Notícias, Turismo

Na Colômbia, Santa Marta tem centro colonial e parque nacionais

Espremida entre o Mar do Caribe e a Sierra Nevada, a cidade tem centrinho colonial, comida boa, mar magnético, trekking…

A parte arrumada do centro de Santa Marta (Christian Heeb/Laif/Reprodução)

Como outras localidades colombianas, Santa Marta, capital do estado de Magdalena, é resiliente e, nos últimos 20 anos, fez a violência e o narcotráfico darem lugar a um renascimento urbano, que trouxe hotéis, restaurantes, bares e casas noturnas.

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Cultura, Notícias, Turismo

Qual é a origem dos nomes dos países da América do Sul?

América do Sul

HOMENAGEM AO DESCOBRIDOR

Colômbia significa algo como “Terra de Colombo”, numa homenagem óbvia ao navegador italiano Cristóvão Colombo (1451-1506), que, como todo mundo sabe, descobriu o continente americano em 1492.

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Brasil, Morro de São Paulo

Morro de São Paulo | Brasil

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Morro de São Paulo, Bahia, 2 de fevereiro de 2016.

 


BELEZAS NATURAIS E HISTÓRICAS


Alguns dias antes do Carnaval eu resolvi conhecer o tão falado paraíso de Morro de São Paulo, na Bahia. Depois de pegar um barco no porto de Salvador e conhecer um casal bem gente boa no trajeto, eu finalmente atraquei em Morro de São Paulo após uma hora e meia de viagem.

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Música, Road Music, Wanderlists

St. Jude | Florence + The Machine

(Florence Welch)

Another conversation with no destination
Another battle, never won
Each side is a loser
So who cares who fired the gun?

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: DUNA MAYOR,  ANFITEATRO E TRES MARÍAS

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

A essa altura, depois do esforço feito para atravessar as cavernas, o soroche já tinha vindo com força total. Com certa dificuldade eu tentava acompanhar Juan, os portugueses e Daneri – peruana que veio tentar a vida no aquecido mercado turístico de San Pedro de Atacama – na subida de uma duna gigantesca conhecida como Gran Duna ou Duna Mayor. Do alto, é possível apreciar a magnitude de um conjunto de rochas conhecido como Anfiteatro. Impossível não ficar boquiaberto com a paisagem deslumbrante.

 

Tres Marias é o nome dado a crestas afiadas que brotam do solo e que são compostas por granito, argila, quartzo e outras pedras. Depois de sermos apresentados às famosas “Três Marias” pelo Juan, Gonçalo, o português mais atentado, observou que no entorno, além das três havia mais uma dezena de “Marías”.

 

Andarilho

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama, Santiago

Chile 2015 | Impressões


AS PESSOAS


Chilenos são um pouco mais formais que seus pares peruanos, argentinos e uruguaios. Não chega ao ponto de serem chatos, mas durante a viagem vez ou outra eu senti um pouco de falta daquele “oba oba” típico dos latino-americanos. No geral são bem-educados, profissionais e bem receptivos aos turistas.

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Plaza de Armas de Santiago

CÂMBIO


No período em que estive no Chile (novembro de 2015), o real valia cerca de 200 pesos chilenos. Em Santiago o custo de vida é mais ou menos parecido com o do Rio de Janeiro, talvez um pouco mais caro em alguns setores, mas nada exorbitante. A Calle Agustinas é o paraíso das casas de câmbio na cidade. Em San Pedro de Atacama, por ser um lugar basicamente turístico, as coisas são normalmente mais caras – comer principalmente – mas nada que fuja da realidade. Mas não precisei fazer câmbio em San Pedro.

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Pesos chilenos

CLIMA


Santiago é bem fria à noite, vá bem equipado. Fui preparado para encarar temperaturas exorbitantes no deserto do Atacama, mas felizmente, não achei nada que já não conhecesse no tórrido verão carioca. Claro, muito mais aridez e poeira, mas sem “perrengues”. Alguns passeios em San Pedro chegam a quase 5.000 metros de altitude, então é bom carregar um comprimido para mal de altitude. Comprei um chamado Mareamin em uma farmácia perto do albergue em Santiago.

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Geysers del Tatio, San Pedro de Atacama

TRANSPORTE


Os meios de transporte no Chile funcionam muito bem. Táxis, ônibus e metrôs são eficientes em Santiago. Em San Pedro o transporte basicamente se resume a bicicletas (muito bem-vindas!) e os transfers igualmente eficientes feitos pelas agências de turismo. Voltando de Santiago perdi meu voo por questão de minutos. Eles são pontuais e bem chatos com voos internacionais.

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Aeroporto Internacional de Santiago

GASTRONOMIA


Pisco! No Chile bebi todos os piscos sours que não havia perdido no Peru (Risos). A “caipirinha” deles é tão boa quanto a nossa. Não comi nada muito típico do Chile, mas os sanduíches costumam ser bons nos restaurantes. A comida de rua deixa um pouco a desejar em comparação com outros países. Bem sem graça… Com exceção para as empanadas! As empanadas chilenas, sejam fritas ou assadas, também são ótimas!

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Lomo a lo Pobre

VIDA NOTURNA


Por opção eu não me permiti uma vida noturna muito agitada em Santiago. Na única noite em que fiquei na cidade (uma terça-feira) me limitei a procurar lugares para comer nos arredores. Já em San Pedro, qualquer oportunidade para interagir foi devidamente aproveitada nos restaurantes-bares Gord2 e Barros, nos albergues vizinhos e em reuniões inusitadas no meio do deserto à noite… Uma loucura!

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Entrada do Restaurante Barros, San Pedro de Atacama

ATRAÇÕES TURÍSTICAS


Santiago possui boas opções de entretenimento, principalmente culturais e ao ar livre. Museus, mirantes, parques, centros culturais fazem da cidade uma boa opção turística, mas nada que se compare à maravilhosa San Pedro de Atacama. Ali, as possibilidades são quase infinitas: gêiseres, lagoas, salares, vulcões, ruínas, além de fauna e flora únicas. Tudo isso em um clima desértico de altitudes variadas. Monotonia zero!

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Laguna Tebinquinche, San Pedro de Atacama

Encerro os relatos sobre o Chile já saudoso do deserto… Foi uma experiência tão intensa quanto chegar à Machu Picchu, no meio das montanhas peruanas. Mas da próxima vez tentarei incluir a Ilha de Páscoa no roteiro!

Para ver os relatos completos sobre o Chile, clique AQUI!

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Se precisare de ajuda com algo mais específico, basta enviar um e-mail para superandarilho@outlook.com.

Abraços e boas trips!

 

América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

Salar de Tara | San Pedro de Atacama, Chile

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Chegada ao Salar de Tara em San Pedro de Atacama, Chile
San Pedro de Atacama, segunda-feira, 30 de novembro de 2015 (7° dia de viagem).

SALAR DE TARA


O Salar de Tara, como a maioria dos sítios na região de San Pedro, tem paisagens praticamente alienígenas. Alguns minutos depois dos Monjes de la Pacana avista-se ao longe as formações conhecidas como Catedrales de Tara, uma cadeia rochosa erodida pelo clima extremo. Ao fundo, e quase como uma espécie de prêmio, aparece o majestoso Salar de Tara. É com essa vista magnífica que nos preparamos para um almoço improvisado.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

Los Monjes de la Pacana | San Pedro de Atacama, Chile

San Pedro de Atacama, domingo, 29 de novembro de 2015 (6°dia).

DIA DE DESCANSO


Pensando no resultado que teria a noite anterior, estrategicamente transferi meu tour do domingo para segunda-feira, elegendo o domingo como minha folga na viagem. Aproveitei para colocar as contas em dia, organizar a zona que estava meu quarto e comprar algumas coisas no minimercado próximo ao albergue.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

ATACAMA: SOCAIRE

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

Depois de conhecermos
as incríveis lagunas, paramos alguns minutos no pequeno povoado de Socaire, a
86 km de San Pedro. Uma pequena igreja e um campanário de argila chamam a
atenção dos turistas para o lugar que, aparentemente, ficou estacionado em
algum momento remoto do tempo.

 

Andarilho

 

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ATACAMA: SALAR E TOCONAO

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de 2015 (5°dia).

 

SALAR DE ATACAMA

 

Saindo de
Socaire, ainda na Ruta del Desierto, meus amigos portugueses fizeram questão de
lembrar o guia de parar na placa do Trópico de Capricórnio para tirarmos fotos.
Esse foi um dos momentos mais divertidos uma vez que precisávamos fugir dos
carros em busca do melhor ângulo para as fotos fora a sensação única de estar
num marco geográfico estupendo!

DICA: Em direção ao Salar de Atacama, peça para o guia dar
uma parada estratégica na placa do Trópico de Capricórnio que cruza a Ruta del
Desierto.

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Chegamos
por volta do meio dia ao Salar (um bom horário para estar no meio do deserto,
não?). Logicamente, o calor era absurdo, mas nada que um “carioca da gema” não
tenha experimentado no verão brasileiro.

A paisagem
é uma das mais surreais que já vi. Um deserto imenso de sal ao redor da Laguna
Chaxa, hábitat natural dos flamingos chilenos, andinos e de james.

Na entrada
do salar existe um centro de visitantes com sombra suficiente para poupar os
mais calorentos, um pequeno museu e banheiros. Nesse centro podemos ver os
pequeníssimos seres vivos que constituem a dieta básica dos flamingos.

TOCONAO

Toconao é
mais um vilarejo incluído no tour das
Lagunas Altiplanicas. Paramos sob a sombra das árvores de uma pequena praça
para descansar e tirar algumas fotos. Dali voltaríamos aos respectivos
albergues para um breve descanso antes do próximo tour.

 

Andarilho

 

 

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ATACAMA: LAGUNAS ALTIPLANICAS

 

 

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de
2015 (5°dia).

 

LAGUNAS ALTIPLANICAS (MISCANTI E MEÑIQUES)

Acordei
um pouco mais tarde, por volta das 8h. O transfer
do Juanito me pegou às 8h30 com Gonçalo, João e mais duas hóspedes do Kirckir a
bordo. Devido à variedade de fauna e flora, o caminho para as lagoas já é um
atrativo a parte. À medida que prosseguimos pela Ruta 23 em direção ao sul, a
paisagem desértica parece infinita.

Depois de,
aproximadamente, 1h de viagem chegamos à entrada das lagunas para um desjejum
simples, mas eficiente: pão típico da região com presunto e queijo, manteiga,
geléias, biscoitos, café, chás e barrinhas de cereais.

Apesar
das Lagunas Altiplanicas ficarem a quase 5.000 m de altitude, os efeitos do soroche estavam mínimos. Eu também
estava fazendo a minha parte: alimentação frequente, respiração digna de um
yogue e sem esforços físicos desnecessários. Gonçalo, que é médico, mede nosso
nível de oxigênio com um pequeno aparelho portátil. O meu estava em 79% contra
95% do nosso guia, único local do grupo.

Tanto a
imensa Laguna Miscanti quanto a menor, Meñiques, que herdaram seus nomes dos
respectivos vulcões que as originaram, tem cores dignas de cartão postal. O
azul do céu misturado com os tons de verde e amarelo da vegetação combinam  perfeitamente com o branco dos topos nevados
e agrada mesmo os mais exigentes dos visitantes.

Nas
margens encontramos uma fauna exuberante e protegida. Vicunhas passeiam em
grupo alimentando-se da vegetação rasteira, lagartos rastejam entre as rochas e
ainda uma infinidade de aves fazem das lagoas um viveiro interessante e
harmônico. Permanecemos por não sei quanto tempo tirando fotos e depois nos
mandamos para a estrada novamente.

 

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ATACAMA: LAGUNAS CEJAR E TEBINQUICHE

 

 

San Pedro de Atacama, sábado, 28 de novembro de 2015 (5°dia).

 

LAGUNA CEJAR E LAGUNA DE PIEDRA

30 km
separam San Pedro de Atacama da Laguna Cejar, um lugar propício para uma tarde
de relaxamento. Depois de vinte minutos de caminhada por um terreno arenoso,
chegamos a um casebre onde pagamos a entrada tanto para a Laguna Cejar quanto
para a Laguna de Piedras, onde de fato podemos mergulhar.

O atrativo
dessas lagoas é a similaridade que têm com o Mar Morto. Devido a altíssimas
concentrações de sal, não se pode afundar nessas águas fazendo com que o corpo
boie independente da grande profundidade.

Confesso que fiquei
um pouco decepcionado, primeiro pelo preço alto da entrada (17.000 pesos
chilenos), pela curta estadia que teríamos e pelo tempo, que por estar nublado
não estava tão convidativo para um mergulho como no dia das Termas de Puritama.
Ainda assim é um passeio que vale a pena (se feito cedo e com sol suficiente).

 

 

OJOS DEL SALAR

Depois de
tirar os 10 kg de sal do corpo em um chuveiro de água geladíssima, fomos
conhecer duas lagoas de água doce perfeitamente circulares chamadas Ojos del
Salar ou Ojos de Tebinquiche. Estrangeiros loucos se atiravam nas águas calmas
– e provavelmente gélidas – das lagoas enquanto a maioria satisfazia-se em
apenas registrar a aventura.

LAGUNA TEBINQUICHE

A Laguna
Tebinquiche seria o destino final desse tour.
E que gran finale! Chegamos no fim da
tarde em um lugar de panorama espetacular (ok, sei que já falei isso outras
vezes, mas é o Atacama, galera!). Com características parecidas à Laguna Chaxa,
esta também depende dos degelos e das chuvas anuais.  No pôr do sol, Juanito, nosso guia, ao som de
Apesar de
Você
” de Chico Buarque, nos serve um coquetel de
Pisco Sour acompanhado de batatas chips e tremoços. Inesquecível!

 

ANIMITAS E ALMAS PENADAS

Em algum
momento do nosso retorno, perguntei a Juan sobre as cruzes que enfeitam as
estradas. Ele disse que são pequenos santuários dedicados às muitas vítimas de
acidentes automobilísticos por esses lados.

Aproveitou
para contar a história de quando voltava uma vez à noite de Calama para San
Pedro e avistou alguma coisa no meio da estrada. Parou para verificar o que era
e ao olhar para o lado viu uma figura feminina próxima a uma dessas animitas.
Ele jura que em questão de segundos a figura evaporou da sua frente enquanto
ele voltava para o carro e arrancava na maior velocidade possível apavorado!
Si-nis-tro!

 

PISCO SOUR NO GORD2

Havia
combinado novamente um happy hour com
Mary e Mariano, mas cheguei tarde do tour
e nos desencontramos mais uma vez…  Encontrei
com Juan, Gonçalo, João e Karina (a nova recepcionista) no Kirckir e de lá
tentamos em vão entrar no Barros, o barzinho mais badalado de San Pedro. Já
estava lotado!

A menos de
uma quadra de distância, entramos no Gord2 para comermos algo. Eu optei por um
sanduíche que não me lembro o nome, mas que estava bem gostoso, e um Sprite
antes de entrar na rodada de piscos.

Pisco Sour
é a caipirinha chilena e peruana, preparada com pisco, clara de ovo, limão e
açúcar. Os dois países disputam a origem da bebida destilada à base de uvas.
Independentemente, no Chile ou no Peru, o Pisco Sour é uma delícia! Nessa
noite, dois foram o suficiente! (risos).

 

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ATACAMA: GEYSERS DEL TATIO

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro de 2015 (4° dia).

 

 

GEYSERS DEL TATIO

 

Para visitar os Geysers de El Tatio (que significa “O velho que chora”), terceiro maior campo de gêiseres do mundo, é necessário uma certa disposição. O melhor horário para a observação do fenômeno é ao amanhecer, por isso, o tour começa às 4h30 da manhã (!) e termina um pouco depois do início da tarde.

Agravantes: devido à altitude (4.320 m acima do nível do mar) além de podermos sofrer com o conhecido soroche, o mal de altitude, a temperatura na chegada – por volta das 6h da manhã – costuma estar sempre abaixo de zero! Mas, no geral, é um passeio que compensa muito.

No trajeto tivemos a sorte de vermos um puma ao amanhecer! Segundo María, a guia, muitos locais passaram a vida ali sem nunca ter visto alguns animais, sendo o puma um dos mais raros. Durante o mesmo trajeto seríamos agraciados com a presença de muitos outros animais selvagens, tais como vicunhas, parentes das lhamas, alpacas e guanacos; vizcachas, um tipo andino de lebre; suri, espécie de avestruz; além de uma infinidade de aves.

 

CAMPO GEOTÉRMICO

 

Gêiseres são colunas de vapor que em algumas localidades emanam da terra. O fenômeno ocorre devido ao aquecimento de águas subterrâneas pela lava vulcânica. Nesse processo, a água fervente é expelida através de fissuras na terra, podendo alcançar até 10 metros de altura.

O campo geotérmico é formado por aproximadamente 40 gêiseres em uma extensão de 3 km quadrados.

Depois do amanhecer, após muitas fotos e explicações da guia, tomamos um bom café da manhã e, quem quis, pôde cair na piscina termal que fica no mesmo local.

 

PISCINA TERMAL

 

Como na maioria dos passeios turísticos, nesse aconteceu um entrosamento bem legal entre os participantes, independente da nacionalidade. Nosso grupo era formado por brasileiros, franceses, ingleses, argentinos…

Nesse tour, especificamente, conversei muito com um casal de senhores ingleses, Gill e Clive e um casal de amigos, Mary, brasileira também do Rio de Janeiro, e Mariano, argentino de Buenos Aires. Com esses dois últimos loucos, que por pouco não formam uma dupla sertaneja (Mary e Mariano), eu decidi encarar o frio e cair na piscina termal do Tatio.

 

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ATACAMA: TERMAS DE PURITAMA

 

 

San Pedro de Atacama, sexta-feira, 27 de novembro
de 2015 (4° dia).

A 30 km
de San Pedro, na direção das Termas de Puritama se encontra a
“quebrada” de Guatin, um canyon rochoso onde atravessa um rio de
águas tépidas (devido à união do Rio Puritama de águas termais e o Purifica de
águas geladas) ideal para refrescar-se em dias de verão.

Como eu
tinha marcado de almoçar com a Mary e o Mariano, excepcionalmente iria pegar o transfer no centro de San Pedro. Acabou
que nos desencontramos e optei por um restaurante perto da agência de turismo,
o Sol Inti. Comi desesperadamente rápido um ravioli à bolonhesa (muito bom, por
sinal) e fui pegar o transfer para as
Termas de Puritama.

Seguindo
algumas dicas, escolhi o horário da tarde durante a semana por ser mais barato
e – teoricamente – mais vazio. Cheguei por volta das 14h30 e permaneceria mais
ou menos umas três horas nas termais. Era o suficiente para relaxar e repor as energias.

As águas
das piscinas termais de Puritama oscilam entre 25°C e 30°C e sua queda forma
poções escalonados ligados por decks,
escadas e passarelas de madeira.

Outra
dica que segui foi a de evitar a multidão dos primeiros poções e descer para os
últimos. Deu certo na primeira hora (havia somente eu e mais um casal), mas
depois chegou um grupo enorme de turistas que praticamente ocupou toda a última
piscina. Tive que me mudar…

As termas
fecham às 17h30 e, depois de passar um bom tempo submerso, peguei o transfer de volta a San Pedro. Na van,
notei algo inusitado: devido à altitude, é comum encontrarmos oxigênio
medicinal nos veículos.

Nesse dia
eu dormi cedo,  pois estava relativamente
cansado, já que havia acordado às 4h da madrugada. O dia seguinte teria que
madrugar também para conhecer as Lagunas Altiplanicas.

 

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ATACAMA: CANYON E CAVERNAS DE SAL

 

 

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

 

Depois de pedalar de volta até o albergue, esperei algum tempo até a chegada do carro que me levaria ao primeiro tour, o Valle de la Luna, a 4km de San Pedro. Juan, era o nome do guia e logo na entrada da van conheci dois portugueses loucos, Gonçalo e João. Na bilheteria do vale, aproveitei para comer mais uma empanada gigante com o intuito de amenizar os efeitos do soroche, ou mal de altitude, que começavam a se manifestar (já era hora…).

 

A primeira parada do tour foi no Canyon de Sal. Devido às pedras pontiagudas, eu consegui arrebentar a sola do meu tênis em menos de meia hora. No Canyon de Sal, passamos por cavernas estreitas e escuras. A paisagem “lunar” é de tirar o fôlego (no meu caso, literalmente).

 

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ATACAMA: VALLE DE LA LUNA

 

 

San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

 

PÔR DO SOL NA ROCA DEL COYOTE

 

Seguimos pelo vale até o mirante da concorrida Pedra do Coiote (não existem coiotes no local, o nome é uma alusão ao coiote do desenho animado, perseguidor do Papaléguas). Chegamos mais cedo que os outros grupos, então pudemos aproveitar para tirar algumas fotos boas antes que a multidão de turistas invadisse o local – o que não demorou muito a acontecer, afinal estávamos em uma das paisagens desérticas mais conhecidas e admiradas do mundo.

A essa altura, por volta das 19h30, nem os portugueses figuraças conseguiram fazer meu bom-humor voltar. Mesmo depois de ter tomado três comprimidos, altitude misturada com o cansaço e o frio não me deixaram aproveitar completamente a visão perfeita daquele canyon. Mas o pôr do sol no Vale da Lua é, de longe, um dos mais bonitos que eu já vi na vida!

 

Andarilho

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América do Sul, Chile, Geral, San Pedro de Atacama

Pukará de Quitor | San Pedro de Atacama, 2015

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Mirador de Pukará de Quitor
San Pedro de Atacama, quinta-feira, 26 de novembro de 2015 (3° dia).

FECHANDO OS PASSEIOS COM ABEL


Ao acordar, conheci Abel, marido de Karyn e pai do tímido Moisés, o garotinho dos desenhos. Foi com ele que fechei meu roteiro em San Pedro de Atacama. Começaria com um tour gratuito de bike à Pukará de Quitor e às 16h conheceria o famoso Valle de la Luna.

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América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama

A Chegada | San Pedro de Atacama, 2015

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Estrada para San Pedro de Atacama

 

San Pedro de Atacama, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

 CALAMA


O aeroporto mais próximo de San Pedro é o Aeroporto El Loa, de Calama, a mais ou menos 103 km/1h de distância. Cheguei por volta de 17h30 e já na saída haviam várias empresas oferecendo transfers até San Pedro.

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Estacionamento do Aeroporto El Loa, Calama, Antogafasta

 

Me informei com uma funcionária da Sky Airline, empresa aérea que usei para ir de Santiago a Calama, e descobri que daria no mesmo se fosse de transfer ou pegasse um táxi até a rodoviária e de lá um ônibus: mais ou menos 20.000 pesos (ou R$100,00) ida e volta. E por falar em Sky Airline, uma dica…


DICA: Compre a passagem diretamente pelo site chileno da empresa, sai muito mais em conta que na Decolar, por exemplo (cerca de um terço do valor!).


Mas a mesma funcionária me disse que alguns motoristas chegavam a cobrar até 50.000 pesos pelo mesmo trajeto, um verdadeiro roubo! Fechei com a  Transvip, uma das muitas agências disponíveis, e peguei o transfer no estacionamento do aeroporto.

O  encanto pelo deserto já começa na estrada. Turbinas eólicas, a vegetação e a topografia do lugar formam paisagens únicas.

Ainda estava com um baita sono e em determinado momento apaguei ao som de algum sucesso internacional de rock (o motorista tinha uma preferência musical, digamos, bem definida). Ao acordar, dei de cara com o vulcão Licancabur. Era um indício de que estávamos próximos a San Pedro de Atacama.


SOZINHO NO HOSTAL ALABALTI


O motorista do transfer não conhecia meu albergue, o Hostal Alabalti. Claro, nem sequer havia letreiro ou placa na entrada. Somente o endereço com letras minúsculas (Paso Jama 748). Mau sinal… Cheguei por volta de 18h30 e fui recebido pela Jenny (não sei se é assim que se escreve), uma senhora peruana. No salão do albergue um garotinho assistia a desenhos – logicamente – em espanhol…

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O Hostal Alabalti: impossível de identificar…
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Pepa Pig influenciando gerações por toda a América Latina

 

Jenny me levou até meu quarto compartilhado, que para minha surpresa não tinha quatro camas, apenas duas. Eu achei o quarto bem bonitinho, apesar do cheiro de pintura recente.

“Quantos hóspedes tem no hostel?” pergunto a Jenny. “Apenas você”, ela respondeu. Confesso que o sentimento nessa hora foi dúbio. Alívio, por não ter que dividir banheiro, WiFi e o quarto com mais ninguém e desespero por não ter ninguém além da família dela para interagir.

Algum tempo depois, Jenny me explicaria que tem um albergue principal, o Kirckir, mais próximo do centro de San Pedro, em que os hóspedes preferiam ficar. A princípio fiquei tentado a me mudar também, mas a questão da exclusividade e da privacidade prevaleceram.

Mais tarde, Karyn – que deve ser filha ou irmã mais nova de Jenny – veio me apresentar os tours disponíveis e seus preços. Fiquei de definir um roteiro até o dia seguinte.

PONTOS POSITIVOS: Privacidade; clima familiar e informal; tranquilidade e silêncio por ser afastado do centro; WiFi gratuito; água quente; bom custo-benefício, equipe atenciosa; agendamento de passeios diretamente no hostel; aluguel de bicicletas; comércio próximo; limpeza.

PONTOS NEGATIVOS: WiFi ineficiente; sem café da manhã; um pouco afastado demais do centro; não oferece toalhas.

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Companheiro de cigarro

 


JANTANDO NA CARACOLES


Depois de caminhar mais ou menos uns quinze minutos, com uma lua cheia lindíssima como plano de fundo, chego a Calle Caracoles, principal rua de San Pedro. Com uma infinidade de opções de restaurantes, tento me orientar mais pelos preços que pelo cardápio.

No fim, acabei em um restaurante chamado Casa de Piedra onde comi um lomo a lo pobre (bife a cavalo, arroz e batatas fritas) acompanhado de um Sprite.

A Calle Caracoles é a “Presidente Vargas” de San Pedro. Nela encontramos tudo: agências de turismo, restaurantes, bares, caixas eletrônicos (sim!), armazéns, mercados populares etc. Só não vi muitas casas de câmbio, mas também não precisei de uma… E por ela eu tentaria me orientar nos próximos dias.

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Calle Caracoles à noite
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Calle Caracoles
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Calle Caracoles

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Igreja de San Pedro

 

 

A seguir: Pukará de Quitor

América do Sul, Argentina, Buenos Aires, Geral, Ushuaia

Argentina 2014 | Impressões


AS PESSOAS


Ao contrário do que podem pensar alguns compatriotas, os argentinos são extremamente simpáticos e receptivos. Excluindo a velha rixa do futebol (claro!), a maior parte dos residentes é atenciosa com o turista e muito receptiva à cultura brasileira.

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Entrada do Mercado San Telmo

CÂMBIO


Câmbio em Buenos Aires é sinônimo de Calle Florida. No período em que ficamos na cidade (agosto de 2014), tanto o câmbio para dólar quanto o para reais estava extremamente favorável (12/1 e 5/1 respectivamente). O custo de vida em Buenos Aires é bem mais baixo que no Rio de Janeiro.

Já em Ushuaia tivemos um pouco de dificuldade em achar agências de câmbio, mas a demanda é devida e ilegalmente suprida pelas agências de turismo. No “Fim do Mundo” a proporção era de 4 pesos argentinos para cada real (chegando a 3 nos câmbios oficiais).

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Calle Florida

CLIMA


Mesmo estando no meio do inverno, pegamos alguns dias de verão em Buenos Aires, a maioria deles na verdade. De qualquer maneira à noite sempre dá uma esfriada e é bom ir precavido para noites mais frias que no Rio de Janeiro, por exemplo. Nada insuportável.

Na verdade, mesmo em Ushuaia o frio não foi conforme o esperado. Ainda que a paisagem fosse gelo puro, durante o dia a temperatura ficava na média de uns 8°, 7°. O maior frio que passei foi, provavelmente, subindo o Glaciar Martial, mas era de se esperar. De qualquer maneira, SEMPRE tenha roupas para frio extremo em Ushuaia, pois nunca se sabe.

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Faro Les Eclairs

TRANSPORTE


Tanto Buenos Aires quanto Ushuaia são excelentes cidades para se caminhar. Táxis são baratos e, no caso do metrô de Buenos Aires, é mais eficiente que no Rio e cruza a cidade inteira. Não chegamos a pegar ônibus na hora do rush, mas aparentemente, o transporte rodoviário é mais eficiente que em muitas cidades do Brasil. Os passeios de Ushuaia são feitos basicamente de carro, por conta das agências. Acredito que a maioria ofereça a comodidade de buscar e levar de volta os clientes para o local da estadia.

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La Boca

GASTRONOMIA


Argentina para mim é sinônimo de comida boa e barata. Em todos os locais que estivemos eles são exagerados com a quantidade e não deixam nada a desejar na qualidade. Nossa dieta básica era uma refeição “decente” por dia, podendo ser no almoço ou no jantar, e muita comida rápida e prática, como massas, empanadas, medialunas, choripanes e sanduíches de uma forma geral.

Tanto o doce de leite uruguaio quanto o argentino são maravilhosos, mas nada que os nossos mineiros não saibam fazer muito bem também. Em Ushuaia não deixe de experimentar o tradicional cordeiro fueguino e beber uma das muitas cervejas artesanais disponíveis.

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Frango à Parmegiana

VIDA NOTURNA


Obviamente, em cidades grandes como Buenos Aires a oferta de entretenimento é bem maior que em vilarejos como Ushuaia. Na capital argentina não tivemos um dia sequer de monotonia (às vezes nem precisávamos sair do hostel!). Muitas opções de bares, restaurantes e boates, fazem de Buenos Aires um destino muito procurado por quem gosta de aproveitar a vida noturna.

Já em Ushuaia, não deixe de conhecer o Dublin, o pub mais agitado da cidade e os muitos restaurantes que servem comidas típicas, como o já mencionado cordeiro fueguino e as centollas (caranguejos) gigantes.

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Fusion Bar

ATRAÇÕES TURÍSTICAS


A Argentina, aparentemente, é um país muito cultural. Buenos Aires é repleta de cinemas, teatros, museus, parques e a maior parte deles pode ser acessada a pé. Ushuaia possui um centro bem pequeno, sendo desnecessário utilizar qualquer tipo de transporte para chegar aos muitos museus. Mas a vida ao ar livre é o grande diferencial do “Fim do Mundo”: caminhadas, patinação no gelo e atividades invernais são o forte de Ushuaia nos meses mais frios.

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Iluminação noturna da Casa Rosada

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Abraços e boas trips!

América do Sul, Argentina, Ushuaia

Travessia no 4×4 | Ushuaia, Argentina

 Ushuaia, sexta-feira, 29 de agosto de 2014 (19° dia).


LAGOS ESCONDIDO E FAGNANO

Nosso último passeio de aventura em Ushuaia prometia grandes emoções: visita ao Lago Fagnano a bordo de um jipe 4×4. Walter, o guia da vez (“Hola, Walter!”), pegou-nos no hostel pela manhã e depois de uma breve visita ao Valle de Lobos, estávamos na estrada em direção ao imenso Lago Fagnano.

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América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: CANAL DE BEAGLE

 

 

Ushuaia,
quinta-feira, 28 de agosto de 2014 (18° dia).

CANAL DE BEAGLE

O Auli, depois de conseguir trocar a entrada para o
Cerro Castor, nos acompanhou, muito a contragosto, ao passeio pelo Canal de Beagle.
Antes de embarcar, porém, aproveitamos a viagem para – finalmente – tirar fotos
na Placa do Fim do Mundo, no porto de Ushuaia. Confesso que, se teve um dia em
que a falta de neve me incomodou, foi este. Eu tinha uma imagem idealizada de
neve na tal da placa… Frustrações de viajante…

Compramos nosso ticket
no próprio porto para o próximo barco que partisse. Os catamarãs são imensos e
geralmente saem lotados de turistas ansiosos por conhecer o tão falado Farol
Les Éclairs, tirar fotos das focas, lobos marinhos e pinguins e, de quebra, dar
um breve passeio por uma das muitas ilhas do canal.

O vento e o frio foram as desculpas para o Auli (já
disse que se pronuncia “Aulí”?) ficar trancafiado o tempo inteiro dentro do
barco. Eu e Ingrid nos agasalhamos e metemos as caras no vento frio mesmo. A
maioria das agências de turismo de Ushuaia chama o Faro Les Éclairs de “Farol
do Fim do Mundo”, mas o farol que serviu de inspiração para Julio Verne foi
outro, o Faro San Juan de Salvamento, a nordeste da Isla de los Estados, também
na Terra do Fogo. De qualquer maneira, vale e muito a visita. Mesmo em dias
cinzentos, como estava o nosso, rende belíssimas fotos.

Antes do farol, paramos em uma das ilhas habitadas
por lobos marinhos e pinguins. E os bichinhos fedem, hein! A despeito do cheiro
horroroso, a experiência foi válida. Mas o mais interessante, em minha opinião,
foi descer em uma das ilhas para uma caminhada leve. Nessa hora até o Auli saiu
da toca e veio tirar umas fotos. Não me recordo o nome da ilha no momento, mas
a atmosfera da mesma me fez relembrar instantaneamente de um clipe que a banda
Bon Iver fez para a música Holocene. O clipe foi gravado em algum lugar da Islândia e,
até hoje, Ushuaia foi a paisagem mais próxima daquilo em que estive.
Inconscientemente, desde então, Bon Iver virou a trilha sonora do Canal de
Beagle para mim.

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NEVE E FOGO

Tivemos que nos apressar após o passeio pelo Canal
de Beagle, pois naquela noite teríamos uma das experiências mais loucas da
viagem: fazer um trekking com
raquetes de neve até uma cabana no meio de um bosque e andar em trenós puxados
por cachorros. O tour noturno Nieve y Fuego
foi, de longe, um dos passeios mais espetaculares de Ushuaia.

Chegamos no cair da noite ao Centro Invernal Tierra Mayor. Os guias já preparavam os cães, as motos de neve e
as raquetes para os aventureiros. Nesse passeio você pode escolher entre três
ou quatro opções de transporte: caminhadas com raquetes de neve (que usamos na
ida), motos ou jipes de neve (que não achamos a menor graça…) e trenós
puxados por huskies siberianos (o que usamos na volta). O Auli não tinha feito
reserva para este tour, então fomos
apenas eu e Ingrid.

Começamos com a caminhada com raquetes de neve e,
mais ou menos, após uns trinta minutos na quase completa escuridão, chegamos a
um abrigo no meio do nada. A cabana é utilizada para reunir os vários grupos de
turistas para beber uma espécie de “quentão” e degustar uma sopa rústica
preparada pelo “Mestre de Cerimônias” do lugar. O ponto alto foi fazer tudo
isso ao som do violão de um argentino figuraça que alternava histórias de
terror com piadas e músicas engraçadas. Bem divertido! E a volta, claro, foi
com os huskies!

Os
cachorros iam desembestados pela escuridão
enquanto o guia dava comandos incompreensíveis. De vez em quando um deles
precisava dar vazão às necessidades fisiológicas e éramos obrigados a parar por
alguns instantes. Antes que o pessoal simpatizante da sociedade protetora dos
animais comece a discursar: os cachorros aparentemente são muito bem tratados e
parece que “trabalhar” nos trenós é mais divertido para eles do que para a
gente. Não vi maus-tratos em nenhum momento sequer.

ALMACÉN RAMOS GENERALES

O coitado do Auli tinha ficado sozinho na parte da
noite, então resolvemos dar uma volta pela cidade para ver se encontrávamos
algum outro lugar legal para beber uma cerveja além do Dublin. Passeando pela
orla avistamos um restaurante/bar rusticamente simpático e resolvemos entrar.

O Almacén Ramos Generales é um daqueles lugares quentinhos e aconchegantes
que caem perfeitamente em noites frias (que devem ser a maioria em Ushuaia).
Até os móveis de madeira empoeirados contribuíam para dar um ar charmoso ao
lugar. Aproveitamos para jantar – a sopa do “Neve e Fogo” só serviu como
entrada – e beber mais algumas maravilhosas cervejas artesanais.

Andarilho

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USHUAIA: GLACIAR MARTIAL

 

 

Ushuaia,
quarta-feira, 27 de agosto de 2014 (17° dia).

GLACIAR MARTIAL

Fazer trekking
no Glaciar Martial não
estava nos meus planos, a princípio. Mas acabei contagiado pela animação da
Ingrid quando fomos fechar os passeios e foi um dos pontos altos da nossa
“cereja do bolo” (Ushuaia). O Auli preferiu conhecer o Cerro Castor nesse dia.

Subir o Glaciar Martial pedia a companhia de um guia
e nos indicaram o Ignácio da Ushuaia Aventura.
Como todos os tours do “Fim do Mundo”, fomos pegos no albergue pontualmente e
em alguns minutos estávamos de volta à entrada do glaciar, que fica a 7 km do
centro da cidade.

Ignácio, sempre muito simpático, nos ajudou a calçar
os – extremamente necessários – grampões, que ele mesmo levou e começamos um
dos passeios mais frios que fiz até hoje.

DICA: caso você não possua roupas e calçados específicos
para baixas temperaturas, não deixe de alugar tudo o que for necessário em uma
das muitas lojas que prestam esse serviço.

O Glaciar Martial é uma montanha de,
aproximadamente, 1.000 metros de altitude. Nada comparado aos mais de 3.000 de
Cusco, então não precisávamos nos preocupar com o soroche, mas em compensação o vento era extremamente agressivo! Na
verdade a trilha que fizemos chegou a, no máximo, 825 metros de altitude.
Parece pouco, mas a combinação frio e vento (que fazia o grande favor de nos
desequilibrar nas “dunas” de gelo), era o suficiente para uma jornada de
dificuldade média de, mais ou menos, duas horas e meia de subida.

O nome do glaciar foi uma homenagem ao capitão Louis
Ferdinand Martial, comandante do navio La
Romanche
e da expedição científica francesa de 1882, que estudava o trânsito
do planeta Vênus. Como quase tudo em Ushuaia, a paisagem do glaciar para mim
podia ser comparada a uma locação de filme. Nunca havia estado em um cenário
como aquele. Enquanto o Ignácio nos passava algumas informações sobre a fauna e
flora local, tirávamos muitas fotos da paisagem congelada.

DUBLIN PUB

Chegamos ao hostel
e descobrimos que o Auli havia tido um “leve” acidente no Cerro Castor (Risos),
havia torcido o pulso em uma queda. O pior da história é que ele tinha
reservado entrada para o dia seguinte também! Muito comédia…

Esta noite resolvemos finalmente conhecer o Dublin Pub, provavelmente o bar
mais famoso de Ushuaia e o que tinha mais turistas por metro quadrado. Acho que
tentando seguir a tradição irlandesa, o bar de fato era um pub respeitável: barulhento, cosmopolita e com uma enorme diversificação
de cervejas.

No Dublin reencontramos o amigo que trabalhava na
agência, o Hugo, acompanhado do Félix, do Refugio de Montaña. Resolvemos
experimentar a cerveja que nos disseram ser a mais tradicional da cidade, a
artesanal Beagle em suas três versões: preta, morena e loira! Cervejas
artesanais, de uma forma geral, são mais fortes do que as tradicionais, então
bastaram duas ou três canecas para ficarmos bem animados… (Risos)

 

Andarilho

 

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USHUAIA: O TREM DO FIM DO MUNDO

 

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

Acordamos cedo e tomamos o nosso primeiro café da
manhã no hostel (bem honesto, por
sinal), com direito a medialunas,
doce de leite e otras cositas.
Fehamos os tours com a agência
Brasileiros em Ushuaia e com alguns parceiros deles. Nesse dia iríamos
conhecer, entre outras coisas, o Parque Nacional Terra do Fogo. Mas para isso
iríamos pegar uma carona no Trem do Fim do Mundo:

“O Trem do Fim do Mundo convida você a reviver os últimos 7 km do que foi o
trem dos presos, que partia da prisão de Ushuaia para a encosta do Monte Susana
para obter diferentes materiais de construção. A bordo do trem você vai ouvir a
história e desfrutar de magníficas paisagens compostas pelo sinuoso Rio Pipo,
pela cachoeira Macarena, cemitério de árvores e pelo majestoso bosque,
percorrendo uma parte inacessível do Parque Nacional Terra do Fogo, a bordo de
um trem de ferro da época com suas locomotivas a vapor, elegantes vagões com
janelas amplas e vivendo o emocionante encanto de um passado histórico.”

A viagem é bem tranquila, acompanhada pela voz da Glória
Maria (era ela?!) passando as informações em português no alto falante do trem
desde a saída na Estação do Fim do Mundo até a chegada na Estação Terra do
Fogo. Estava muito frio!

O itinerário do fim do mundo era feito pelos presos da prisão de Ushuaia
até o Parque Nacional para trabalhar. Devido a localização (Ushuaia é conhecida
como a cidade mais austral do mundo) foi construído em 1902 um presídio com o
intuito de receber presos de toda a Argentina que funcionou até a segunda
metade do século XX.

 

Andarilho

 

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USHUAIA: A CASA DE CHÁ

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

AULA DE ESQUI

Depois do tour
pelo Parque Nacional Terra do Fogo, fomos levados até a entrada do Glaciar
Martial onde funciona uma Casa de Chá e o Refugio de Montaña
Ushuaia
em que nos aventuramos
em aulas de esqui e snowboard. Minha habilidade
era mínima, confesso, e depois de uns quarenta minutos eu já estava jogando a
toalha. Mas não sem antes fazer um “strike
homérico no Auli com os esquis! (Risos). Ali conhecemos a Milonga, cadela do
Félix (que também trabalhava no refúgio) que aparentemente tornou-se a
“mascote-segurança” do lugar.

La Cabaña Casa de Té é uma casa de madeira bem bonitinha que fica em
frente ao Refugio de Montaña Ushuaia. Como ganhamos um ticket de café ou chocolate quente gratuito na excursão, fomos
gastar nosso “crédito” enquanto nos protegíamos um pouco do frio fueguino. Ainda bem que não pagamos,
pois as coisas lá dentro tem o preço um pouco acima da média de outros lugares
em Ushuaia. É preço para turista. Mas a vista e a atmosfera do local valem uma
visita breve.

PATINANDO NA LAGUNA DEL
DIABLO

Terminamos o dia na Laguna del Diablo, uma
lagoa congelada que prometia umas boas risadas (eu ia tentar patinar no gelo depois
de anos). Até que minha habilidade mostrou-se melhor aqui do que nos esquis…
Porém, depois de um tempo os pés já não estavam aguentando – eu deveria ter
pegado uns patins de número maior – e parei para fumar um cigarro enquanto os
dois, principalmente a Ingrid, se divertiam como crianças.

Nessa parte final do passeio, o pessoal da agência
levou alguns vinhos para degustação e, para variar, eu tomei um banho de leve. E
lá se foi o primeiro dia na neve!

Andarilho

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USHUAIA: PARQUE NACIONAL TERRA DO FOGO

 

Ushuaia,
terça-feira, 26 de agosto de 2014 (16° dia).

 

Estava frio, mas víamos mais gelo do que neve aquele
dia. Segundo os locais, eles estavam tendo um inverno atípico, com pouquíssima
neve. E, nessas condições, a chance de tomar um belíssimo “estabaco” cresce
bastante (Cuidado com o que calça em Ushuaia no inverno!).

Depois de conhecermos a congelada cachoeira Macarena
e o Cemitério de Árvores no trajeto do Trem do Fim do Mundo, descemos na
Estação Terra do Fogo no início do Parque Nacional. Lembrando que pegar o trem
é opcional, pode-se chegar à entrada do parque de carro.

O Parque Nacional Terra do Fogo foi fundado em 1960 e é uma região de bosques
patagônicos habitada há milhares de anos pelo homem. Ali viveram, até fins do
século XIX, cerca de 3.000 yámanas. A população indígena foi drasticamente
reduzida com a chegada dos colonizadores: em 1910, lamentavelmente, não passavam
de uma centena. Doenças levadas pelos criollos
e primeiros europeus, combinadas com a ação agressiva de colonos e “lobeiros”
que buscavam a exploração exclusiva dos recursos naturais da região, foram as
prováveis causas do desaparecimento dos yámanas.

A primeira atração que visitamos no parque foi o
espetacular Lago Roca (ou Acigami). O dia estava ensolarado e o azul do
céu refletia naquele magnífico espelho gigante rodeado por montanhas nevadas
que é o lago.

Nessa primeira parada, a guia aproveitou para mostrar
no mapa o que ainda conheceríamos naquele dia e para passar informações sobre a
região.

Em seguida, nos dirigimos para o Centro de Visitantes
Alakush
. Esse centro é ótimo
para tirar fotos, uma vez que conta com vistas incríveis para o lago e as
montanhas. Quem quiser, pode aproveitar para ir ao banheiro, comprar
souvenires, tomar um chocolate quente fueguino ou conhecer um pouco da história
local na mostra cultural. Vale uma passada rápida.

Bahía Lapataia era o destino final desse tour. A estrada estava
enlameada pelo derretimento de gelo e tivemos que nos esforçar um pouco para
tirar fotos na entrada. Objeto de disputa entre argentinos e chilenos em 1971,
essa baía é uma das muitas fronteiras entre os dois países e conta com alguns
sítios arqueológicos que tentam preservar a herança yámana. A baía pode ser
acessada também por barco através do Puerto Arias

Andarilho

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América do Sul, Argentina, Ushuaia

USHUAIA: A CHEGADA

 

 

Ushuaia,
segunda-feira, 25 de agosto de 2014 (15° dia).

 

 

EXCESSO DE BAGAGEM E TRÊS
HORAS DE ESPERA

Agendamos no próprio hostel o transfer para o
aeroporto. Como o voo era cedo, preferimos não arriscar ficar à mercê de
transporte logo pela manhã. Chegamos ao Aeroporto de Ezeiza por volta das 9h,
mas fomos decolar de fato só três horas depois! Um absurdo!

A Aerolíneas Argentinas já tinha me usurpado alguns
bons pesos por excesso de bagagem e aquele atraso nos deixou p**** da vida! Mas
chegando à região da Terra do Fogo já havíamos esquecido o estresse e nos
dedicamos a observar do alto a bela paisagem que nos aguardava, com suas
montanhas nevadas.

Já no Aeroporto de Ushuaia (Aeroporto Internacional
Malvinas Argentinas
), pegamos um taxista
muito comunicativo que no caminho foi nos passando algumas informações a
respeito da cidade.

O HOSTAL LOS CALAFATES

Chegamos ao Hostal Los Calafates (Monseñor Fagnano, 448) e fomos recepcionados pela
simpaticíssima “Tia” Ada (esse foi o apelido que demos à proprietária). Ela nos
mostrou o albergue e em seguida nos levou ao quarto quádruplo que seria ocupado
apenas por nós três pelos próximos seis dias. O lugar tem um clima aconchegante
e não demorou muito para que nos sentíssemos em casa.

PONTOS POSITIVOS: A simpatia da dona; calefação eficiente; café da
manhã delicioso; Wi-Fi gratuito;
banheiro limpo; ambiente silencioso; boa localização.

PONTOS NEGATIVOS: Tivemos que descobrir um “jeitinho” de ligar o
aquecedor.

FECHANDO OS TOURS

Assim que fizemos o checkin no albergue, fomos caminhar pela cidade naquele dia
cinzento e frio (a temperatura devia estar em torno dos 8°). A Avenida San
Martín é a principal rua da cidade e ali podemos encontrar tudo o que viajantes
precisam, desde lanchonetes e restaurantes a agências de turismo (que também
fazem o papel de casas de câmbio).

Como havíamos pesquisado roteiros com a agência Brasileiros em Ushuaia, depois de um cachorro-quente desproporcional no Gelido, fomos em busca da agência no endereço que achamos
na internet e descobrimos que era bem perto da lanchonete. Fechamos os passeios
com o pernambucano Felipe e passeamos mais um pouco pela San Martín antes de
voltar ao albergue.

PIZZA!

A fome já havia chegado quando decidimos conhecer
uma pizzaria próxima ao hostel na
Avenida Hernando de Magallanes. Além de pizza, a casa era especializada em
empanadas! Podíamos encontrá-las em uma infinidade de sabores que sequer
sonhávamos achar em Buenos Aires: além das tradicionais carne, frango e queijo,
havia empanadas de cebola, de alho, de chorizo…

Enquanto comíamos uma pizza de algo parecido com
linguiça calabresa, pedimos umas empanadas para levar. Afinal, por que não
aproveitar a viagem e garantir um lanche para amanhã ou mais tarde?

Empanzinados de pizza, não tivemos disposição de
sair na primeira noite. Até porque o fator temperatura começa a ficar mais
importante no entardecer – leia-se “faz um frio do cacete”!

 

Andarilho

 

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América do Sul, Uruguai

URUGUAI 2014 | IMPRESSÕES/CONCLUSÕES

AS PESSOAS

Os uruguaios são muito simpáticos e solícitos. Não tivemos nenhum tipo de problema com relação às pessoas. Fomos tratados com muita cortesia e educação, desde o pessoal do hotel até os vendedores, atendentes e taxistas com os quais cruzamos. Na noite, então, parece que as pessoas têm o triplo de simpatia por brasileiros e eles sempre tentam agradar os turistas de uma forma especial, seja tentando falar em “portunhol” ou fazendo comentários positivos sobre a cultura e as belezas naturais do Brasil.

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CÂMBIO

“No Uruguai quem ganha em real fica rico!” Doce ilusão… Apesar de cada real valer em média nove pesos uruguaios, o custo de vida é alto. Comer e beber em Montevidéu é tão caro quanto no Rio de Janeiro. A estadia no Uruguai foi de longe a mais dispendiosa de toda a viagem. Como ficamos perto da Avenida 18 de Julio, não tivemos dificuldades em achar casas de câmbio, mas vale uma pesquisa apurada. Em agosto de 2014 o real variava de 9 a 10 pesos uruguaios e dependendo da quantidade trocada, centavos fazem muita diferença.

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CLIMA

Pegamos temperaturas médias de 5° em agosto. Durante o dia era tranquilo caminhar ao sol (com exceção das ramblas, onde o vento faz a sensação térmica diminuir e nem o sol aquece), mas na sombra sempre estava frio. Em nosso último dia em Montevidéu pegamos um calor absurdo que nos acompanhou até Colonia, onde pegaríamos a barca, e depois até Buenos Aires (por quase uma semana!)

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TRANSPORTE

Andamos 80% do tempo a pé no Uruguai, tanto na capital quanto em Colonia del Sacramento e em Punta del Este. Usávamos táxis para trajetos mais longos, como para ir ao Terminal Tres Cruces. Os preços são basicamente os praticados no Brasil, não vi muita diferença, talvez um pouco mais baratos, pouca coisa mesmo… Para ônibus municipais a mesma coisa, mas usamos pouco essa modalidade (somente para chegar ao bairro do Prado) porque nos horários de rush são tão lotados quanto os do Rio de Janeiro! Em nosso terceiro dia em Montevidéu, alugamos bicicletas e percorremos toda a cidade sobre duas rodas. Foi, de longe, um dos dias mais divertidos!

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GASTRONOMIA

Criamos uma grande expectativa sobre a gastronomia uruguaia, o que no final causou um certo desapontamento. As carnes são boas, com cortes diferentes, mas sem nenhum tempero, assim como a maioria dos pratos. O que salva são os temperos para colocar na comida depois de pronta, como o chimichurri, que cai bem com qualquer carne! Compramos um vidro de chimichurri no mercado, mas acabamos por abandoná-lo na geladeira do hostel em Buenos Aires… Fomos comer a tal da “Parrilla” no Mercado do Porto. Se falasse que a carne é ruim, estaria mentindo, mas também não tinha nada que justificasse o preço.

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Encontramos muitos alfajores no Uruguai, mas o melhor, na minha opinião, foi o “alfajor-hambúrguer” que compramos em uma barraquinha de comida de rua a 30 pesos uruguaios (cerca de R$ 3,00). Barraquinhas de rua que são frequentes no centro de Montevidéu, nas ruas transversais à Avenida 18 de Julio, principal via da cidade. Mesmo esses points populares seguem o mesmo esquema, simplicidade e falta de tempero. Temperamos os lanches na hora, com chimichurri, molho tipo vinagrete e vários outros tipos disponíveis. Em Punta del Este comemos um bife à milanesa com fritas imenso! (e relativamente barato…). Para economizar, fizemos compras no supermercado (Ta-Ta) algumas vezes. O achado? O hambúrguer deles é uma delícia! Agora não me recordo o nome da marca, mas a embalagem é um saquinho amarelo. Vale a pena! (Risos) No bairro do Prado, experimentamos o churros uruguaio, não muito diferente do brasileiro.

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Eles são bem exagerados com relação à comida, as porções geralmente são bem servidas. Comemos um chivito de fast food no Mercado Agrícola, o “Chivitos lo de Pepe”. Eu achei ótimo! Aliás, deve ser difícil um chivito ser ruim, é um “podrão” diferente. Comemos pizzas e chivitos mais tradicionais no “La Pasiva” (Eu vi esse sorrisinho de canto de boca…), que apesar do nome engraçado tem uma comida bem legal. Passamos pelo Café Brasilero, para tomar um cappuccino gelado e um cafezinho (por favor!). Vale a visita, mais pela aura do lugar do que pelo café propriamente dito.

VIDA NOTURNA

Aproveitamos bastante a área da Ciudad Vieja que, dizem os locais, nem é a melhor área para frequentar bares e boates. Em nossa primeira noite em Montevidéu (uma segunda-feira, diga-se de passagem), caímos de paraquedas no pub El Pony Pisador, perto do Teatro Solís, onde a atração era um duo muito bom chamado “Dos Guitarras”. Já começamos bem (bêbados!) nossa estadia no Uruguai. A Rua Bartolomé Mitre é bem servida de pubs, bares e lanchonetes. Curtimos algumas noites lá, uma vez no The Shannon e outras no Pony de novo, mas a rua tem uma aura obscura, com algumas figuras suspeitas (na maioria das vezes flanelinhas ou traficantes ou ambos!). O preço das bebidas é o mesmo praticado no Brasil… Não tivemos tempo de conhecer a vida noturna em Pocitos, onde se concentram os melhores bares e boates da cidade, dizem. Fica para uma próxima. A gorjeta no Uruguai não é obrigatória, porém é de praxe deixar 10% do valor consumido em qualquer estabelecimento.

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América do Sul, Punta del Este, Uruguai

Punta del Este | Uruguai, 2014

 

O que fizemos em nosso “bate e volta” ao balneário de Punta del Este, no departamento de Maldonado, Uruguai.

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La Mano / Los Dedos

 

Punta del Este, domingo, 17 de agosto de 2014 (7° DIA).

UM DOMINGO EM PUNTA DEL ESTE


Confesso que fui para Punta já um pouco cansado. Acho que meus companheiros de viagem também. Tanto que nem fizemos questão de acordar muito cedo em um domingo. A consequência disso foi perder o pôr do sol no Museu Casapueblo, que nem sequer conseguimos conhecer. Mas ainda assim valeu e muito a visita, pois o tempo – como em quase todos os dias – estava perfeito.


MALDONADO


Antes de chegarmos a Punta, passamos por Maldonado, uma simpática e linda cidadezinha costeira. O lugar inteiro parece uma espécie de condomínio chique e bem desenhado, com casas que devem valer milhões ao mesmo tempo em que devem passar a maior parte do ano vazias. Tinha um clima de cidade da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, em que boa parte das casas é hospedagem de veraneio. Não chegamos a descer para conhecer, mas com mais tempo e grana, certamente vale uma visita.


LA MANO


Assim que descemos na rodoviária de Punta, por volta do meio dia, descartamos a possibilidade de alugarmos um carro, pois os preços eram astronomicamente absurdos (para a nossa realidade mochileira, claro!). Bem em frente à rodoviária, encontra-se o mais famoso cartão postal de Punta del Este: a escultura do chileno Mario Irarrázabal, Monumento al Ahogado (“Monumento ao Afogado”), mais conhecida como Los Dedos ou La Mano. Construída em 1982, a escultura tem o intuito de alertar os banhistas sobre o perigo de banhar-se nas águas da Playa Brava. O mais difícil ao visitarmos o monumento é conseguirmos uma foto sozinhos, porque geralmente ele está lotado de turistas nos arredores – pelo que vimos mesmo no inverno – mas vale a tentativa!

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ERMITA DE NUESTRA SEÑORA DE LA CANDELARIA


Seguimos pela Rambla General José Artigas até a pequena Playa Elmir. Depois dessa praia chegamos a um simpático santuário dedicado à Virgem da Candelária, padroeira de Punta del Este. O santuário é muito bem conservado e limpo (como quase tudo no Uruguai), mas o cheiro dos milhares de mariscos ao redor é péssimo! Tampe o nariz e vá!

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PLAYA DE LOS INGLESES


Seguimos pela rambla até a Playa de los Ingleses. Nesta orla vimos o cadáver de um lobo ou leão marinho, aparentemente, morto a pouco tempo. Nos arredores do Heliporto Punta de la Salina, fizemos uma breve parada para descansar e tirar algumas fotos. Nesse heliporto existem, além de um mastro com a bandeira nacional, duas esculturas de sereias bizarramente disformes.

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FARO DE PUNTA DEL ESTE


Depois do Heliporto, em vez de seguirmos pela rambla, resolvemos encurtar o caminho pela Calle 2 de Febrero e chegar mais rápido ao Faro de Punta del Este, que fica em frente à simpática Iglesia Candelaria. Como era domingo, provavelmente o farol estaria fechado para visitação e, como também a fome já estava batendo, tiramos algumas fotos e começamos a procurar desesperadamente por um lugar para comer.

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ALMOÇANDO…


Finalmente achamos um lugar para almoçar, um restaurante simples em uma rua transversal à rambla, já do lado do porto. Por algum motivo não me recordo do nome do restaurante, mas a comida era boa, o preço não era dos mais absurdos e os garçons bem atenciosos. Eu pedi uma milanesa à parmegiana com fritas (que de tão gigante teve que ser dividida em duas) e dividimos um pudim (com doce de leite, claro!).

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O PORTO


De barriga cheia e com a disposição revigorada, voltamos para a rambla na direção do porto. O Puerto de Punta del Este é lindíssimo e caminhando pela orla, descobrimos porque o resto da cidade estava praticamente vazio: as pessoas se concentram do lado do porto, na Playa Mansa, onde a oferta de entretenimento é maior. Margeando-o pudemos observar bares, restaurantes, cassinos e um inesperado trânsito! Mas, como estávamos a pé, sem problemas.

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Seguimos pela Rambla General José Artigas (sim, apesar de estarmos do outro lado da cidade, era uma única rua) até um pequeno coreto no meio do cais em que pudemos ter uma visão geral da beleza do lugar. Punta Del Este se revelava encantadora, mesmo em um dia frio de inverno e fiquei imaginando como seria passar ao menos um fim de semana de verão ali. É um destino que, certamente, farei questão de repetir!


PÔR DO SOL INESQUECÍVEL


Depois de muitas fotos, nos demos conta que ainda não havíamos pensado em como chegar ao Museu Casapueblo e nem se daria tempo… Já eram mais ou menos 17h30 quando chegamos de volta à rodoviária para nos informar. Para o nosso desânimo, a moça da empresa de ônibus deu um sorrisinho e informou que o Casapueblo fecharia em trinta minutos, exatamente o tempo que levaria para sair o próximo ônibus… Não seria dessa vez…

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Conformados com o resultado de nossa falta de planejamento, voltamos para a beira do mar com a intenção de presenciar um espetáculo à parte: o pôr do sol em Punta. Antes de sentarmos na grama, tivemos que buscar vestígios de cocô de cachorro já que, como falado anteriormente, a população canina no Uruguai é imensa e mesmo o povo sendo extremamente educado para a maioria das coisas, no quesito cocô de cachorro eles eram tão mal educados quanto os brasileiros…

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O sol começou a se pôr por volta das 17h50 e, mesmo não sendo o famoso pôr do sol no Museu Casapueblo, o espetáculo do “astro rei” certamente não deixou a desejar em nada. Se Montevidéu conseguiu me proporcionar um nascer do sol espetacular, certamente o pôr do sol mais perfeito de nossa estadia no Uruguai foi em Punta del Este!

A seguir: El Prado, Montevidéu

América do Sul, Colônia do Sacramento, Uruguai

COLONIA DEL SACRAMENTO | URUGUAI

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Colonia del Sacramento, quinta-feira, 14 de agosto de 2014 (4° DIA).

O MELHOR PRESENTE

Em 2014 optei por passar o meu aniversário em um lugar diferente. Como a data coincidiria com a nossa estadia no Uruguai, eu tinha algumas opções: Montevidéu, Punta del Este, Colonia del Sacramento… No fim, acabamos em Colonia, mas o presente mesmo ganhei em Montevidéu. Por volta das 6h da manhã contemplei o nascer do sol mais espetacular dos últimos tempos!

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HERANÇA PORTUGUESA, HERANÇA ESPANHOLA

Depois de cerca de duas horas e meia de viagem, estávamos de volta à histórica Colonia del Sacramento. Fazia frio, a sensação térmica era de mais ou menos cinco graus e o dia estava com o céu limpo, sem uma nuvem sequer, o que deixaria as fotos ainda mais bonitas.

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Colonia del Sacramento, a cidade mais antiga do Uruguai, foi fundada por portugueses em 1680, mas passou para o domínio espanhol um século depois. Desde então, deu-se uma série de disputas e o resultado foi uma cidade tipicamente colonial com influências tanto portuguesas quanto espanholas. Devido à sua importância histórica, em 1995 a pequena cidade às margens do Rio da Prata foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO.

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Caminhar pelas ruas de pedras de Colonia é como fazer uma viagem no tempo. Longe da agitação das grandes capitais (fica a apenas uma hora de barco de Buenos Aires e a duas horas de ônibus/carro de Montevidéu), Colonia é perfeita para quem deseja tranquilidade e descanso.

O MINI TOUR

Chegamos cedo a Colonia, por volta das 10h da manhã e, na entrada do bairro histórico, paramos em um centro de informações turísticas para conseguir alguns mapas. Coincidentemente, um grupo estava se formando para conhecer a cidade com o auxílio de uma guia e embarcamos nessa leva por 150 pesos.

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A guia era uma senhora de cinquenta e poucos anos, cujo nome não me lembro no momento, e falava em um espanhol muito rápido. Tão rápido que o passeio pelo centro histórico durou, no máximo, trinta minutos! Fazendo jus ao preço (cerca de R$ 15,00)… Lá pelas 11h30 já estávamos livres para perambular pela cidade sozinhos.

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BASÍLICA DEL SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Um dos pontos interessantes que conseguimos conhecer mais detalhadamente durante o mini tour foi a Basílica del Santísimo Sacramento, primeira igreja fundada no Uruguai . Reformada em 1810, manteve a simplicidade da arquitetura portuguesa original.

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UM POVO CINÓFILO

Depois do fast tour”, fomos caminhar pela cidadela para rever os principais pontos turísticos com mais calma. No caminho, fizemos amizade com alguns dos muitos cachorros que habitam as ruas da cidade e a passamos pelo Aquário de Colonia, mas não chegamos a entrar. Passeamos pela orla do Rio da Prata até chegarmos ao charmoso cais com seus barcos ancorados. Depois de algumas fotos, seguimos pela costa registrando os prédios e carros antigos. É uma cidade para curtir sem pressa, o que pode torna-la monótona se você não é do tipo que se interessa por História.

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Algum tempo depois a fome já estava batendo e resolvemos comer alguma coisa no Freddo, finalmente (passamos os dias anteriores tentados a entrar em um, mas não o havíamos feito até aquele momento). “Para mim um café e um alfajor, por favor!”. De quebra ganhei uma bola de sorvete como cortesia! Era o mínimo, já que tudo custa o olho da cara!

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CALLE DE LOS SUSPIROS

Depois do segundo café do dia, voltamos à Calle de los Suspiros para fotos e uma exploração mais apurada. Muitas lendas rondam essa rua calçada com típicas pedras portuguesas. Segundo a guia, era por ela que chegavam os escravos trazidos da África, por isso os suspiros: de sofrimento. Outra versão diz que por ali passavam os condenados à morte para serem fuzilados às margens do Rio da Prata. Já outra versão curiosa atribui o nome a suspiros de prazer, uma vez que a rua pode ter sido uma típica localidade de prostituição. Seja qual for a versão verdadeira – inclusive todas as versões simultaneamente – uma vez em Colonia, não deixe de conhecer a Calle de los Suspiros!

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FARO DE COLONIA

Perto da Calle de los Suspiros encontra-se o Faro de Colonia. Pelo preço simbólico de 20 pesos (cerca de R$ 2,00), podemos subir até o topo do farol, que começou a ser construído em 1855 sobre as ruínas do convento de São Francisco Xavier, e contemplar uma vista de 360° do centro histórico. Vale muito a pena!

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BASTIÓN DE SAN MIGUEL

O Bastión de San Miguel é o que resta hoje de uma grande muralha construída em 1745 pelos portugueses. Com o intuito de proteger estrategicamente a cidade de ataques estrangeiros provenientes do Rio da Prata, a ruína possui ainda hoje canhões de guerra muito bem conservados. Seguindo por essa muralha, voltamos à entrada do bairro histórico, o Portón de Campo.

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A DEPRESSÃO URUGUAIA

Em Colonia del Sacramento, talvez por ser uma cidade histórica, parece que a vida segue em um ritmo próprio, lento, arrastado. Eu sentia uma introspecção melancólica no ar, creio que a Ingrid também, mas ninguém foi mais afetado por essa vibe do que o Auli. Depois de algumas horas em Colonia ele passou a sofrer de um mal que apelidamos carinhosamente de “A Depressão Uruguaia” (risos) que nos acompanhou durante quase toda a estadia.

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PORTÓN DE CAMPO

O Portón de Campo (Puerta de Campo/Puerta de la Ciudadela) é a entrada para o bairro histórico e um dos cartões postais de Colonia. Construído em 1745, ainda sob domínio português, o monumento já passou por inúmeras reformas, assim como as ruínas da muralha em seu entorno e a ponte levadiça. Devido ao seu valor histórico – e a própria localização – o Portón de Campo é uma das atrações imperdíveis de Colonia del Sacramento.

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ANJO PRETO

Depois de passarmos a manhã perambulando pelo centro histórico, tínhamos que encontrar um lugar para o meu almoço de aniversário. Nos arredores da Plaza Mayor, perto da Basílica del Santísimo Sacramento, encontramos um simpático restaurante chamado Anjo Preto. O restaurante é simples, mas bem elegante e o mais importante: com wi-fi e preços acessíveis! No cardápio constava desde parrillas até massas e acabei optando pela última. Recomendo! Mas existem muitas outras opções (para todos os bolsos) nos arredores.

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DE VOLTA AO CAIS

Depois de um cafezinho pós-almoço, retornamos ao cais para mais uma sessão de fotos. Tanto eu quanto a Ingrid tiramos fotos de tudo, desde os barquinhos até os cachorros que às vezes nos seguiam… Já o Auli achava aquilo um saco (risos) e por diversas vezes brincamos que venderíamos as nossas fotos para ele já que ele não tirava nenhuma.

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“SO SOON?”

Em Colonia nos limitamos ao centro histórico, não chegamos a conhecer tudo. Assim que saímos da rodoviária da cidade, damos de cara com algumas empresas de aluguel de carros e quadriciclos, mas não queríamos gastar grana com isso (cerca de US$ 50,00 por pessoa) o que nos limitou até onde pudéssemos andar… Quem tiver mais tempo, grana e disposição pode alugar um desses veículos para conhecer as praias e outras construções históricas mais distantes, como a Plaza de Toros.

OS ÔNIBUS

Voltamos para a rodoviária por volta das 16h e ainda tivemos que esperar até às 17h para pegar o próximo ônibus. Pegamos o ônibus intermunicipal da empresa COT e não nos arrependemos. Além do wi-fi gratuito durante todo o caminho, a frota é bem confortável e com preços justos. Uma curiosidade: Parece que rola um overbooking nos ônibus intermunicipais no Uruguai. Durante o trajeto de volta, várias pessoas viajavam em pé e o ônibus ficou lotado…

E assim, por volta das 19h30 já estávamos de volta à gélida noite de Montevidéu…

Andarilho

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América do Sul, Montevidéu, Uruguai

MONTEVIDÉU | URUGUAI

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Montevidéu, segunda-feira, 11 de agosto de 2014 (1°dia).

 

O MEIO DE TRANSPORTE

Depois de duas horas e meia viajando de barco de Buenos Aires a Colonia del Sacramento, enfrentamos mais duas horas de ônibus, mais ou menos, para finalmente chegar a Montevidéu, capital do Uruguai. Todo o trajeto de ida foi bem tranquilo, sem atrasos ou imprevistos. Descemos em Buenos Aires por volta das 9h30 da manhã e trocamos alguns reais por pesos argentinos apenas para pagar o táxi. O ferry boat sairia do posto da Colonia Express – em Puerto Madero, se não me engano – às 12h, então tínhamos tempo de sobra para procurar um táxi, o que conseguiríamos com facilidade na saída do Aeroparque Internacional Jorge Newbery. No trajeto para o porto, enquanto comentávamos sobre o visual da cidade, o Auli cometeu a primeira gafe da viagem tentando se comunicar com o motorista de táxi em um portunhol improvisadamente tosco. O motorista o ignorou solenemente… E os três tiveram uma inevitável crise de riso! Definitivamente, o início de qualquer viagem é sempre muito divertido.

Descemos no porto e nos direcionamos para a segunda imigração do dia. Um caldeirão de nacionalidades e línguas diferentes compunha a imensa fila que se formou de repente: brasileiros, chineses, alemães, peruanos, holandeses, até árabes com suas roupas exóticas. Aparentemente, o posto da Colonia Express estava em reforma, pois fizemos vários desvios até a sala de embarque. Lá aguardamos mais uns trinta minutos e embarcamos. Eu estava morrendo de sono, tinha ido para o aeroporto por volta de 1h da manhã e não havia dormido aquela noite. Aproveitei a tranquilidade do barco para uma longa soneca, rezando para desembarcarmos diretamente em Montevidéu dali a quatro horas. Nada disso! Fomos parar em Colonia del Sacramento…

Em Colonia, o desembarque foi longo. A estação de lá também estava em obras e andamos um bom caminho arrastando as malas até o ônibus que faria a conexão. Confesso que preferi ignorar essa possibilidade, mas no final deu no mesmo em termos de duração do trajeto. A estrada entre Colonia e Montevidéu é bem bonita e, nesse trecho, além de conversarmos sobre a viagem, preferi ignorar o sono e o cansaço e simplesmente curtir a paisagem bucólica. Chegamos a Montevidéu no horário programado, por volta das 17h, no Terminal Rodoviario Tres Cruces. Fizemos o câmbio necessário e tomamos um táxi em direção ao hotel.

O RENTLINE

O Rentline foi a estadia mais cara da viagem. Na época concordamos que “merecíamos” um pouco de luxo no início da viagem e valeu muito a pena. Na verdade, trata-se de um apart hotel e alugamos um conjugado para três pessoas no 11° andar. O maior atrativo era a vista maravilhosa para o Rio da Prata e para a Iglesia del Sagrado Corazón, mas de uma forma geral as instalações e a localização (San José, 1478) fizeram com que o lugar tivesse um excelente custo-benefício. Até porque, comparando com a Argentina o Uruguai saiu mais caro em quase todos os aspectos. Mas vamos aos pontos positivos e negativos:

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Positivos: Custo-benefício; privacidade; boa localização; equipe atenciosa e acessível (principalmente no período noturno – “Hola, Walter!”); disponibilização da maioria dos utensílios de cozinha; aquecedores eficientes; aluguel de bikes; wi-fi; A VISTA!

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Negativos: Banheiro sem ventilação e com cheiro de esgoto em alguns períodos do dia; vazamento na pia da cozinha; sem serviço de limpeza diário (é pago à parte); fogão elétrico ineficiente.

A PRIMEIRA NOITE

Não havíamos programado nada para a primeira noite, até porque não sabíamos em que estado iríamos chegar. Mas depois de comermos algo no Burguer King da Avenida 18 de Julio, resolvemos estrear as bebidas que havíamos comprado no Duty Free e a vodka com Schweppes caiu tão bem que resolvemos cair na noite em plena segunda-feira! (Férias, como eu te amo!)

 

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Caminhamos novamente pela Avenida 18 de Julio, em direção à Ciudad Vieja. Nesse trecho constatamos que mesmo a maconha não sendo totalmente legalizada no Uruguai, os adeptos da erva a fumam sem cerimônia nas praças, nos pontos de ônibus e em frente aos bares. Passamos pela Plaza Independencia e pela Puerta de la Ciudadela (que bem poderia ser chamada de “Porta do Vento”, pois quase fomos carregados por ele…) até que avistamos o famoso Teatro Solís, com sua iluminação noturna.

EL PONY PISADOR

Paramos alguns minutos apreciando a beleza do Teatro e aproveitamos para tirar algumas fotos. Notamos um burburinho na esquina da Calle Bartolomé Mitre e fomos verificar do que se tratava. Essa rua tem uns quatro ou cinco pubs e para uma segunda-feira gelada (acredito que estava perto dos cinco graus) estava bem agitada. Resolvemos entrar no El Pony Pisador onde o duo Dos Guitarras estava se apresentando aquela noite. O som estava animado, com clássicos do rock e verdadeiras road songs: Rod Stewart, Creedence Clearwater Revival, Beatles etc. Mas o impagável foi a dupla cantando “Já Sei Namorar” dos Tribalistas em homenagem aos clientes brasileiros.

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Segundo alguns locais, a rua não é das mais bem frequentadas. É verdade que encontramos algumas figuras suspeitas pelo caminho, flanelinhas, traficantes (alguns desempenhavam as duas funções!), bêbados etc… Mas nada que não encontramos em grandes centros históricos boêmios, como a Lapa, no Rio de Janeiro. Depois de gastarmos quase todos os nossos pesos bebendo, resolvemos que já era a hora de descansar se quiséssemos aproveitar o “primeiro dia de fato” em Montevidéu. E voltamos por todo o caminho da 18 de Julio “no brilho” e curtindo o frio. Grande primeira noite!

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Montevidéu, terça-feira, 12 de agosto de 2014 (2° dia).

 

CIUDAD VIEJA

O segundo dia nos presenteou com um sol incrível! A vista do hotel para o Rio da Prata naquele dia de céu extremamente azul era um espetáculo a parte. Fizemos o mesmo trajeto do dia anterior em direção à Ciudad Vieja. Perto da Intendencia Municipal de Montevidéu, tiramos fotos com a réplica do Davi de Michelângelo e seguimos pela Avenida 18 de Julio até a Plaza Independencia. Nesta praça, encontramos monumentos importantes como o monumento equestre em homenagem ao herói nacional José Artigas, o Palácio Estévez, o Palacio Salvo e a Puerta de la Ciudadela, que fica no início (ou seria no final?) da Calle Sarandí, uma das ruas históricas mais importantes da cidade de Montevidéu. Nessa rua podemos encontrar desde as mais diversas lojas, até apresentações musicais e uma feira popular bem interessante. A partir da Plaza Independencia podemos avistar também o famoso Teatro Solís.

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Passando pela Calle Sarandí chegamos à Plaza Constitución com seu belíssimo chafariz central ornamentado com anjos e sátiros bebês (!). Nessa praça também está situada a Catedral Metropolitana de Montevidéu. Como estávamos no meio do inverno no Hemisfério Sul, as árvores estavam completamente nuas. Caminhando um pouco mais pela Sarandí, vimos a apresentação de um grupo de música new age chamado Pacha Delica (pelo que entendi, o nome vem de uma mistura de Pacha Mama – deusa inca da terra e da fertilidade – e “psicodélica”) com um som bem exótico. Antes de chegar às ramblas (orlas), demos uma passada rápida pela Plaza Zabala e na Dirección General de la Reserva Naval.

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RAMBLAS

Montevidéu possui uma orla imensa dividida em ramblas com praias de tamanhos diversos às margens do Rio da Prata. A primeira que visitamos foi a Rambla Francia e seguimos até o Cubo del Sur com seus canhões antigos, na Rambla Gran Bretaña. A intenção era conhecer as ramblas de bicicleta, o que faríamos no dia seguinte.

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MERCADO AGRÍCOLA

A fome estava apertando e o Auli queria experimentar uma legítima parrilla uruguaia. Sabíamos que um dos lugares mais tradicionais para experimentar o churrasco uruguaio é o Mercado do Porto e como estávamos de volta à Plaza Independencia (minhas fotos ficaram uma porcaria e voltei para conseguir umas melhores), resolvemos pegar um táxi para chegar até lá. Mas depois de comermos alguns alfajores deliciosos em uma padaria perto da Puerta de la Ciudadela, fomos convencidos pelo taxista a irmos ao moderno Mercado Agrícola, em vez do tradicional Mercado do Porto. O que nos convenceu foi saber que o mesmo ficava no caminho para o Estadio Centenario, que pretendíamos visitar mais tarde.

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O Mercado Agrícola de Montevidéu aparentemente é um prédio antigo reformado e transformado numa espécie de shopping. Não vimos nada de mais além das usuais tentações gastronômicas como doces de todas as espécies. Ficamos com medo dos possíveis preços elevados nos restaurantes chiques e resolvemos almoçar um chivito no Chivitos lo de Pepe. Sem arrependimentos!

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ESTADIO CENTENARIO

Saindo do Mercado Agrícola, caminhamos algumas quadras e depois de alguns minutos tentando pegar um ônibus (todos vinham lotados aquele horário), nos rendemos a um táxi. Não sei qual era a sensação térmica, mas estava MUITO frio!

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O Estadio Centenario, que fica no Parque Battle, foi construído originalmente para ser a sede da primeira Copa do Mundo, em 1930. Neste ano, o Uruguai conquistou o seu primeiro título mundial. Pelo valor histórico, creio que o estádio poderia estar mais bem conservado, nem que para isso aumentassem o valor do ingresso para visitação (míseros 50 pesos uruguaios). O Parque Battle também abriga um dos monumentos La Carreta (no bairro do Prado podemos encontrar outro), o que rende boas fotos. Tentamos novamente pegar um ônibus para voltar, mas não havia condições…

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COMPRAS

Com o intuito de economizar o máximo possível, resolvemos que aproveitaríamos a estrutura do apart hotel para fazer nossas próprias refeições. Fomos conhecer o popular supermercado Ta-Ta na Avenida 18 de Julio. O lugar não deixa nada a desejar aos melhores supermercados brasileiros, mas fazer compras em outro país é sempre um desafio… Passamos horas decidindo o que levar, qual quantidade, quanto queríamos gastar etc. No final, acabamos levando um monte de besteira: um hambúrguer delicioso que, no momento, não recordo a marca; salgadinhos; biscoitos; frios; pão; bebidas e – claro – um pote de chimichurri (que negócio viciante!) e alguns alfajores!

Montevidéu, quarta-feira, 13 de agosto de 2014 (3° dia).

BIKE NA RAMBLA

Alugamos no próprio hotel, por US$ 20,00 cada, três bicicletas com a intenção de passear pelas ramblas (“Gracias, Valentina!”). Em outro dia lindíssimo, decidimos seguir na direção contrária à Ciudad Vieja, com o intuito de pedalar desde a Rambla Republica Argentina até o bairro de Pocitos.

O EDIFÍCIO MERCOSUL

Na Rambla Presidente Wilson, fizemos uma breve parada em frente ao Edifício Mercosul para tirar algumas fotos. O prédio fica ao lado de um dos mais famosos cassinos de Montevidéu, o Parque Hotel. Construído em 1906 para ser um hotel de luxo, atualmente é a sede administrativa do Mercosul, o escritório regional da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Representação Regional da UNESCO.

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O PARQUE RODÓ

Pedalamos pela rambla até o Parque José Enrique Rodó, ou simplesmente, Parque Rodó. Para quem gosta de atividades ao ar livre, é uma ótima opção para caminhadas, corridas, piqueniques etc. Quem viaja com crianças, pode aproveitar também o parque de diversões anexo. Passamos alguns minutos tirando fotos e desfrutando da tranquilidade do lugar e voltamos para a rambla.

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MEMORIAL DO HOLOCAUSTO

Ainda na Rambla Presidente Wilson, logo após o Clube de Pescadores de Montevidéu, chegamos ao Memorial do Holocausto do Povo Judeu. Inaugurado em 1994, foi concebido pelos artistas Gastón Boero, Fernando Fabiano e Sylvia Perossio em homenagem aos judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

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PUNTA CARRETAS

A intenção era chegar até o bairro de Pocitos, mas ao nos aproximarmos do Club La Restinga e do Farol de Punta Carretas nos demos conta do quanto estávamos exaustos e famintos! Além de ter de voltar todo o caminho já feito, precisaríamos continuar um bom pedaço até chegarmos ao Mercado do Porto e à tão desejada parilla. Decidimos, após alguns minutos de descanso, que era a hora de regressar…

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O MERCADO DO PORTO

O caminho de volta foi extremamente cansativo. Pedalando contra o vento, de tempos em tempos tínhamos que parar para recuperarmos o fôlego. Depois de uma eternidade, finalmente chegamos à Rambla 25 de Agosto de 1825, na região portuária. O Mercado do Porto é um dos ícones de Montevidéu. Conhecido por ser um lugar turístico, é famoso pelas parrillas (churrasco à moda uruguaia) e lá fomos nós experimentar. Sinceramente, apesar da fome sobrenatural que estávamos não achei a comida nada de mais… Pelo contrário, o custo benefício foi péssimo: gastamos cerca de 600 pesos cada um em uma parrillada (que não estava ruim, mas não era a melhor carne do mundo) e duas cervejas! Compramos gato por lebre nessa, mas confesso que se a fome não estivesse tão crítica e o lugar já não estivesse fechando (era um pouco mais de 15h) nós poderíamos ter pesquisado melhor… Ainda assim, vale a visita!

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CIUDAD VIEJA DE BIKE

Passeamos de bicicleta pela Ciudad Vieja em plena quarta-feira e foi bem tranquilo. Apesar das ruas cheias de pedestres e trânsito em alguns pontos, o povo uruguaio é muito educado e não tivemos nenhum tipo de problema. Em tempo, eu estava louco por um café e lembramos que ainda não tínhamos visitado o Café Brasilero.

O CAFÉ BRASILERO

Chegamos no final da tarde ao charmoso Café Brasilero. Enquanto meus companheiros se deliciavam com um cappuccino gelado, eu estava sedento por um café preto tradicional. Como havíamos acabado de almoçar, não experimentamos nada de comer, mas as sobremesas eram extremamente convidativas. Fundado em 1877, a decoração do lugar é bem tradicional e aconchegante, criando um clima que nos faz querer viajar no tempo. Aliás, toda a Montevidéu tem um clima muito retrô

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ARRISCANDO A VIDA

O caminho para o hotel não era mais tão tranquilo quanto a Ciudad Vieja, mas mesmo assim, resolvemos seguir de bike até a Calle San José. Em alguns momentos, principalmente em subidas e descidas a coisa ficava tensa e nos perdemos um do outro no trajeto. A pior parte foi passar por baixo do prédio da Intendencia Municipal de Montevidéu junto com carros, ônibus, motos e pedestres ao mesmo tempo… Mas, valeu a aventura!

JANTANDO “PASSIVAMENTE”

A despeito do cansaço, não conseguimos ficar em casa na terceira noite, fomos procurar alguma coisa para comer na Calle Sarandí. A Ciudad Vieja à noite pode ser bem melancólica… Passamos novamente pela Puerta de la Ciudadela (quase sendo carregados pelo vento) e fizemos uma parada na Plaza Constitución – que com sua iluminação noturna tem um clima extremamente gótico – onde fica uma das filiais do La Pasiva (Deus está vendo esse sorrisinho de canto de boca…), restaurante/lanchonete tradicional de Montevidéu. Enquanto a Ingrid preferiu pedir uma pizza e o Auli um frango grelhado, eu optei por encarar outro chivito. De quebra, dividimos um flan com doce de leite como sobremesa. Espetacular!

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Montevidéu, quinta-feira, 14 de agosto de 2014 (4° dia).

COLONIA DEL SACRAMENTO

Mais um dia de clima perfeito amanheceu em Montevidéu. Levantamos junto com o sol, pois passaríamos o dia em Colonia del Sacramento, a duas horas da capital.

DE VOLTA A MONTEVIDÉU

Voltamos relativamente cedo de Colonia, por volta das 17h, e depois de descansarmos um pouco, meus companheiros de viagem resolveram que queriam continuar as comemorações do meu aniversário, mas depois de Colonia del Sacramento a minha animação era zero…

O BLUZZ

Descemos pela Calle Soriano e tentamos pela primeira vez, sem sucesso, entrar no Baar Fun Fun, que já estava lotado. Era o que eu tinha programado para a noite do meu aniversário, assistir a uma apresentação de tango e candombe, o que nunca aconteceu. Continuamos mais um pouco e fomos parar em um lugar chamado Bluzz Bar, também nos arredores do Teatro Solís. A primeira vista estava bem animado, cheio e com música alta. Foi o tempo de entrarmos, pedirmos uma cerveja e em alguns minutos houve uma debandada quase geral. Nos conformamos com a situação e decidimos orbitar novamente pela Bartolomé Mitre.

THE SHANNON

Não queríamos nos render novamente ao Pony Pisador, então, dessa vez, resolvemos beber alguma coisa no pub vizinho, o The Shannon. O som estava animado e resolvemos entrar, mas antes mesmo de conseguirmos uma mesa nos demos conta que quem estava cantando era o mesmo duo do Pony, o Dos Guitarras!! Putz! Não teve como escapar! Beleza, os caras mandavam bem… Encaramos mais um set de música brasileira – incluindo o “mega hit” Menina Veneno, que causou alvoroço em grupo de pelo menos uns dez brasileiros em frente ao palco – e depois de uns drinks a mais resolvemos que era hora de se entregar a Morfeu.

 

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Montevidéu, sexta-feira, 15 de agosto de 2014 (5° dia).

CORRIDA NA RAMBLA

E a tão aguardada sexta-feira em Montevidéu chegou sem a animação esperada. Acordamos tarde nesse dia e o Auli ainda estava com sintomas leves da “Depressão Uruguaia” adquirida em Colonia del Sacramento (risos). Eu e Ingrid resolvemos dar um fim ao sedentarismo e fomos correr na rambla gelada. É incrível como o vento consegue diminuir a sensação térmica dos lugares. Em pleno sol do meio-dia, precisamos de uns quinze minutos correndo para nos sentir “levemente” aquecidos… Alternamos caminhada e corrida por mais ou menos uma hora e encontramos o Auli na 18 de Julio para fazer câmbio e irmos ao mercado novamente.

SEXTA-FEIRA EM MONTEVIDÉU

Depois do mercado, voltamos para a casa e resolvemos não fazer nada até a noite, quando decidiríamos o destino da primeira “sexta sem lei” da viagem. Depois de tentar entrar mais uma vez no Baar Fun Fun, acabamos no The Shannon novamente, mas estava chato e partimos para um inferninho nos cafundós de Montevidéu onde dançamos cúmbia até às 5h da manhã…

Montevidéu, sábado, 16 de agosto de 2014 (6° dia).

 

 

TANGO NA PRAÇA E O ALFAJOR-HAMBÚRGUER

Acordamos com menos ressaca do que eu imaginei no sábado pós-farra. Hoje, tínhamos programado de conhecer Punta del Este, mas era humanamente impossível… Enquanto o Auli curtia a sua introspecção, eu e Ingrid decidimos conhecer o arborizado bairro El Prado. Para economizar e conhecermos um pouco o cotidiano do lugar, decidimos que iríamos de ônibus. No caminho, testemunhamos alguns casais dançando tango na Plaza Cagancha. Na Avenida 18 de Julio compramos uns alfajores para viagem. Mas não eram simples alfajores, eram imensos, do tamanho de um hambúrguer!

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EL PRADO

Chegamos tarde ao Prado, bem depois da hora do almoço, então, tínhamos pouco tempo para conhecer o famoso bairro. Logo após descermos do ônibus, demos de cara com outro monumento “La Carreta”, tão bonito quanto o que havíamos conhecido no Parque Battle.

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O Parque Prado me lembrou um pouco a Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Só que bem mais limpo e organizado. Como era um sábado, o parque estava cheio de jovens com suas garrafas térmicas com água quente para preparar o mate, crianças brincando, idosos passeando, pessoas se exercitando ou simplesmente passeando com seus cachorros (que no Uruguai são muitos!). Foi uma tarde agradável em que pudemos treinar o nosso lado fotógrafo.

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O Parque Prado foi inicialmente a Quinta del Buen Retiro de José de Buschental que se encarregou de construir uma bela paisagem com árvores, flores e outras espécies florestais trazidos de diferentes países. O parque é atravessado pelo Arroyo Miguelete, acompanhado do Monumento aos Últimos Charrúas, La Rosaleda, o Hotel del Prado e bandeiras da Associação Rural.

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MONUMENTO AO GAÚCHO

Estávamos tão acostumados a passar diariamente pelo Monumento ao Gaúcho, que nem percebemos que ainda não o havíamos fotografado. Depois de quase nos perdermos em uma parte desconhecida da Avenida 18 de Julio e de passarmos mais uma vez no supermercado Ta-Ta para compras emergenciais, resolvi aproveitar o que seria uma das últimas chances de registrar o tal monumento.

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DESPEDIDA (NO PONY PISADOR, CLARO!)

Combinamos que iríamos no dia seguinte para Punta, mas não muito cedo, já que queríamos uma despedida decente e não havia lugar melhor do que aquele em que tudo começou! O Pony Pisador estava mais cheio do que o de costume, lógico. Em vez do Dos Guitarras, uma banda inteira (que não me lembro o nome) ia se apresentar aquela noite. Conseguimos uma mesa no segundo andar, mas logo fomos expulsos pela garçonete para outra, na lateral, pois o lugar estava enchendo e ela retiraria boa parte das mesas. Os caras seguiam o mesmo estilo eclético do Dos Guitarras: rock clássico, pop rock argentino e uruguaio e típicas músicas de beira de estrada! Em determinada hora, andar já estava impossível, as bebidas demoravam para chegar e havia uma fila imensa para ir ao banheiro. Decidimos que era a hora de nos guardarmos para a tão esperada Punta del Este. Não foi incrível como a primeira noite, mas foi uma despedida digna!

A TRILHA SONORA

Em Montevidéu tivemos uma overdose de Coldplay e Pharrell Williams. Escutávamos praticamente todo dia! Fora isso, de vez em quando eu obrigava meus companheiros de viagem a escutarem Jorge Drexler, famoso “cantautor” uruguaio de “Al Otro Lado del Río”, primeira música em espanhol a vencer o Oscar de melhor canção original em 2005 com o filme Diários de Motocicleta de Walter Salles. Na noite escutamos alguma coisa de música brasileira e muita road music . No El Pony Pisador, fora a já mencionada versão para “Já Sei Namorar” dos Tribalistas, a música que mais me marcou foi o hit do Creedence Clearwater Revival, “Have You Ever Seen The Rain?”. Além disso, tivemos o primeiro contato com a cúmbia e o candombe, mas não me lembro de uma música em particular desses estilos.

Montevidéu, domingo, 17 de agosto de 2014 (7° DIA).


DE VOLTA A MONTEVIDÉU…

Depois de passarmos um dia ensolarado em Punta del Este, voltamos a Montevidéu para o devido descanso, pois no dia seguinte embarcaríamos de volta a Buenos Aires para uma semana de estadia.

Chegávamos ao fim da primeira estação…

Andarilho

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América do Sul, Argentina, Uruguai

URUGUAI & ARGENTINA 2014 – PREPARATIVOS

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“É TÓIS!”

A Copa do Mundo FIFA de 2014 acabara há mais ou menos um mês. A seleção brasileira – como seria impossível de esquecer – havia sido humilhada pela seleção alemã (perdendo de 7 a 1) e estava fora da disputa. Os alemães, por sua vez, depois de esbanjarem simpatia, carisma e profissionalismo em sua estadia no Brasil, ganharam a taça em cima da seleção argentina, que acabou por amargar o segundo lugar. Já a seleção uruguaia deixou o mundial precocemente, logo após o episódio da mordida de Luis Suárez em um jogador italiano. Eu, que não me considero um entusiasta do futebol, tive que reconhecer mais uma vez que o esporte consegue abalar as estruturas de um país, principalmente durante o mundial. E nesse clima futebolístico, após a invasão argentina para assistir à final no estádio do Maracanã, era a hora de partirmos em direção ao sul a fim de conhecer as terras dos “hermanos”.

TICKET PARA O FIM DO MUNDO

Conhecer as nações do Rio da Prata não exige uma preparação muito elaborada. Não precisamos de vacina e nem precisamos nos preocupar com a altitude (graças a Deus!). E sequer precisamos de passaporte, bastando apenas um documento de identificação válido, uma vez que ambos os países fazem parte do Mercosul. Mas, como viajaríamos no inverno, tivemos que nos atentar ao vestuário, principalmente porque o roteiro incluía Ushuaia, na Patagônia Argentina, como destino final. Pensando que talvez encarássemos temperaturas perto de zero grau, tratei de adquirir um conjunto de segunda pele e tirei do guarda-roupa todo o meu vestuário de frio. Para curtirmos sem contratempos o “Fim do Mundo”, como é conhecida a cidade de Ushuaia – considerada a cidade mais austral do mundo – precisaríamos ainda de roupas e calçados impermeáveis. Por sorte, não precisamos carregar tudo do Brasil, pois a cidade conta com inúmeras lojas especializadas em aluguel e venda de roupas e equipamentos para neve.

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PELO AR, PELA TERRA, PELA ÁGUA

Em comparação com a minha viagem anterior (para o Peru, em 2013), os voos seriam muito mais calmos, curtos e, o mais importante, sem escalas! (pelo menos na ida) Mas a estadia seria mais longa, o que exigia um esforço maior para nos adequar ao custo-benefício de cada lugar. Chegaríamos pelo Aeroparque Internacional Jorge Newbery, no coração da cidade de Buenos Aires. Já a viagem de volta sairia do Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas , em Ushuaia, direto para o Aeroparque Jorge Newbery, mas o voo para o Brasil partiria do Aeroporto Internacional de Ezeiza (Ministro Pistarini), o que exigiria uma atenção maior, visto que este fica a alguns quilômetros do centro, sendo acessado por uma via expressa. Todos os voos foram feitos pela Aerolíneas Argentinas. Em vez de ir direto para Montevidéu de avião, optamos por fazer o trajeto Buenos Aires – Colonia del Sacramento, de ferry boat pelo imenso Rio da Prata, e de lá para Montevidéu de ônibus, pois o custo seria menor. Na verdade esperávamos desembarcar diretamente em Montevidéu, mas tivemos que fazer parte do caminho por terra. Existem três empresas que fazem esse trajeto: Buquebus, Seacat e Colonia Express. Depois de ponderarmos sobre o preço e as datas e horários disponíveis em cada companhia, optamos por irmos de Colonia Express, comprando o ticket alguns meses antes. A viagem de barco é bem tranquila e até Colonia del Sacramento dura um pouco mais de duas horas, mesmo tempo que levamos de ônibus até Montevidéu, a primeira estação.

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A CARAVANA

Nas férias de 2014 perdi um dos meus companheiros de estrada, o Fabricio, que vai se casar em breve e não pôde embarcar em outra trip pela América do Sul… Para compensar, arrumei não um, mas dois loucos aventureiros como companhia! Auli e Ingrid também trabalhavam comigo e arranjamos de tirar as férias no mesmo período (outro inverno, claro!) e assim a caravana foi aumentando!

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RESUMO DO ROTEIRO

Destinos: Uruguai e Argentina
Meios de Transporte: Avião, barco e ônibus
Quilometragem: 8.688 km de avião + 406 km de barco + 706 km de ônibus
Período: 11/08 – 31/08/2014

A viagem duraria ao todo vinte e um dias: uma semana no Uruguai e duas em terras argentinas. O “acampamento base” no Uruguai foi a capital, Montevidéu. De lá fizemos viagens curtas “bate e volta” para Colonia del Sacramento e Punta del Este. O roteiro incluía também uma visita a Pueblo Garzon, famoso pela culinária, mas acabou ficando fora do orçamento e deixamos para uma próxima oportunidade.

 

Na Argentina reservaríamos uma semana para conhecer a capital, Buenos Aires, passando um dia no zoológico de Luján, e mais seis dias na neve de Ushuaia, na província da Terra do Fogo.

Andarilho

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