cidade, dizem. Fica para uma próxima. A gorjeta no Uruguai não é obrigatória, porém é de praxe deixar 10% do valor consumido em qualquer estabelecimento.

image

 

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Se tiver alguma dúvida, você pode deixar um comentário abaixo ou mandar um e-mail para: superandarilho@outlook.com

 

Em breve, mais relatos sobre o Uruguai!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

A seguir: Buenos Aires | Argentina

América do Sul, Punta del Este, Uruguai

Punta del Este | Uruguai, 2014

O que fizemos em nosso “bate e volta” ao balneário de Punta del Este, no departamento de Maldonado, Uruguai.

DSCF0557
La Mano / Los Dedos

 

Punta del Este, domingo, 17 de agosto de 2014 (7° DIA).

UM DOMINGO EM PUNTA DEL ESTE


Confesso que fui para Punta já um pouco cansado. Acho que meus companheiros de viagem também. Tanto que nem fizemos questão de acordar muito cedo em um domingo. A consequência disso foi perder o pôr do sol no Museu Casapueblo, que nem sequer conseguimos conhecer. Mas ainda assim valeu e muito a visita, pois o tempo – como em quase todos os dias – estava perfeito.


MALDONADO


Antes de chegarmos a Punta, passamos por Maldonado, uma simpática e linda cidadezinha costeira. O lugar inteiro parece uma espécie de condomínio chique e bem desenhado, com casas que devem valer milhões ao mesmo tempo em que devem passar a maior parte do ano vazias. Tinha um clima de cidade da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, em que boa parte das casas é hospedagem de veraneio. Não chegamos a descer para conhecer, mas com mais tempo e grana, certamente vale uma visita.


LA MANO


Assim que descemos na rodoviária de Punta, por volta do meio dia, descartamos a possibilidade de alugarmos um carro, pois os preços eram astronomicamente absurdos (para a nossa realidade mochileira, claro!). Bem em frente à rodoviária, encontra-se o mais famoso cartão postal de Punta del Este: a escultura do chileno Mario Irarrázabal, Monumento al Ahogado (“Monumento ao Afogado”), mais conhecida como Los Dedos ou La Mano. Construída em 1982, a escultura tem o intuito de alertar os banhistas sobre o perigo de banhar-se nas águas da Playa Brava. O mais difícil ao visitarmos o monumento é conseguirmos uma foto sozinhos, porque geralmente ele está lotado de turistas nos arredores – pelo que vimos mesmo no inverno – mas vale a tentativa!

image

image


ERMITA DE NUESTRA SEÑORA DE LA CANDELARIA


Seguimos pela Rambla General José Artigas até a pequena Playa Elmir. Depois dessa praia chegamos a um simpático santuário dedicado à Virgem da Candelária, padroeira de Punta del Este. O santuário é muito bem conservado e limpo (como quase tudo no Uruguai), mas o cheiro dos milhares de mariscos ao redor é péssimo! Tampe o nariz e vá!

image

image

image

image

image

image


PLAYA DE LOS INGLESES


Seguimos pela rambla até a Playa de los Ingleses. Nesta orla vimos o cadáver de um lobo ou leão marinho, aparentemente, morto a pouco tempo. Nos arredores do Heliporto Punta de la Salina, fizemos uma breve parada para descansar e tirar algumas fotos. Nesse heliporto existem, além de um mastro com a bandeira nacional, duas esculturas de sereias bizarramente disformes.

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image


FARO DE PUNTA DEL ESTE


Depois do Heliporto, em vez de seguirmos pela rambla, resolvemos encurtar o caminho pela Calle 2 de Febrero e chegar mais rápido ao Faro de Punta del Este, que fica em frente à simpática Iglesia Candelaria. Como era domingo, provavelmente o farol estaria fechado para visitação e, como também a fome já estava batendo, tiramos algumas fotos e começamos a procurar desesperadamente por um lugar para comer.

image

image


ALMOÇANDO…


Finalmente achamos um lugar para almoçar, um restaurante simples em uma rua transversal à rambla, já do lado do porto. Por algum motivo não me recordo do nome do restaurante, mas a comida era boa, o preço não era dos mais absurdos e os garçons bem atenciosos. Eu pedi uma milanesa à parmegiana com fritas (que de tão gigante teve que ser dividida em duas) e dividimos um pudim (com doce de leite, claro!).

image

image


O PORTO


De barriga cheia e com a disposição revigorada, voltamos para a rambla na direção do porto. O Puerto de Punta del Este é lindíssimo e caminhando pela orla, descobrimos porque o resto da cidade estava praticamente vazio: as pessoas se concentram do lado do porto, na Playa Mansa, onde a oferta de entretenimento é maior. Margeando-o pudemos observar bares, restaurantes, cassinos e um inesperado trânsito! Mas, como estávamos a pé, sem problemas.

image

image

image

image

image

image

Seguimos pela Rambla General José Artigas (sim, apesar de estarmos do outro lado da cidade, era uma única rua) até um pequeno coreto no meio do cais em que pudemos ter uma visão geral da beleza do lugar. Punta Del Este se revelava encantadora, mesmo em um dia frio de inverno e fiquei imaginando como seria passar ao menos um fim de semana de verão ali. É um destino que, certamente, farei questão de repetir!


PÔR DO SOL INESQUECÍVEL


Depois de muitas fotos, nos demos conta que ainda não havíamos pensado em como chegar ao Museu Casapueblo e nem se daria tempo… Já eram mais ou menos 17h30 quando chegamos de volta à rodoviária para nos informar. Para o nosso desânimo, a moça da empresa de ônibus deu um sorrisinho e informou que o Casapueblo fecharia em trinta minutos, exatamente o tempo que levaria para sair o próximo ônibus… Não seria dessa vez…

image

image

Conformados com o resultado de nossa falta de planejamento, voltamos para a beira do mar com a intenção de presenciar um espetáculo à parte: o pôr do sol em Punta. Antes de sentarmos na grama, tivemos que buscar vestígios de cocô de cachorro já que, como falado anteriormente, a população canina no Uruguai é imensa e mesmo o povo sendo extremamente educado para a maioria das coisas, no quesito cocô de cachorro eles eram tão mal educados quanto os brasileiros…

image

image

image

image

O sol começou a se pôr por volta das 17h50 e, mesmo não sendo o famoso pôr do sol no Museu Casapueblo, o espetáculo do “astro rei” certamente não deixou a desejar em nada. Se Montevidéu conseguiu me proporcionar um nascer do sol espetacular, certamente o pôr do sol mais perfeito de nossa estadia no Uruguai foi em Punta del Este!


DE VOLTA A MONTEVIDÉU…


Depois de passarmos um dia ensolarado em Punta del Este, voltamos a Montevidéu para o devido descanso, pois no dia seguinte embarcaríamos de volta a Buenos Aires para uma semana de estadia. Chegávamos ao fim da primeira estação…

 

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Se tiver alguma dúvida, você pode deixar um comentário abaixo ou mandar um e-mail para: superandarilho@outlook.com

 

Em breve, mais relatos sobre o Uruguai!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

A seguir: Impressões/Conclusões | Uruguai 2014

América do Sul, Colônia do Sacramento, Uruguai

Colonia del Sacramento | Uruguai

image
Farol de Colonia

Colonia del Sacramento, quinta-feira, 14 de agosto de 2014 (4° DIA).

O MELHOR PRESENTE


Em 2014 optei por passar o meu aniversário em um lugar diferente. Como a data coincidiria com a nossa estadia no Uruguai, eu tinha algumas opções: Montevidéu, Punta del Este, Colonia del Sacramento… No fim, acabamos em Colonia, mas o presente mesmo ganhei em Montevidéu. Por volta das 6h da manhã contemplei o nascer do sol mais espetacular dos últimos tempos!

image


HERANÇA PORTUGUESA, HERANÇA ESPANHOLA


Depois de cerca de duas horas e meia de viagem, estávamos de volta à histórica Colonia del Sacramento. Fazia frio, a sensação térmica era de mais ou menos cinco graus e o dia estava com o céu limpo, sem uma nuvem sequer, o que deixaria as fotos ainda mais bonitas.

image

image

Colonia del Sacramento, a cidade mais antiga do Uruguai, foi fundada por portugueses em 1680, mas passou para o domínio espanhol um século depois. Desde então, deu-se uma série de disputas e o resultado foi uma cidade tipicamente colonial com influências tanto portuguesas quanto espanholas. Devido à sua importância histórica, em 1995 a pequena cidade às margens do Rio da Prata foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO.

image

Caminhar pelas ruas de pedras de Colonia é como fazer uma viagem no tempo. Longe da agitação das grandes capitais (fica a apenas uma hora de barco de Buenos Aires e a duas horas de ônibus/carro de Montevidéu), Colonia é perfeita para quem deseja tranquilidade e descanso.


O MINI TOUR


Chegamos cedo a Colonia, por volta das 10h da manhã e, na entrada do bairro histórico, paramos em um centro de informações turísticas para conseguir alguns mapas. Coincidentemente, um grupo estava se formando para conhecer a cidade com o auxílio de uma guia e embarcamos nessa leva por 150 pesos.

image

image

A guia era uma senhora de cinquenta e poucos anos, cujo nome não me lembro no momento, e falava em um espanhol muito rápido. Tão rápido que o passeio pelo centro histórico durou, no máximo, trinta minutos! Fazendo jus ao preço (cerca de R$ 15,00)… Lá pelas 11h30 já estávamos livres para perambular pela cidade sozinhos.

image

image


BASÍLICA DEL SANTÍSSIMO SACRAMENTO


Um dos pontos interessantes que conseguimos conhecer mais detalhadamente durante o mini tour foi a Basílica del Santísimo Sacramento, primeira igreja fundada no Uruguai . Reformada em 1810, manteve a simplicidade da arquitetura portuguesa original.

image

image

image

image

image


UM POVO CINÓFILO


Depois do fast tour”, fomos caminhar pela cidadela para rever os principais pontos turísticos com mais calma. No caminho, fizemos amizade com alguns dos muitos cachorros que habitam as ruas da cidade e a passamos pelo Aquário de Colonia, mas não chegamos a entrar. Passeamos pela orla do Rio da Prata até chegarmos ao charmoso cais com seus barcos ancorados. Depois de algumas fotos, seguimos pela costa registrando os prédios e carros antigos. É uma cidade para curtir sem pressa, o que pode torna-la monótona se você não é do tipo que se interessa por História.

image

image

image

image

image

image

image

Algum tempo depois a fome já estava batendo e resolvemos comer alguma coisa no Freddo, finalmente (passamos os dias anteriores tentados a entrar em um, mas não o havíamos feito até aquele momento). “Para mim um café e um alfajor, por favor!”. De quebra ganhei uma bola de sorvete como cortesia! Era o mínimo, já que tudo custa o olho da cara!

image

image


CALLE DE LOS SUSPIROS


Depois do segundo café do dia, voltamos à Calle de los Suspiros para fotos e uma exploração mais apurada. Muitas lendas rondam essa rua calçada com típicas pedras portuguesas. Segundo a guia, era por ela que chegavam os escravos trazidos da África, por isso os suspiros: de sofrimento. Outra versão diz que por ali passavam os condenados à morte para serem fuzilados às margens do Rio da Prata. Já outra versão curiosa atribui o nome a suspiros de prazer, uma vez que a rua pode ter sido uma típica localidade de prostituição. Seja qual for a versão verdadeira – inclusive todas as versões simultaneamente – uma vez em Colonia, não deixe de conhecer a Calle de los Suspiros!

image

image

image


FARO DE COLONIA


Perto da Calle de los Suspiros encontra-se o Faro de Colonia. Pelo preço simbólico de 20 pesos (cerca de R$ 2,00), podemos subir até o topo do farol, que começou a ser construído em 1855 sobre as ruínas do convento de São Francisco Xavier, e contemplar uma vista de 360° do centro histórico. Vale muito a pena!

image

image

image

image


BASTIÓN DE SAN MIGUEL


O Bastión de San Miguel é o que resta hoje de uma grande muralha construída em 1745 pelos portugueses. Com o intuito de proteger estrategicamente a cidade de ataques estrangeiros provenientes do Rio da Prata, a ruína possui ainda hoje canhões de guerra muito bem conservados. Seguindo por essa muralha, voltamos à entrada do bairro histórico, o Portón de Campo.

image

image

image

image

image

image


A DEPRESSÃO URUGUAIA


Em Colonia del Sacramento, talvez por ser uma cidade histórica, parece que a vida segue em um ritmo próprio, lento, arrastado. Eu sentia uma introspecção melancólica no ar, creio que a Ingrid também, mas ninguém foi mais afetado por essa vibe do que o Auli. Depois de algumas horas em Colonia ele passou a sofrer de um mal que apelidamos carinhosamente de “A Depressão Uruguaia” (risos) que nos acompanhou durante quase toda a estadia.

image


PORTÓN DE CAMPO


O Portón de Campo (Puerta de Campo/Puerta de la Ciudadela) é a entrada para o bairro histórico e um dos cartões postais de Colonia. Construído em 1745, ainda sob domínio português, o monumento já passou por inúmeras reformas, assim como as ruínas da muralha em seu entorno e a ponte levadiça. Devido ao seu valor histórico – e a própria localização – o Portón de Campo é uma das atrações imperdíveis de Colonia del Sacramento.

image

image

image


ANJO PRETO


Depois de passarmos a manhã perambulando pelo centro histórico, tínhamos que encontrar um lugar para o meu almoço de aniversário. Nos arredores da Plaza Mayor, perto da Basílica del Santísimo Sacramento, encontramos um simpático restaurante chamado Anjo Preto. O restaurante é simples, mas bem elegante e o mais importante: com wi-fi e preços acessíveis! No cardápio constava desde parrillas até massas e acabei optando pela última. Recomendo! Mas existem muitas outras opções (para todos os bolsos) nos arredores.

image

image

image

image


DE VOLTA AO CAIS


Depois de um cafezinho pós-almoço, retornamos ao cais para mais uma sessão de fotos. Tanto eu quanto a Ingrid tiramos fotos de tudo, desde os barquinhos até os cachorros que às vezes nos seguiam… Já o Auli achava aquilo um saco (risos) e por diversas vezes brincamos que venderíamos as nossas fotos para ele já que ele não tirava nenhuma.

image

image

image

image

image


“SO SOON?”


Em Colonia nos limitamos ao centro histórico, não chegamos a conhecer tudo. Assim que saímos da rodoviária da cidade, damos de cara com algumas empresas de aluguel de carros e quadriciclos, mas não queríamos gastar grana com isso (cerca de US$ 50,00 por pessoa) o que nos limitou até onde pudéssemos andar… Quem tiver mais tempo, grana e disposição pode alugar um desses veículos para conhecer as praias e outras construções históricas mais distantes, como a Plaza de Toros.


OS ÔNIBUS


Voltamos para a rodoviária por volta das 16h e ainda tivemos que esperar até às 17h para pegar o próximo ônibus. Pegamos o ônibus intermunicipal da empresa COT e não nos arrependemos. Além do wi-fi gratuito durante todo o caminho, a frota é bem confortável e com preços justos. Uma curiosidade: Parece que rola um overbooking nos ônibus intermunicipais no Uruguai. Durante o trajeto de volta, várias pessoas viajavam em pé e o ônibus ficou lotado…

E assim, por volta das 19h30 já estávamos de volta à gélida noite de Montevidéu…


O BLUZZ


Descemos pela Calle Soriano e tentamos pela primeira vez, sem sucesso, entrar no Baar Fun Fun, que já estava lotado. Era o que eu tinha programado para a noite do meu aniversário, assistir a uma apresentação de tango e candombe, o que nunca aconteceu. Continuamos mais um pouco e fomos parar em um lugar chamado Bluzz Bar, também nos arredores do Teatro Solís. A primeira vista estava bem animado, cheio e com música alta. Foi o tempo de entrarmos, pedirmos uma cerveja e em alguns minutos houve uma debandada quase geral. Nos conformamos com a situação e decidimos orbitar novamente pela Bartolomé Mitre.


THE SHANNON


Não queríamos nos render novamente ao Pony Pisador, então, dessa vez, resolvemos beber alguma coisa no pub vizinho, o The Shannon. O som estava animado e resolvemos entrar, mas antes mesmo de conseguirmos uma mesa nos demos conta que quem estava cantando era o mesmo duo do Pony, o Dos Guitarras!! Putz! Não teve como escapar! Beleza, os caras mandavam bem… Encaramos mais um set de música brasileira – incluindo o “mega hit” Menina Veneno, que causou alvoroço em grupo de pelo menos uns dez brasileiros em frente ao palco – e depois de uns drinks a mais resolvemos que era hora de se entregar a Morfeu.

image

 

Montevidéu, sexta-feira, 15 de agosto de 2014 (5° dia).

CORRIDA NA RAMBLA


E a tão aguardada sexta-feira em Montevidéu chegou sem a animação esperada. Acordamos tarde nesse dia e o Auli ainda estava com sintomas leves da “Depressão Uruguaia” adquirida em Colonia del Sacramento (risos). Eu e Ingrid resolvemos dar um fim ao sedentarismo e fomos correr na rambla gelada. É incrível como o vento consegue diminuir a sensação térmica dos lugares. Em pleno sol do meio-dia, precisamos de uns quinze minutos correndo para nos sentir “levemente” aquecidos… Alternamos caminhada e corrida por mais ou menos uma hora e encontramos o Auli na 18 de Julio para fazer câmbio e irmos ao mercado novamente.


SEXTA-FEIRA EM MONTEVIDÉU


Depois do mercado, voltamos para a casa e resolvemos não fazer nada até a noite, quando decidiríamos o destino da primeira “sexta sem lei” da viagem. Depois de tentar entrar mais uma vez no Baar Fun Fun, acabamos no The Shannon novamente, mas estava chato e partimos para um inferninho nos cafundós de Montevidéu onde dançamos cúmbia até às 5h da manhã…

 

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Se tiver alguma dúvida, você pode deixar um comentário abaixo ou mandar um e-mail para: superandarilho@outlook.com

 

Em breve, mais relatos sobre o Uruguai!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

A seguir: El Prado | Montevidéu, Uruguai

América do Sul, Argentina, Uruguai

Uruguai & Argentina 2014 | Preparativos

image


“É TÓIS!”


A Copa do Mundo FIFA de 2014 acabara há mais ou menos um mês. A seleção brasileira – como seria impossível de esquecer – havia sido humilhada pela seleção alemã (perdendo de 7 a 1) e estava fora da disputa. Os alemães, por sua vez, depois de esbanjarem simpatia, carisma e profissionalismo em sua estadia no Brasil, ganharam a taça em cima da seleção argentina, que acabou por amargar o segundo lugar. Já a seleção uruguaia deixou o mundial precocemente, logo após o episódio da mordida de Luis Suárez em um jogador italiano. Eu, que não me considero um entusiasta do futebol, tive que reconhecer mais uma vez que o esporte consegue abalar as estruturas de um país, principalmente durante o mundial. E nesse clima futebolístico, após a invasão argentina para assistir à final no estádio do Maracanã, era a hora de partirmos em direção ao sul a fim de conhecer as terras dos “hermanos”.


TICKET PARA O FIM DO MUNDO


Conhecer as nações do Rio da Prata não exige uma preparação muito elaborada. Não precisamos de vacina e nem precisamos nos preocupar com a altitude (graças a Deus!). E sequer precisamos de passaporte, bastando apenas um documento de identificação válido, uma vez que ambos os países fazem parte do Mercosul. Mas, como viajaríamos no inverno, tivemos que nos atentar ao vestuário, principalmente porque o roteiro incluía Ushuaia, na Patagônia Argentina, como destino final. Pensando que talvez encarássemos temperaturas perto de zero grau, tratei de adquirir um conjunto de segunda pele e tirei do guarda-roupa todo o meu vestuário de frio. Para curtirmos sem contratempos o “Fim do Mundo”, como é conhecida a cidade de Ushuaia – considerada a cidade mais austral do mundo – precisaríamos ainda de roupas e calçados impermeáveis. Por sorte, não precisamos carregar tudo do Brasil, pois a cidade conta com inúmeras lojas especializadas em aluguel e venda de roupas e equipamentos para neve.

image


PELO AR, PELA TERRA, PELA ÁGUA


Em comparação com a minha viagem anterior (para o Peru, em 2013), os voos seriam muito mais calmos, curtos e, o mais importante, sem escalas! (pelo menos na ida) Mas a estadia seria mais longa, o que exigia um esforço maior para nos adequar ao custo-benefício de cada lugar. Chegaríamos pelo Aeroparque Internacional Jorge Newbery, no coração da cidade de Buenos Aires. Já a viagem de volta sairia do Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas , em Ushuaia, direto para o Aeroparque Jorge Newbery, mas o voo para o Brasil partiria do Aeroporto Internacional de Ezeiza (Ministro Pistarini), o que exigiria uma atenção maior, visto que este fica a alguns quilômetros do centro, sendo acessado por uma via expressa. Todos os voos foram feitos pela Aerolíneas Argentinas. Em vez de ir direto para Montevidéu de avião, optamos por fazer o trajeto Buenos Aires – Colonia del Sacramento, de ferry boat pelo imenso Rio da Prata, e de lá para Montevidéu de ônibus, pois o custo seria menor. Na verdade esperávamos desembarcar diretamente em Montevidéu, mas tivemos que fazer parte do caminho por terra. Existem três empresas que fazem esse trajeto: Buquebus, Seacat e Colonia Express. Depois de ponderarmos sobre o preço e as datas e horários disponíveis em cada companhia, optamos por irmos de Colonia Express, comprando o ticket alguns meses antes. A viagem de barco é bem tranquila e até Colonia del Sacramento dura um pouco mais de duas horas, mesmo tempo que levamos de ônibus até Montevidéu, a primeira estação.

imageimageimage


A CARAVANA


Nas férias de 2014 perdi um dos meus companheiros de estrada, o Fabricio, que vai se casar em breve e não pôde embarcar em outra trip pela América do Sul… Para compensar, arrumei não um, mas dois loucos aventureiros como companhia! Auli e Ingrid também trabalhavam comigo e arranjamos de tirar as férias no mesmo período (outro inverno, claro!) e assim a caravana foi aumentando!

image


RESUMO DO ROTEIRO


Destinos: Uruguai e Argentina
Meios de Transporte: Avião, barco e ônibus
Quilometragem: 8.688 km de avião + 406 km de barco + 706 km de ônibus
Período: 11/08 – 31/08/2014

A viagem duraria ao todo vinte e um dias: uma semana no Uruguai e duas em terras argentinas. O “acampamento base” no Uruguai foi a capital, Montevidéu. De lá fizemos viagens curtas “bate e volta” para Colonia del Sacramento e Punta del Este. O roteiro incluía também uma visita a Pueblo Garzon, famoso pela culinária, mas acabou ficando fora do orçamento e deixamos para uma próxima oportunidade.

Na Argentina reservaríamos uma semana para conhecer a capital, Buenos Aires, passando um dia no zoológico de Luján, e mais seis dias na neve de Ushuaia, na província da Terra do Fogo.

 

Gostou do artigo? Não esqueça de deixar a sua curtida e recomendar para os amigos através do compartilhamento!

 

Se tiver alguma dúvida, você pode deixar um comentário abaixo ou mandar um e-mail para: superandarilho@outlook.com

 

Em breve, mais relatos sobre o Uruguai e a Argentina!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

A seguir: A Chegada | Montevidéu, Uruguai