América do Sul, Brasil, Teresópolis

PEDRA DO SINO | TERESÓPOLIS (RJ)

 

Teresópolis, terça-feira, 29 de dezembro de 2015.

 

A Pedra do Sino é o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro (2.275 metros de altitude) e fica no Parque Nacional Serra dos Órgãos (PARNASO), no município de Teresópolis – a mais ou menos duas horas da capital fluminense. É possível ir de ônibus, a partir da Rodoviária Novo Rio, ou de carro. A última opção tem lá suas vantagens porque você perde menos tempo de caminhada, uma vez que é possível estacionar bem próximo ao início da trilha de 11 km que também faz parte da Travessia Petrópolis-Teresópolis.

Subir a Pedra do Sino foi ideia do meu amigo Fabricio que queria encerrar o ano de 2015 de forma “radical” e, de quebra, relembrar um pouco a altitude que experimentamos no Peru em 2013. Devido ao tempo inconstante, resolvemos que não compraríamos os ingressos pelo site, mas apenas quando chegássemos à entrada do parque (causando um pequeno “engarrafamento” na fila, diga-se de passagem).

Começamos a caminhar por volta das 11h da manhã e de cara confirmamos o que muitos já haviam dito: a trilha é um pouco pior na primeira hora. De uma forma geral a trilha é leve e bem marcada, porém muito longa (sem dúvida a mais longa que fiz até o momento), então não convém levar peso desnecessário caso você tenha o mínimo de apreço por suas costas… Ah, e um anestésico pode ser bem-vindo lá em cima!

Depois de mais ou menos uma hora de subida, chegamos à cachoeira Véu da Noiva. Como estávamos subindo um pouco tarde e queríamos otimizar a andança, não nos detivemos muito tempo na cascada, deixamos para a volta. O sol vinha de tempos em tempos aquecer a caminhada, mas eventualmente o vento forte nos fazia sentir mais frio que calor em pleno mês de dezembro. Um casal de alemães (como viajam esses alemães!) nos acompanhou em uma das muitas paradas pelo caminho. Eles tinham que subir rápido pois desceriam no mesmo dia, então a conversa foi breve. Todas as pessoas que faziam o caminho inverso diziam a mesma frase animadora: “Ainda falta muito!” E faltava mesmo!

Depois de umas duas horas chegamos a uma outra cachoeira. Mais modesta que a do Véu da Noiva, é mais uma opção de hidratação para viajantes sedentos. Um certo tempo depois adentramos uma simpática e convidativa clareira que viríamos a descobrir depois que era onde ficava instalado o antigo Abrigo 3. Essa mesma clareira possui uma trilha que leva a um mirante que não chegamos a conhecer. Com as costas doendo por causa do peso da bagagem, decidimos que o lugar merecia uma parada mais prolongada.

Com a companhia de Eddie Vedder cantando no único celular que ainda tinha um pouco de bateria, cruzamos com muita gente descendo: famílias inteiras, crianças, idosos, um maluco que gritou “Aê, Pearl Jam! Fui no show!”, até um grupo religioso! Depois de cinco horas e alguns minutos de cansaço, finalmente avistamos o teto do Abrigo 4.

E o tempo?! Ah, o tempo estava uma maravilha! Quase que completamente fechado… Conhecemos um gente boa de Manaus e mais uma galera no abrigo. Não pudemos tomar banho, porque esquecemos os comprovantes no carro e demos uma boa negociada para usar a cozinha… À noite a temperatura cai drasticamente e o vento forte batendo nas árvores dava a sensação que dormíamos na beira de uma praia. Apesar do tempo ruim, a aventura valeu a pena!

 


DICAS 


Não levar muito peso, pois apesar de leve, a trilha é longa.
Sempre levar uma roupa de frio
Preferir ficar no abrigo em vez de acampar.
Leve um carregador portátil, pois não há tomadas no abrigo.

 

Andarilho

América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: GLACIAR MARTIAL

 

 

Ushuaia,
quarta-feira, 27 de agosto de 2014 (17° dia).

GLACIAR MARTIAL

Fazer trekking
no Glaciar Martial não
estava nos meus planos, a princípio. Mas acabei contagiado pela animação da
Ingrid quando fomos fechar os passeios e foi um dos pontos altos da nossa
“cereja do bolo” (Ushuaia). O Auli preferiu conhecer o Cerro Castor nesse dia.

Subir o Glaciar Martial pedia a companhia de um guia
e nos indicaram o Ignácio da Ushuaia Aventura.
Como todos os tours do “Fim do Mundo”, fomos pegos no albergue pontualmente e
em alguns minutos estávamos de volta à entrada do glaciar, que fica a 7 km do
centro da cidade.

Ignácio, sempre muito simpático, nos ajudou a calçar
os – extremamente necessários – grampões, que ele mesmo levou e começamos um
dos passeios mais frios que fiz até hoje.

DICA: caso você não possua roupas e calçados específicos
para baixas temperaturas, não deixe de alugar tudo o que for necessário em uma
das muitas lojas que prestam esse serviço.

O Glaciar Martial é uma montanha de,
aproximadamente, 1.000 metros de altitude. Nada comparado aos mais de 3.000 de
Cusco, então não precisávamos nos preocupar com o soroche, mas em compensação o vento era extremamente agressivo! Na
verdade a trilha que fizemos chegou a, no máximo, 825 metros de altitude.
Parece pouco, mas a combinação frio e vento (que fazia o grande favor de nos
desequilibrar nas “dunas” de gelo), era o suficiente para uma jornada de
dificuldade média de, mais ou menos, duas horas e meia de subida.

O nome do glaciar foi uma homenagem ao capitão Louis
Ferdinand Martial, comandante do navio La
Romanche
e da expedição científica francesa de 1882, que estudava o trânsito
do planeta Vênus. Como quase tudo em Ushuaia, a paisagem do glaciar para mim
podia ser comparada a uma locação de filme. Nunca havia estado em um cenário
como aquele. Enquanto o Ignácio nos passava algumas informações sobre a fauna e
flora local, tirávamos muitas fotos da paisagem congelada.

DUBLIN PUB

Chegamos ao hostel
e descobrimos que o Auli havia tido um “leve” acidente no Cerro Castor (Risos),
havia torcido o pulso em uma queda. O pior da história é que ele tinha
reservado entrada para o dia seguinte também! Muito comédia…

Esta noite resolvemos finalmente conhecer o Dublin Pub, provavelmente o bar
mais famoso de Ushuaia e o que tinha mais turistas por metro quadrado. Acho que
tentando seguir a tradição irlandesa, o bar de fato era um pub respeitável: barulhento, cosmopolita e com uma enorme diversificação
de cervejas.

No Dublin reencontramos o amigo que trabalhava na
agência, o Hugo, acompanhado do Félix, do Refugio de Montaña. Resolvemos
experimentar a cerveja que nos disseram ser a mais tradicional da cidade, a
artesanal Beagle em suas três versões: preta, morena e loira! Cervejas
artesanais, de uma forma geral, são mais fortes do que as tradicionais, então
bastaram duas ou três canecas para ficarmos bem animados… (Risos)

 

Andarilho

 

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