Espanha, Europa, Madrid, Original Content

Museu do Prado | Madrid, Espanha

Museu do Prado

Madrid, sábado, 29 de outubro de 2016 (3° dia).

O QUE SERIA DO VIAJANTE SEM OS FAST-FOODS?


Além de fazer compras em supermercados locais, uma das formas de se economizar em longas viagens gastando em moeda estrangeira é adotar as redes de fast-food para, pelo menos, uma das refeições diárias. Claro, nem de longe é a opção mais saudável do mundo, mas considerando o quanto costumamos andar enquanto viajamos, o custo-benefício geralmente deixa um saldo positivo (também é uma boa alternativa quando não gostamos das comidas tradicionais de algumas regiões). Acabamos adotando o Burger King como a opção mais econômica para refeições rápidas. Neste dia, investimos em um menu duplo que  custou em torno de 7 euros (uns 10 reais para cada).

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Templo de Debod | Madrid, Espanha

Parecia impossível nos depararmos com um templo egípcio original em pleno centro de Madrid, but…

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Templo de Debod

Madrid, sexta-feira, 28 de outubro de 2016 (2° dia de viagem).

CAFÉ NO MUSEO DEL JAMÓN


Acordamos animados para aproveitar o segundo dia em Madrid. Como o nosso hostel não tinha café da manhã gratuito, resolvemos andar pelos arredores e achar por conta própria o nosso desjejum.  Bem perto de onde estávamos, na Calle Mayor, encontramos um restaurante/padaria com o sugestivo nome de Museo del Jamón (Museu do Presunto).

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Fachada do Museo del Jamón

Com vários presuntos ibéricos em exibição na vitrine, era impossível não prestar atenção ao passar pelo lugar. Pagamos cercas de 3,5 euros por um delicioso croissant com presunto serrano, um suco de laranja e um café.  Se algum dia você estiver por acaso nos arredores da Puerta del Sol (existem lojas em outros locais), não deixe de conhecer o Museo del Jamón. Vale muito a pena!

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Notícias, Turismo

Na Colômbia, Santa Marta tem centro colonial e parque nacionais

Espremida entre o Mar do Caribe e a Sierra Nevada, a cidade tem centrinho colonial, comida boa, mar magnético, trekking…

A parte arrumada do centro de Santa Marta (Christian Heeb/Laif/Reprodução)

Como outras localidades colombianas, Santa Marta, capital do estado de Magdalena, é resiliente e, nos últimos 20 anos, fez a violência e o narcotráfico darem lugar a um renascimento urbano, que trouxe hotéis, restaurantes, bares e casas noturnas.

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Cultura, Notícias, Turismo

Os Dez Mandamentos do Viajante

Correspondente do Estadão aceitou o desafio e elencou os dez passos para se tornar melhor no que ele faz muito bem: viajar

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Da ensolarada costa croata, onde recupera o bronzeado adquirido em El Alamein durante a caçada a Rommel na 2.ª Grande Guerra, o correspondente britânico manda suas considerações semanais. Mr. Miles conta que o povo da Croácia é muito gentil e exageradamente patriota. “My God: por toda parte veem-se bandeiras quadriculadas hasteadas, sugerindo aos visitantes que encontrarão cantinas atrás de cantinas.”

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Cascais, Europa, Portugal

A Boca do Inferno | Cascais, Portugal

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Cascais, sexta-feira, 11 de novembro de 2016 (16° dia).

E VOLTAMOS PARA A BEIRA DO MAR


Acordamos com a esperança que o tempo estivesse melhor, mas nada feito. Nublado e com possibilidade de chuva. “Ok, vamos assim mesmo”. Depois de nos despedirmos da família do João, que estava indo viajar, tomamos um café no Esplanada/Bar Alcatruz, na costa de São João do Estoril, com uma visão incrível para o Forte de Santo António da Barra e do mar. De brinde ainda pudemos contemplar a visita de um cardume de golfinhos!

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Espanha, Europa, Madrid

Museu Reina Sofía | Madrid, Espanha

O Reina Sofía conta com uma importante coleção de obras contemporâneas, exposições interativas e obras-primas de Salvador Dalí e Pablo Picasso.

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Visage du Grand Masturbateur (Face of the Great Masturbator), 1929. Um dos muitos quadros de Salvador Dalí que compõem o acervo do Museu Reina Sofía

 

Madrid, quinta-feira, 27 de outubro de 2016 (1° dia de viagem).

REINA SOFÍA


Depois de visitarmos as criptas da Catedral de Madrid, fomos caminhando até o outro lado da cidade para aproveitarmos o horário de visitação gratuita do Museu Reina Sofía. E foi uma boa caminhada! Paramos para um café em um dos muitos bares populares do bairro de Atocha e o Fabricio aproveitou para comprar uma camisa em uma dessas lojas de roupas baratíssimas.

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A caminho do museu

Chegamos um pouco antes das 19h e uma pequena fila já se formava em uma das entradas desse que é o segundo museu mais visitado de Madrid, ficando atrás apenas do Museu do Prado. O Reina Sofía conta com uma importante coleção de obras contemporâneas, exposições interativas e obras-primas de Salvador Dalí e Pablo Picasso. Uma das poucas salas em que não é permitido fotografar é justamente a que hospeda o famoso (e enorme!) Guernica, de Picasso. Planejávamos visitar também o Museu Thyssen-Bornemisza, mas esse era o único que não tinha um horário gratuito e como estávamos em uma viagem de baixo custo, achamos que visitar o Prado alguns dias depois nos satisfaria no quesito museus de Madrid.

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Música, Road Music, Wanderlists

St. Jude | Florence + The Machine

(Florence Welch)

Another conversation with no destination
Another battle, never won
Each side is a loser
So who cares who fired the gun?

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: DUNA MAYOR,  ANFITEATRO E TRES MARÍAS

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

A essa altura, depois do esforço feito para atravessar as cavernas, o soroche já tinha vindo com força total. Com certa dificuldade eu tentava acompanhar Juan, os portugueses e Daneri – peruana que veio tentar a vida no aquecido mercado turístico de San Pedro de Atacama – na subida de uma duna gigantesca conhecida como Gran Duna ou Duna Mayor. Do alto, é possível apreciar a magnitude de um conjunto de rochas conhecido como Anfiteatro. Impossível não ficar boquiaberto com a paisagem deslumbrante.

 

Tres Marias é o nome dado a crestas afiadas que brotam do solo e que são compostas por granito, argila, quartzo e outras pedras. Depois de sermos apresentados às famosas “Três Marias” pelo Juan, Gonçalo, o português mais atentado, observou que no entorno, além das três havia mais uma dezena de “Marías”.

 

Andarilho

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Cinema, Road Movies, Wanderlists

Na Natureza Selvagem | Sean Penn, 2007

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Título original: Into the Wild

 


SINOPSE


Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama, Santiago

Chile 2015 | Impressões


AS PESSOAS


Chilenos são um pouco mais formais que seus pares peruanos, argentinos e uruguaios. Não chega ao ponto de serem chatos, mas durante a viagem vez ou outra eu senti um pouco de falta daquele “oba oba” típico dos latino-americanos. No geral são bem-educados, profissionais e bem receptivos aos turistas.

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Plaza de Armas de Santiago


CÂMBIO


No período em que estive no Chile (novembro de 2015), o real valia cerca de 200 pesos chilenos. Em Santiago o custo de vida é mais ou menos parecido com o do Rio de Janeiro, talvez um pouco mais caro em alguns setores, mas nada exorbitante. A Calle Agustinas é o paraíso das casas de câmbio na cidade. Em San Pedro de Atacama, por ser um lugar basicamente turístico, as coisas são normalmente mais caras – comer principalmente – mas nada que fuja da realidade. Mas não precisei fazer câmbio em San Pedro.

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Pesos chilenos


CLIMA


Santiago é bem fria à noite, vá bem equipado. Fui preparado para encarar temperaturas exorbitantes no deserto do Atacama, mas felizmente, não achei nada que já não conhecesse no tórrido verão carioca. Claro, muito mais aridez e poeira, mas sem “perrengues”. Alguns passeios em San Pedro chegam a quase 5.000 metros de altitude, então é bom carregar um comprimido para mal de altitude. Comprei um chamado Mareamin em uma farmácia perto do albergue em Santiago.

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Geysers del Tatio, San Pedro de Atacama


TRANSPORTE


Os meios de transporte no Chile funcionam muito bem. Táxis, ônibus e metrôs são eficientes em Santiago. Em San Pedro o transporte basicamente se resume a bicicletas (muito bem-vindas!) e os transfers igualmente eficientes feitos pelas agências de turismo. Voltando de Santiago perdi meu voo por questão de minutos. Eles são pontuais e bem chatos com voos internacionais.

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Aeroporto Internacional de Santiago


GASTRONOMIA


Pisco! No Chile bebi todos os piscos sours que não havia perdido no Peru (Risos). A “caipirinha” deles é tão boa quanto a nossa. Não comi nada muito típico do Chile, mas os sanduíches costumam ser bons nos restaurantes. A comida de rua deixa um pouco a desejar em comparação com outros países. Bem sem graça… Com exceção para as empanadas! As empanadas chilenas, sejam fritas ou assadas, também são ótimas!

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Lomo a lo Pobre


VIDA NOTURNA


Por opção eu não me permiti uma vida noturna muito agitada em Santiago. Na única noite em que fiquei na cidade (uma terça-feira) me limitei a procurar lugares para comer nos arredores. Já em San Pedro, qualquer oportunidade para interagir foi devidamente aproveitada nos restaurantes-bares Gord2 e Barros, nos albergues vizinhos e em reuniões inusitadas no meio do deserto à noite… Uma loucura!

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Entrada do Restaurante Barros, San Pedro de Atacama


ATRAÇÕES TURÍSTICAS


Santiago possui boas opções de entretenimento, principalmente culturais e ao ar livre. Museus, mirantes, parques, centros culturais fazem da cidade uma boa opção turística, mas nada que se compare à maravilhosa San Pedro de Atacama. Ali, as possibilidades são quase infinitas: gêiseres, lagoas, salares, vulcões, ruínas, além de fauna e flora únicas. Tudo isso em um clima desértico de altitudes variadas. Monotonia zero!

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Laguna Tebinquinche, San Pedro de Atacama

Encerro os relatos sobre o Chile já saudoso do deserto… Foi uma experiência tão intensa quanto chegar à Machu Picchu, no meio das montanhas peruanas. Mas da próxima vez tentarei incluir a Ilha de Páscoa no roteiro!

Para ver os relatos completos sobre o Chile, clique AQUI!

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Se precisare de ajuda com algo mais específico, basta enviar um e-mail para superandarilho@outlook.com.

Abraços e boas trips!

 

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

Salar de Tara | San Pedro de Atacama, Chile

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Chegada ao Salar de Tara em San Pedro de Atacama, Chile

San Pedro de Atacama, segunda-feira, 30 de novembro de 2015 (7° dia de viagem).

SALAR DE TARA


O Salar de Tara, como a maioria dos sítios na região de San Pedro, tem paisagens praticamente alienígenas. Alguns minutos depois dos Monjes de la Pacana avista-se ao longe as formações conhecidas como Catedrales de Tara, uma cadeia rochosa erodida pelo clima extremo. Ao fundo, e quase como uma espécie de prêmio, aparece o majestoso Salar de Tara. É com essa vista magnífica que nos preparamos para um almoço improvisado.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

Los Monjes de la Pacana | San Pedro de Atacama, Chile

San Pedro de Atacama, domingo, 29 de novembro de 2015 (6°dia).

DIA DE DESCANSO


Pensando no resultado que teria a noite anterior, estrategicamente transferi meu tour do domingo para segunda-feira, elegendo o domingo como minha folga na viagem. Aproveitei para colocar as contas em dia, organizar a zona que estava meu quarto e comprar algumas coisas no minimercado próximo ao albergue.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: SOCAIRE

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

Depois de conhecermos
as incríveis lagunas, paramos alguns minutos no pequeno povoado de Socaire, a
86 km de San Pedro. Uma pequena igreja e um campanário de argila chamam a
atenção dos turistas para o lugar que, aparentemente, ficou estacionado em
algum momento remoto do tempo.

 

Andarilho

 

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ATACAMA: SALAR E TOCONAO

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de 2015 (5°dia).

 

SALAR DE ATACAMA

 

Saindo de
Socaire, ainda na Ruta del Desierto, meus amigos portugueses fizeram questão de
lembrar o guia de parar na placa do Trópico de Capricórnio para tirarmos fotos.
Esse foi um dos momentos mais divertidos uma vez que precisávamos fugir dos
carros em busca do melhor ângulo para as fotos fora a sensação única de estar
num marco geográfico estupendo!

DICA: Em direção ao Salar de Atacama, peça para o guia dar
uma parada estratégica na placa do Trópico de Capricórnio que cruza a Ruta del
Desierto.

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Chegamos
por volta do meio dia ao Salar (um bom horário para estar no meio do deserto,
não?). Logicamente, o calor era absurdo, mas nada que um “carioca da gema” não
tenha experimentado no verão brasileiro.

A paisagem
é uma das mais surreais que já vi. Um deserto imenso de sal ao redor da Laguna
Chaxa, hábitat natural dos flamingos chilenos, andinos e de james.

Na entrada
do salar existe um centro de visitantes com sombra suficiente para poupar os
mais calorentos, um pequeno museu e banheiros. Nesse centro podemos ver os
pequeníssimos seres vivos que constituem a dieta básica dos flamingos.

TOCONAO

Toconao é
mais um vilarejo incluído no tour das
Lagunas Altiplanicas. Paramos sob a sombra das árvores de uma pequena praça
para descansar e tirar algumas fotos. Dali voltaríamos aos respectivos
albergues para um breve descanso antes do próximo tour.

 

Andarilho

 

 

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ATACAMA: LAGUNAS ALTIPLANICAS

 

 

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

LAGUNAS ALTIPLANICAS (MISCANTI E MEÑIQUES)

Acordei
um pouco mais tarde, por volta das 8h. O transfer
do Juanito me pegou às 8h30 com Gonçalo, João e mais duas hóspedes do Kirckir a
bordo. Devido à variedade de fauna e flora, o caminho para as lagoas já é um
atrativo a parte. À medida que prosseguimos pela Ruta 23 em direção ao sul, a
paisagem desértica parece infinita.

Depois de,
aproximadamente, 1h de viagem chegamos à entrada das lagunas para um desjejum
simples, mas eficiente: pão típico da região com presunto e queijo, manteiga,
geléias, biscoitos, café, chás e barrinhas de cereais.

Apesar
das Lagunas Altiplanicas ficarem a quase 5.000 m de altitude, os efeitos do soroche estavam mínimos. Eu também
estava fazendo a minha parte: alimentação frequente, respiração digna de um
yogue e sem esforços físicos desnecessários. Gonçalo, que é médico, mede nosso
nível de oxigênio com um pequeno aparelho portátil. O meu estava em 79% contra
95% do nosso guia, único local do grupo.

Tanto a
imensa Laguna Miscanti quanto a menor, Meñiques, que herdaram seus nomes dos
respectivos vulcões que as originaram, tem cores dignas de cartão postal. O
azul do céu misturado com os tons de verde e amarelo da vegetação combinam  perfeitamente com o branco dos topos nevados
e agrada mesmo os mais exigentes dos visitantes.

Nas
margens encontramos uma fauna exuberante e protegida. Vicunhas passeiam em
grupo alimentando-se da vegetação rasteira, lagartos rastejam entre as rochas e
ainda uma infinidade de aves fazem das lagoas um viveiro interessante e
harmônico. Permanecemos por não sei quanto tempo tirando fotos e depois nos
mandamos para a estrada novamente.

 

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ATACAMA: LAGUNAS CEJAR E TEBINQUICHE

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de 2015 (5°dia).

 

LAGUNA CEJAR E LAGUNA DE PIEDRA

30 km
separam San Pedro de Atacama da Laguna Cejar, um lugar propício para uma tarde
de relaxamento. Depois de vinte minutos de caminhada por um terreno arenoso,
chegamos a um casebre onde pagamos a entrada tanto para a Laguna Cejar quanto
para a Laguna de Piedras, onde de fato podemos mergulhar.

O atrativo
dessas lagoas é a similaridade que têm com o Mar Morto. Devido a altíssimas
concentrações de sal, não se pode afundar nessas águas fazendo com que o corpo
boie independente da grande profundidade.

Confesso que fiquei
um pouco decepcionado, primeiro pelo preço alto da entrada (17.000 pesos
chilenos), pela curta estadia que teríamos e pelo tempo, que por estar nublado
não estava tão convidativo para um mergulho como no dia das Termas de Puritama.
Ainda assim é um passeio que vale a pena (se feito cedo e com sol suficiente).

 

 

OJOS DEL SALAR

Depois de
tirar os 10 kg de sal do corpo em um chuveiro de água geladíssima, fomos
conhecer duas lagoas de água doce perfeitamente circulares chamadas Ojos del
Salar ou Ojos de Tebinquiche. Estrangeiros loucos se atiravam nas águas calmas
– e provavelmente gélidas – das lagoas enquanto a maioria satisfazia-se em
apenas registrar a aventura.

LAGUNA TEBINQUICHE

A Laguna
Tebinquiche seria o destino final desse tour.
E que gran finale! Chegamos no fim da
tarde em um lugar de panorama espetacular (ok, sei que já falei isso outras
vezes, mas é o Atacama, galera!). Com características parecidas à Laguna Chaxa,
esta também depende dos degelos e das chuvas anuais.  No pôr do sol, Juanito, nosso guia, ao som de
Apesar de
Você
” de Chico Buarque, nos serve um coquetel de
Pisco Sour acompanhado de batatas chips e tremoços. Inesquecível!

 

ANIMITAS E ALMAS PENADAS

Em algum
momento do nosso retorno, perguntei a Juan sobre as cruzes que enfeitam as
estradas. Ele disse que são pequenos santuários dedicados às muitas vítimas de
acidentes automobilísticos por esses lados.

Aproveitou
para contar a história de quando voltava uma vez à noite de Calama para San
Pedro e avistou alguma coisa no meio da estrada. Parou para verificar o que era
e ao olhar para o lado viu uma figura feminina próxima a uma dessas animitas.
Ele jura que em questão de segundos a figura evaporou da sua frente enquanto
ele voltava para o carro e arrancava na maior velocidade possível apavorado!
Si-nis-tro!

 

PISCO SOUR NO GORD2

Havia
combinado novamente um happy hour com
Mary e Mariano, mas cheguei tarde do tour
e nos desencontramos mais uma vez…  Encontrei
com Juan, Gonçalo, João e Karina (a nova recepcionista) no Kirckir e de lá
tentamos em vão entrar no Barros, o barzinho mais badalado de San Pedro. Já
estava lotado!

A menos de
uma quadra de distância, entramos no Gord2 para comermos algo. Eu optei por um
sanduíche que não me lembro o nome, mas que estava bem gostoso, e um Sprite
antes de entrar na rodada de piscos.

Pisco Sour
é a caipirinha chilena e peruana, preparada com pisco, clara de ovo, limão e
açúcar. Os dois países disputam a origem da bebida destilada à base de uvas.
Independentemente, no Chile ou no Peru, o Pisco Sour é uma delícia! Nessa
noite, dois foram o suficiente! (risos).

 

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ATACAMA: GEYSERS DEL TATIO

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro de 2015 (4° dia).

 

 

GEYSERS DEL TATIO

 

Para visitar os Geysers de El Tatio (que significa “O velho que chora”), terceiro maior campo de gêiseres do mundo, é necessário uma certa disposição. O melhor horário para a observação do fenômeno é ao amanhecer, por isso, o tour começa às 4h30 da manhã (!) e termina um pouco depois do início da tarde.

Agravantes: devido à altitude (4.320 m acima do nível do mar) além de podermos sofrer com o conhecido soroche, o mal de altitude, a temperatura na chegada – por volta das 6h da manhã – costuma estar sempre abaixo de zero! Mas, no geral, é um passeio que compensa muito.

No trajeto tivemos a sorte de vermos um puma ao amanhecer! Segundo María, a guia, muitos locais passaram a vida ali sem nunca ter visto alguns animais, sendo o puma um dos mais raros. Durante o mesmo trajeto seríamos agraciados com a presença de muitos outros animais selvagens, tais como vicunhas, parentes das lhamas, alpacas e guanacos; vizcachas, um tipo andino de lebre; suri, espécie de avestruz; além de uma infinidade de aves.

 

CAMPO GEOTÉRMICO

 

Gêiseres são colunas de vapor que em algumas localidades emanam da terra. O fenômeno ocorre devido ao aquecimento de águas subterrâneas pela lava vulcânica. Nesse processo, a água fervente é expelida através de fissuras na terra, podendo alcançar até 10 metros de altura.

O campo geotérmico é formado por aproximadamente 40 gêiseres em uma extensão de 3 km quadrados.

Depois do amanhecer, após muitas fotos e explicações da guia, tomamos um bom café da manhã e, quem quis, pôde cair na piscina termal que fica no mesmo local.

 

PISCINA TERMAL

 

Como na maioria dos passeios turísticos, nesse aconteceu um entrosamento bem legal entre os participantes, independente da nacionalidade. Nosso grupo era formado por brasileiros, franceses, ingleses, argentinos…

Nesse tour, especificamente, conversei muito com um casal de senhores ingleses, Gill e Clive e um casal de amigos, Mary, brasileira também do Rio de Janeiro, e Mariano, argentino de Buenos Aires. Com esses dois últimos loucos, que por pouco não formam uma dupla sertaneja (Mary e Mariano), eu decidi encarar o frio e cair na piscina termal do Tatio.

 

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ATACAMA: TERMAS DE PURITAMA

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro
de 2015 (4° dia).

A 30 km
de San Pedro, na direção das Termas de Puritama se encontra a
“quebrada” de Guatin, um canyon rochoso onde atravessa um rio de
águas tépidas (devido à união do Rio Puritama de águas termais e o Purifica de
águas geladas) ideal para refrescar-se em dias de verão.

Como eu
tinha marcado de almoçar com a Mary e o Mariano, excepcionalmente iria pegar o transfer no centro de San Pedro. Acabou
que nos desencontramos e optei por um restaurante perto da agência de turismo,
o Sol Inti. Comi desesperadamente rápido um ravioli à bolonhesa (muito bom, por
sinal) e fui pegar o transfer para as
Termas de Puritama.

Seguindo
algumas dicas, escolhi o horário da tarde durante a semana por ser mais barato
e – teoricamente – mais vazio. Cheguei por volta das 14h30 e permaneceria mais
ou menos umas três horas nas termais. Era o suficiente para relaxar e repor as energias.

As águas
das piscinas termais de Puritama oscilam entre 25°C e 30°C e sua queda forma
poções escalonados ligados por decks,
escadas e passarelas de madeira.

Outra
dica que segui foi a de evitar a multidão dos primeiros poções e descer para os
últimos. Deu certo na primeira hora (havia somente eu e mais um casal), mas
depois chegou um grupo enorme de turistas que praticamente ocupou toda a última
piscina. Tive que me mudar…

As termas
fecham às 17h30 e, depois de passar um bom tempo submerso, peguei o transfer de volta a San Pedro. Na van,
notei algo inusitado: devido à altitude, é comum encontrarmos oxigênio
medicinal nos veículos.

Nesse dia
eu dormi cedo,  pois estava relativamente
cansado, já que havia acordado às 4h da madrugada. O dia seguinte teria que
madrugar também para conhecer as Lagunas Altiplanicas.

 

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ATACAMA: CANYON E CAVERNAS DE SAL

 

 

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

 

Depois de pedalar de volta até o albergue, esperei algum tempo até a chegada do carro que me levaria ao primeiro tour, o Valle de la Luna, a 4km de San Pedro. Juan, era o nome do guia e logo na entrada da van conheci dois portugueses loucos, Gonçalo e João. Na bilheteria do vale, aproveitei para comer mais uma empanada gigante com o intuito de amenizar os efeitos do soroche, ou mal de altitude, que começavam a se manifestar (já era hora…).

 

A primeira parada do tour foi no Canyon de Sal. Devido às pedras pontiagudas, eu consegui arrebentar a sola do meu tênis em menos de meia hora. No Canyon de Sal, passamos por cavernas estreitas e escuras. A paisagem “lunar” é de tirar o fôlego (no meu caso, literalmente).

 

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ATACAMA: VALLE DE LA LUNA

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

PÔR DO SOL NA ROCA DEL COYOTE

 

Seguimos pelo vale até o mirante da concorrida Pedra do Coiote (não existem coiotes no local, o nome é uma alusão ao coiote do desenho animado, perseguidor do Papaléguas). Chegamos mais cedo que os outros grupos, então pudemos aproveitar para tirar algumas fotos boas antes que a multidão de turistas invadisse o local – o que não demorou muito a acontecer, afinal estávamos em uma das paisagens desérticas mais conhecidas e admiradas do mundo.

A essa altura, por volta das 19h30, nem os portugueses figuraças conseguiram fazer meu bom-humor voltar. Mesmo depois de ter tomado três comprimidos, altitude misturada com o cansaço e o frio não me deixaram aproveitar completamente a visão perfeita daquele canyon. Mas o pôr do sol no Vale da Lua é, de longe, um dos mais bonitos que eu já vi na vida!

 

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Pukará de Quitor | San Pedro de Atacama, Chile

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Mirador de Pukará de Quitor


San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

FECHANDO OS PASSEIOS COM ABEL


Ao acordar, conheci Abel, marido de Karyn e pai do tímido Moisés, o garotinho dos desenhos. Foi com ele que fechei meu roteiro em San Pedro de Atacama. Começaria com um tour gratuito de bike à Pukará de Quitor e às 16h conheceria o famoso Valle de la Luna.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

A Chegada | San Pedro de Atacama, 2015

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Estrada para San Pedro de Atacama

 

San Pedro de Atacama, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

 CALAMA


O aeroporto mais próximo de San Pedro é o Aeroporto El Loa, de Calama, a mais ou menos 103 km/1h de distância. Cheguei por volta de 17h30 e já na saída haviam várias empresas oferecendo transfers até San Pedro.

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Estacionamento do Aeroporto El Loa, Calama, Antogafasta

 

Me informei com uma funcionária da Sky Airline, empresa aérea que usei para ir de Santiago a Calama, e descobri que daria no mesmo se fosse de transfer ou pegasse um táxi até a rodoviária e de lá um ônibus: mais ou menos 20.000 pesos (ou R$100,00) ida e volta. E por falar em Sky Airline, uma dica…


DICA: Compre a passagem diretamente pelo site chileno da empresa, sai muito mais em conta que na Decolar, por exemplo (cerca de um terço do valor!).


Mas a mesma funcionária me disse que alguns motoristas chegavam a cobrar até 50.000 pesos pelo mesmo trajeto, um verdadeiro roubo! Fechei com a  Transvip, uma das muitas agências disponíveis, e peguei o transfer no estacionamento do aeroporto.

O  encanto pelo deserto já começa na estrada. Turbinas eólicas, a vegetação e a topografia do lugar formam paisagens únicas.

Ainda estava com um baita sono e em determinado momento apaguei ao som de algum sucesso internacional de rock (o motorista tinha uma preferência musical, digamos, bem definida). Ao acordar, dei de cara com o vulcão Licancabur. Era um indício de que estávamos próximos a San Pedro de Atacama.


SOZINHO NO HOSTAL ALABALTI


O motorista do transfer não conhecia meu albergue, o Hostal Alabalti. Claro, nem sequer havia letreiro ou placa na entrada. Somente o endereço com letras minúsculas (Paso Jama 748). Mau sinal… Cheguei por volta de 18h30 e fui recebido pela Jenny (não sei se é assim que se escreve), uma senhora peruana. No salão do albergue um garotinho assistia a desenhos – logicamente – em espanhol…

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O Hostal Alabalti: impossível de identificar…

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Pepa Pig influenciando gerações por toda a América Latina

 

Jenny me levou até meu quarto compartilhado, que para minha surpresa não tinha quatro camas, apenas duas. Eu achei o quarto bem bonitinho, apesar do cheiro de pintura recente.

“Quantos hóspedes tem no hostel?” pergunto a Jenny. “Apenas você”, ela respondeu. Confesso que o sentimento nessa hora foi dúbio. Alívio, por não ter que dividir banheiro, WiFi e o quarto com mais ninguém e desespero por não ter ninguém além da família dela para interagir.

Algum tempo depois, Jenny me explicaria que tem um albergue principal, o Kirckir, mais próximo do centro de San Pedro, em que os hóspedes preferiam ficar. A princípio fiquei tentado a me mudar também, mas a questão da exclusividade e da privacidade prevaleceram.

Mais tarde, Karyn – que deve ser filha ou irmã mais nova de Jenny – veio me apresentar os tours disponíveis e seus preços. Fiquei de definir um roteiro até o dia seguinte.

PONTOS POSITIVOS: Privacidade; clima familiar e informal; tranquilidade e silêncio por ser afastado do centro; WiFi gratuito; água quente; bom custo-benefício, equipe atenciosa; agendamento de passeios diretamente no hostel; aluguel de bicicletas; comércio próximo; limpeza.

PONTOS NEGATIVOS: WiFi ineficiente; sem café da manhã; um pouco afastado demais do centro; não oferece toalhas.

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Companheiro de cigarro

 


JANTANDO NA CARACOLES


Depois de caminhar mais ou menos uns quinze minutos, com uma lua cheia lindíssima como plano de fundo, chego a Calle Caracoles, principal rua de San Pedro. Com uma infinidade de opções de restaurantes, tento me orientar mais pelos preços que pelo cardápio.

No fim, acabei em um restaurante chamado Casa de Piedra onde comi um lomo a lo pobre (bife a cavalo, arroz e batatas fritas) acompanhado de um Sprite.

A Calle Caracoles é a “Presidente Vargas” de San Pedro. Nela encontramos tudo: agências de turismo, restaurantes, bares, caixas eletrônicos (sim!), armazéns, mercados populares etc. Só não vi muitas casas de câmbio, mas também não precisei de uma… E por ela eu tentaria me orientar nos próximos dias.

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Calle Caracoles à noite

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Calle Caracoles

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Calle Caracoles

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Igreja de San Pedro

 

 

A seguir: Pukará de Quitor

América do Sul, Chile, Santiago

Museu Chileno de Arte Precolombino | Santiago, 2015

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Santiago do Chile, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

CAFÉ NO HOSTEL


O café do Che Lagarto, como disseram, estava muito bem servido, com direito a pão, queijo, presunto, geléias, sucos, frutas etc. O mesmo fica disponível a partir das 7h até às 10h. No café do albergue conheci duas figuras inglesas, aparentemente, muito gente boa. Disse-lhes que estava indo para o Atacama e eles pediram detalhes. Pelo jeito, estavam pensando na possibilidade.

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América do Sul, Chile, Santiago

Cerro San Cristóbal | Santiago, 2015

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Costanera Center

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

CERRO SAN CRISTÓBAL


Como eu ficaria pouco tempo em Santiago, precisava conhecer um lugar que tivesse um bom panorama da cidade. Depois de caminhar um pouco perdido pelo bairro de Bella Vista, descobri que o tal teleférico ficava dentro do zoológico da cidade. Paguei 2.000 pesos (uns R$ 10,00) por um ingresso com direito a ida e volta.

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América do Sul, Chile, Santiago

Plaza de Armas | Santiago, 2015

 

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Catedral de Santiago

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

BORIS, O TAXISTA


Chegando a Santiago eu estava tão cansado de horas e horas de viagem que, logo após fazer o câmbio inicial, resolvi pegar um táxi (eu estava virado, o primeiro vôo foi às 5h20 da manhã e cheguei ao aeroporto às 3h). Mas não peguei até combinar um preço razoável. O rapaz que negocia para os taxistas no aeroporto queria que eu pagasse 15.000 pesos chilenos (algo em torno de R$ 78,00), eu disse que pagaria 12.000, mas fechamos por 13.000.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama, Santiago

Chile 2015 | Preparativos

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Cappuccino superfaturado do aeroporto do Galeão

 

Rio de Janeiro, terça-feira, 24 de novembro de 2015.

TRAGÉDIAS PARISIENSES, TRAGÉDIAS MINEIRAS


Aeroporto do Galeão, 4:20 (!) da madrugada, aguardo meu voo-conexão para São Paulo. Sampa é quase sempre minha primeira parada em vôos internacionais. Ainda sob efeito do histórico show do Pearl Jam no estádio do Maracanã, minha playlist eclética me traz Sam Smith aos ouvidos: “Restart”. O que eu considero como um presságio, se bom ou ruim, só saberei de fato no dia primeiro de dezembro.

Há onze dias o Estado Islâmico realizou um atentado de grandes proporções em Paris. Eventos bizarramente sincronizados deixaram um saldo de cento e trinta mortos e outras centenas de feridos na Cidade Luz, a maioria dentro da casa de shows Bataclan. O mundo ficou boquiaberto mais uma vez com a capacidade humana de cometer atrocidades contra sua própria espécie.

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Brasil, Original Content, Paraty, Praia do Sono

Praia do Sono | Paraty, Brasil

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Praia do Sono

Praia do Sono, sábado, 4 de abril de 2015.

A Praia do Sono fica ao lado da Vila de Trindade, lugar paradisíaco que tive o prazer de visitar algumas vezes. Apesar disso, nunca consegui estender a visita até a famosa comunidade caiçara, fosse pelo mau tempo, o medo de barcos ou simplesmente a preguiça de fazer uma trilha de, aproximadamente, uma hora. Aproveitei os 75% do feriado da Semana Santa para conhecer o vilarejo que mais me pareceu uma aldeia hippie entre o mar e a Mata Atlântica.

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Cinema, Road Movies, Wanderlists

Tracks | John Curran, 2013

Tracks


SINOPSE


1997,  a jovem Robyn Davidson (Mia Wasikowska) embarca em uma caminhada de 2.700 quilômetros pelo deserto da Austrália, partindo de Alice Springs. Acompanhada pelo fotógrafo do National Geographic, Rick Smolan (Adam Driver), documentando toda a viagem, por seu fiel cachorro e mais quatro camelos, ela pretende chegar até o Oceano Índico. Baseado no livro de Robyn Davidson, de mesmo nome.

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Cinema, Road Movies, Wanderlists

Livre | Jean-Marc Vallée, 2014


SINOPSE


Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas pela costa do oceano Pacífico.

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Cinema, Road Movies, Wanderlists

Nebraska | Alexander Payne, 2013


SINOPSE


Woody Grant (Bruce Dern) é um homem idoso que acredita ter ganho US$ 1 milhão após receber pelo correio uma propaganda. Decidido a retirar o prêmio, ele resolve ir a pé até a distante cidade de Lincoln, em Nebraska. Percebendo que a teimosia do pai o fará viajar de qualquer jeito, seu filho David (Will Forte) resolve levá-lo de carro. Só que no caminho Woody sofre um acidente e bate com a cabeça, precisando descansar. David decide mudar um pouco os planos, passando o fim de semana na casa de um de seus tios antes de partir para Lincoln. Só que Woody conta a todos sobre a possibilidade de se tornar um milionário, despertando a cobiça não só da família como também de parte dos habitantes da cidade.

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Notícias, Turismo

5 Resoluções que você deveria adotar se quiser viajar no ano que vem

5 Resoluções que você deveria adotar se quiser viajar no ano que vem

Literatura, Road Books, Wanderlists

Pé Na Estrada | Jack Kerouac

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SINOPSE


Responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX, “On the Road”, traduzido por Eduardo Bueno, mantém intacta sua aura de transgressão, lirismo e loucura.

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Cinema, Road Movies, Wanderlists

Pequena Miss Sunshine | Jonathan Dayton / Valerie Faris, 2006

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Título original: Little Miss Sunshine


SINOPSE


Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.

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Geral

Rede social reúne viajantes interessados em compartilhar suas experiências como turistas

Rede social reúne viajantes interessados em compartilhar suas experiências como turistas

Geral

UFC em Ollantaytambo

Depois de levar uma cuspida no vidro de um bêbado, o motorista da van do nosso city tour em Cusco resolve treinar artes marciais… (23/06/2013)

After taking a spit in the glass of a drunk guy, the driver of the van of our city tour in Cusco decides to training some martial arts… (06/23/2013)

América do Sul, Argentina, Ushuaia

Travessia no 4×4 | Ushuaia, Argentina

 Ushuaia, sexta-feira, 29 de agosto de 2014 (19° dia).


LAGOS ESCONDIDO E FAGNANO

Nosso último passeio de aventura em Ushuaia prometia grandes emoções: visita ao Lago Fagnano a bordo de um jipe 4×4. Walter, o guia da vez (“Hola, Walter!”), pegou-nos no hostel pela manhã e depois de uma breve visita ao Valle de Lobos, estávamos na estrada em direção ao imenso Lago Fagnano.

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América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: CANAL DE BEAGLE

 

 

Ushuaia,
quinta-feira, 28 de agosto de 2014 (18° dia).

CANAL DE BEAGLE

O Auli, depois de conseguir trocar a entrada para o
Cerro Castor, nos acompanhou, muito a contragosto, ao passeio pelo Canal de Beagle.
Antes de embarcar, porém, aproveitamos a viagem para – finalmente – tirar fotos
na Placa do Fim do Mundo, no porto de Ushuaia. Confesso que, se teve um dia em
que a falta de neve me incomodou, foi este. Eu tinha uma imagem idealizada de
neve na tal da placa… Frustrações de viajante…

Compramos nosso ticket
no próprio porto para o próximo barco que partisse. Os catamarãs são imensos e
geralmente saem lotados de turistas ansiosos por conhecer o tão falado Farol
Les Éclairs, tirar fotos das focas, lobos marinhos e pinguins e, de quebra, dar
um breve passeio por uma das muitas ilhas do canal.

O vento e o frio foram as desculpas para o Auli (já
disse que se pronuncia “Aulí”?) ficar trancafiado o tempo inteiro dentro do
barco. Eu e Ingrid nos agasalhamos e metemos as caras no vento frio mesmo. A
maioria das agências de turismo de Ushuaia chama o Faro Les Éclairs de “Farol
do Fim do Mundo”, mas o farol que serviu de inspiração para Julio Verne foi
outro, o Faro San Juan de Salvamento, a nordeste da Isla de los Estados, também
na Terra do Fogo. De qualquer maneira, vale e muito a visita. Mesmo em dias
cinzentos, como estava o nosso, rende belíssimas fotos.

Antes do farol, paramos em uma das ilhas habitadas
por lobos marinhos e pinguins. E os bichinhos fedem, hein! A despeito do cheiro
horroroso, a experiência foi válida. Mas o mais interessante, em minha opinião,
foi descer em uma das ilhas para uma caminhada leve. Nessa hora até o Auli saiu
da toca e veio tirar umas fotos. Não me recordo o nome da ilha no momento, mas
a atmosfera da mesma me fez relembrar instantaneamente de um clipe que a banda
Bon Iver fez para a música Holocene. O clipe foi gravado em algum lugar da Islândia e,
até hoje, Ushuaia foi a paisagem mais próxima daquilo em que estive.
Inconscientemente, desde então, Bon Iver virou a trilha sonora do Canal de
Beagle para mim.

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NEVE E FOGO

Tivemos que nos apressar após o passeio pelo Canal
de Beagle, pois naquela noite teríamos uma das experiências mais loucas da
viagem: fazer um trekking com
raquetes de neve até uma cabana no meio de um bosque e andar em trenós puxados
por cachorros. O tour noturno Nieve y Fuego
foi, de longe, um dos passeios mais espetaculares de Ushuaia.

Chegamos no cair da noite ao Centro Invernal Tierra Mayor. Os guias já preparavam os cães, as motos de neve e
as raquetes para os aventureiros. Nesse passeio você pode escolher entre três
ou quatro opções de transporte: caminhadas com raquetes de neve (que usamos na
ida), motos ou jipes de neve (que não achamos a menor graça…) e trenós
puxados por huskies siberianos (o que usamos na volta). O Auli não tinha feito
reserva para este tour, então fomos
apenas eu e Ingrid.

Começamos com a caminhada com raquetes de neve e,
mais ou menos, após uns trinta minutos na quase completa escuridão, chegamos a
um abrigo no meio do nada. A cabana é utilizada para reunir os vários grupos de
turistas para beber uma espécie de “quentão” e degustar uma sopa rústica
preparada pelo “Mestre de Cerimônias” do lugar. O ponto alto foi fazer tudo
isso ao som do violão de um argentino figuraça que alternava histórias de
terror com piadas e músicas engraçadas. Bem divertido! E a volta, claro, foi
com os huskies!

Os
cachorros iam desembestados pela escuridão
enquanto o guia dava comandos incompreensíveis. De vez em quando um deles
precisava dar vazão às necessidades fisiológicas e éramos obrigados a parar por
alguns instantes. Antes que o pessoal simpatizante da sociedade protetora dos
animais comece a discursar: os cachorros aparentemente são muito bem tratados e
parece que “trabalhar” nos trenós é mais divertido para eles do que para a
gente. Não vi maus-tratos em nenhum momento sequer.

ALMACÉN RAMOS GENERALES

O coitado do Auli tinha ficado sozinho na parte da
noite, então resolvemos dar uma volta pela cidade para ver se encontrávamos
algum outro lugar legal para beber uma cerveja além do Dublin. Passeando pela
orla avistamos um restaurante/bar rusticamente simpático e resolvemos entrar.

O Almacén Ramos Generales é um daqueles lugares quentinhos e aconchegantes
que caem perfeitamente em noites frias (que devem ser a maioria em Ushuaia).
Até os móveis de madeira empoeirados contribuíam para dar um ar charmoso ao
lugar. Aproveitamos para jantar – a sopa do “Neve e Fogo” só serviu como
entrada – e beber mais algumas maravilhosas cervejas artesanais.

Andarilho

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América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: O TREM DO FIM DO MUNDO

 

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

Acordamos cedo e tomamos o nosso primeiro café da
manhã no hostel (bem honesto, por
sinal), com direito a medialunas,
doce de leite e otras cositas.
Fehamos os tours com a agência
Brasileiros em Ushuaia e com alguns parceiros deles. Nesse dia iríamos
conhecer, entre outras coisas, o Parque Nacional Terra do Fogo. Mas para isso
iríamos pegar uma carona no Trem do Fim do Mundo:

“O Trem do Fim do Mundo convida você a reviver os últimos 7 km do que foi o
trem dos presos, que partia da prisão de Ushuaia para a encosta do Monte Susana
para obter diferentes materiais de construção. A bordo do trem você vai ouvir a
história e desfrutar de magníficas paisagens compostas pelo sinuoso Rio Pipo,
pela cachoeira Macarena, cemitério de árvores e pelo majestoso bosque,
percorrendo uma parte inacessível do Parque Nacional Terra do Fogo, a bordo de
um trem de ferro da época com suas locomotivas a vapor, elegantes vagões com
janelas amplas e vivendo o emocionante encanto de um passado histórico.”

A viagem é bem tranquila, acompanhada pela voz da Glória
Maria (era ela?!) passando as informações em português no alto falante do trem
desde a saída na Estação do Fim do Mundo até a chegada na Estação Terra do
Fogo. Estava muito frio!

O itinerário do fim do mundo era feito pelos presos da prisão de Ushuaia
até o Parque Nacional para trabalhar. Devido a localização (Ushuaia é conhecida
como a cidade mais austral do mundo) foi construído em 1902 um presídio com o
intuito de receber presos de toda a Argentina que funcionou até a segunda
metade do século XX.

 

Andarilho

 

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USHUAIA: A CASA DE CHÁ

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

AULA DE ESQUI

Depois do tour
pelo Parque Nacional Terra do Fogo, fomos levados até a entrada do Glaciar
Martial onde funciona uma Casa de Chá e o Refugio de Montaña
Ushuaia
em que nos aventuramos
em aulas de esqui e snowboard. Minha habilidade
era mínima, confesso, e depois de uns quarenta minutos eu já estava jogando a
toalha. Mas não sem antes fazer um “strike
homérico no Auli com os esquis! (Risos). Ali conhecemos a Milonga, cadela do
Félix (que também trabalhava no refúgio) que aparentemente tornou-se a
“mascote-segurança” do lugar.

La Cabaña Casa de Té é uma casa de madeira bem bonitinha que fica em
frente ao Refugio de Montaña Ushuaia. Como ganhamos um ticket de café ou chocolate quente gratuito na excursão, fomos
gastar nosso “crédito” enquanto nos protegíamos um pouco do frio fueguino. Ainda bem que não pagamos,
pois as coisas lá dentro tem o preço um pouco acima da média de outros lugares
em Ushuaia. É preço para turista. Mas a vista e a atmosfera do local valem uma
visita breve.

PATINANDO NA LAGUNA DEL
DIABLO

Terminamos o dia na Laguna del Diablo, uma
lagoa congelada que prometia umas boas risadas (eu ia tentar patinar no gelo depois
de anos). Até que minha habilidade mostrou-se melhor aqui do que nos esquis…
Porém, depois de um tempo os pés já não estavam aguentando – eu deveria ter
pegado uns patins de número maior – e parei para fumar um cigarro enquanto os
dois, principalmente a Ingrid, se divertiam como crianças.

Nessa parte final do passeio, o pessoal da agência
levou alguns vinhos para degustação e, para variar, eu tomei um banho de leve. E
lá se foi o primeiro dia na neve!

Andarilho

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USHUAIA: PARQUE NACIONAL TERRA DO FOGO

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

Estava frio, mas víamos mais gelo do que neve aquele
dia. Segundo os locais, eles estavam tendo um inverno atípico, com pouquíssima
neve. E, nessas condições, a chance de tomar um belíssimo “estabaco” cresce
bastante (Cuidado com o que calça em Ushuaia no inverno!).

Depois de conhecermos a congelada cachoeira Macarena
e o Cemitério de Árvores no trajeto do Trem do Fim do Mundo, descemos na
Estação Terra do Fogo no início do Parque Nacional. Lembrando que pegar o trem
é opcional, pode-se chegar à entrada do parque de carro.

O Parque Nacional Terra do Fogo foi fundado em 1960 e é uma região de bosques
patagônicos habitada há milhares de anos pelo homem. Ali viveram, até fins do
século XIX, cerca de 3.000 yámanas. A população indígena foi drasticamente
reduzida com a chegada dos colonizadores: em 1910, lamentavelmente, não passavam
de uma centena. Doenças levadas pelos criollos
e primeiros europeus, combinadas com a ação agressiva de colonos e “lobeiros”
que buscavam a exploração exclusiva dos recursos naturais da região, foram as
prováveis causas do desaparecimento dos yámanas.

A primeira atração que visitamos no parque foi o
espetacular Lago Roca (ou Acigami). O dia estava ensolarado e o azul do
céu refletia naquele magnífico espelho gigante rodeado por montanhas nevadas
que é o lago.

Nessa primeira parada, a guia aproveitou para mostrar
no mapa o que ainda conheceríamos naquele dia e para passar informações sobre a
região.

Em seguida, nos dirigimos para o Centro de Visitantes
Alakush
. Esse centro é ótimo
para tirar fotos, uma vez que conta com vistas incríveis para o lago e as
montanhas. Quem quiser, pode aproveitar para ir ao banheiro, comprar
souvenires, tomar um chocolate quente fueguino ou conhecer um pouco da história
local na mostra cultural. Vale uma passada rápida.

Bahía Lapataia era o destino final desse tour. A estrada estava
enlameada pelo derretimento de gelo e tivemos que nos esforçar um pouco para
tirar fotos na entrada. Objeto de disputa entre argentinos e chilenos em 1971,
essa baía é uma das muitas fronteiras entre os dois países e conta com alguns
sítios arqueológicos que tentam preservar a herança yámana. A baía pode ser
acessada também por barco através do Puerto Arias

Andarilho

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América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: A CHEGADA

 

 

Ushuaia,
segunda-feira, 25 de agosto de 2014 (15° dia).

 

 

EXCESSO DE BAGAGEM E TRÊS
HORAS DE ESPERA

Agendamos no próprio hostel o transfer para o
aeroporto. Como o voo era cedo, preferimos não arriscar ficar à mercê de
transporte logo pela manhã. Chegamos ao Aeroporto de Ezeiza por volta das 9h,
mas fomos decolar de fato só três horas depois! Um absurdo!

A Aerolíneas Argentinas já tinha me usurpado alguns
bons pesos por excesso de bagagem e aquele atraso nos deixou p**** da vida! Mas
chegando à região da Terra do Fogo já havíamos esquecido o estresse e nos
dedicamos a observar do alto a bela paisagem que nos aguardava, com suas
montanhas nevadas.

Já no Aeroporto de Ushuaia (Aeroporto Internacional
Malvinas Argentinas
), pegamos um taxista
muito comunicativo que no caminho foi nos passando algumas informações a
respeito da cidade.

O HOSTAL LOS CALAFATES

Chegamos ao Hostal Los Calafates (Monseñor Fagnano, 448) e fomos recepcionados pela
simpaticíssima “Tia” Ada (esse foi o apelido que demos à proprietária). Ela nos
mostrou o albergue e em seguida nos levou ao quarto quádruplo que seria ocupado
apenas por nós três pelos próximos seis dias. O lugar tem um clima aconchegante
e não demorou muito para que nos sentíssemos em casa.

PONTOS POSITIVOS: A simpatia da dona; calefação eficiente; café da
manhã delicioso; Wi-Fi gratuito;
banheiro limpo; ambiente silencioso; boa localização.

PONTOS NEGATIVOS: Tivemos que descobrir um “jeitinho” de ligar o
aquecedor.

FECHANDO OS TOURS

Assim que fizemos o checkin no albergue, fomos caminhar pela cidade naquele dia
cinzento e frio (a temperatura devia estar em torno dos 8°). A Avenida San
Martín é a principal rua da cidade e ali podemos encontrar tudo o que viajantes
precisam, desde lanchonetes e restaurantes a agências de turismo (que também
fazem o papel de casas de câmbio).

Como havíamos pesquisado roteiros com a agência Brasileiros em Ushuaia, depois de um cachorro-quente desproporcional no Gelido, fomos em busca da agência no endereço que achamos
na internet e descobrimos que era bem perto da lanchonete. Fechamos os passeios
com o pernambucano Felipe e passeamos mais um pouco pela San Martín antes de
voltar ao albergue.

PIZZA!

A fome já havia chegado quando decidimos conhecer
uma pizzaria próxima ao hostel na
Avenida Hernando de Magallanes. Além de pizza, a casa era especializada em
empanadas! Podíamos encontrá-las em uma infinidade de sabores que sequer
sonhávamos achar em Buenos Aires: além das tradicionais carne, frango e queijo,
havia empanadas de cebola, de alho, de chorizo…

Enquanto comíamos uma pizza de algo parecido com
linguiça calabresa, pedimos umas empanadas para levar. Afinal, por que não
aproveitar a viagem e garantir um lanche para amanhã ou mais tarde?

Empanzinados de pizza, não tivemos disposição de
sair na primeira noite. Até porque o fator temperatura começa a ficar mais
importante no entardecer – leia-se “faz um frio do cacete”!

 

Andarilho

 

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América do Sul, Argentina, Buenos Aires

Buenos Aires | Argentina

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Buenos Aires, segunda-feira, 18 de agosto de 2014 (8° dia).

 


“HASTA LUEGO, MONTEVIDEO!”


Acordamos cedo e deixamos Montevidéu no dia mais quente de toda a estadia. No meio do inverno estávamos tendo um dia típico de verão, com uma sensação térmica de quase 40°. Regressávamos a Colonia del Sacramento neste clima e no caminho conhecemos Johanna, uma argentina que estava voltando para Buenos Aires depois de passar o fim de semana em Montevidéu. Divertida e descolada, ela se comunicava em espanhol e inglês com desenvoltura. Àquela altura eu ainda não sabia, mas era o indício de que conheceríamos gente muito louca na capital Argentina.

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América do Sul, Uruguai

Impressões/Conclusões | Uruguai 2014


AS PESSOAS


Os uruguaios são muito simpáticos e solícitos. Não tivemos nenhum tipo de problema com relação às pessoas. Fomos tratados com muita cortesia e educação, desde o pessoal do hotel até os vendedores, atendentes e taxistas com os quais cruzamos. Na noite, então, parece que as pessoas têm o triplo de simpatia por brasileiros e eles sempre tentam agradar os turistas de uma forma especial, seja tentando falar em “portunhol” ou fazendo comentários positivos sobre a cultura e as belezas naturais do Brasil.

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CÂMBIO


“No Uruguai quem ganha em real fica rico!” Doce ilusão… Apesar de cada real valer em média nove pesos uruguaios, o custo de vida é alto. Comer e beber em Montevidéu é tão caro quanto no Rio de Janeiro. A estadia no Uruguai foi de longe a mais dispendiosa de toda a viagem. Como ficamos perto da Avenida 18 de Julio, não tivemos dificuldades em achar casas de câmbio, mas vale uma pesquisa apurada. Em agosto de 2014 o real variava de 9 a 10 pesos uruguaios e dependendo da quantidade trocada, centavos fazem muita diferença.

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CLIMA


Pegamos temperaturas médias de 5° em agosto. Durante o dia era tranquilo caminhar ao sol (com exceção das ramblas, onde o vento faz a sensação térmica diminuir e nem o sol aquece), mas na sombra sempre estava frio. Em nosso último dia em Montevidéu pegamos um calor absurdo que nos acompanhou até Colonia, onde pegaríamos a barca, e depois até Buenos Aires (por quase uma semana!)

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TRANSPORTE


Andamos 80% do tempo a pé no Uruguai, tanto na capital quanto em Colonia del Sacramento e em Punta del Este. Usávamos táxis para trajetos mais longos, como para ir ao Terminal Tres Cruces. Os preços são basicamente os praticados no Brasil, não vi muita diferença, talvez um pouco mais baratos, pouca coisa mesmo… Para ônibus municipais a mesma coisa, mas usamos pouco essa modalidade (somente para chegar ao bairro do Prado) porque nos horários de rush são tão lotados quanto os do Rio de Janeiro! Em nosso terceiro dia em Montevidéu, alugamos bicicletas e percorremos toda a cidade sobre duas rodas. Foi, de longe, um dos dias mais divertidos!

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GASTRONOMIA


Criamos uma grande expectativa sobre a gastronomia uruguaia, o que no final causou um certo desapontamento. As carnes são boas, com cortes diferentes, mas sem nenhum tempero, assim como a maioria dos pratos. O que salva são os temperos para colocar na comida depois de pronta, como o chimichurri, que cai bem com qualquer carne! Compramos um vidro de chimichurri no mercado, mas acabamos por abandoná-lo na geladeira do hostel em Buenos Aires… Fomos comer a tal da “Parrilla” no Mercado do Porto. Se falasse que a carne é ruim, estaria mentindo, mas também não tinha nada que justificasse o preço.

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Encontramos muitos alfajores no Uruguai, mas o melhor, na minha opinião, foi o “alfajor-hambúrguer” que compramos em uma barraquinha de comida de rua a 30 pesos uruguaios (cerca de R$ 3,00). Barraquinhas de rua que são frequentes no centro de Montevidéu, nas ruas transversais à Avenida 18 de Julio, principal via da cidade. Mesmo esses points populares seguem o mesmo esquema, simplicidade e falta de tempero. Temperamos os lanches na hora, com chimichurri, molho tipo vinagrete e vários outros tipos disponíveis. Em Punta del Este comemos um bife à milanesa com fritas imenso! (e relativamente barato…). Para economizar, fizemos compras no supermercado (Ta-Ta) algumas vezes. O achado? O hambúrguer deles é uma delícia! Agora não me recordo o nome da marca, mas a embalagem é um saquinho amarelo. Vale a pena! (Risos) No bairro do Prado, experimentamos o churros uruguaio, não muito diferente do brasileiro.

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Eles são bem exagerados com relação à comida, as porções geralmente são bem servidas. Comemos um chivito de fast food no Mercado Agrícola, o “Chivitos lo de Pepe”. Eu achei ótimo! Aliás, deve ser difícil um chivito ser ruim, é um “podrão” diferente. Comemos pizzas e chivitos mais tradicionais no “La Pasiva” (Eu vi esse sorrisinho de canto de boca…), que apesar do nome engraçado tem uma comida bem legal. Passamos pelo Café Brasilero, para tomar um cappuccino gelado e um cafezinho (por favor!). Vale a visita, mais pela aura do lugar do que pelo café propriamente dito.


VIDA NOTURNA


Aproveitamos bastante a área da Ciudad Vieja que, dizem os locais, nem é a melhor área para frequentar bares e boates. Em nossa primeira noite em Montevidéu (uma segunda-feira, diga-se de passagem), caímos de paraquedas no pub El Pony Pisador, perto do Teatro Solís, onde a atração era um duo muito bom chamado “Dos Guitarras”. Já começamos bem (bêbados!) nossa estadia no Uruguai. A Rua Bartolomé Mitre é bem servida de pubs, bares e lanchonetes. Curtimos algumas noites lá, uma vez no The Shannon e outras no Pony de novo, mas a rua tem uma aura obscura, com algumas figuras suspeitas (na maioria das vezes flanelinhas ou traficantes ou ambos!). O preço das bebidas é o mesmo praticado no Brasil… Não tivemos tempo de conhecer a vida noturna em Pocitos, onde se concentram os melhores bares e boates da cidade, dizem. Fica para uma próxima. A gorjeta no Uruguai não é obrigatória, porém é de praxe deixar 10% do valor consumido em qualquer estabelecimento.

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Em breve, mais relatos sobre o Uruguai!

 

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Joe Toy é um adolescente que não aguenta mais viver com o pai autoritário. Quando seu amigo Patrick também briga com os pais, os dois decidem se mudar para a floresta, junto de um garoto estranho que os segue, e viverem sozinhos, longe da presença de adultos. Logo, eles aprendem como cuidar da própria comida e como construir uma casa para os três.

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