Cultura, Notícias, Turismo

Top 5 Bares de Vinho em Lisboa

Junto com a glória de Lisboa como destino turístico, cresceu também ao longo da última década a reputação dos vinhos portugueses.

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A linda Lisboa

 

As vendas de vinhos portugueses têm crescido consideravelmente nos últimos anos. No Reino Unido, por exemplo, a importadora Oakley Wine Agencies, registrou um crescimento de mais de 60% na procura dos produtos.

O cenário gastronômico da cidade também está prosperando com a presença de vários restaurantes com estrelas Michelin, incluindo Belcanto, Alma e Loco, ao lado de uma lista de tabernas fabulosamente rústicas que servem pratos tradicionais e dezenas de cevicherias – que destacam a reputação estelar da cidade no quesito frutos do mar.

Que melhor lugar para conhecer a empolgante e diversificada indústria vinícola de Portugal, do que percorrer os muitos tradicionais bares de vinho espalhados por Lisboa, com uma taça na mão e um prato de petiscos na outra?

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Cultura, Música, Notícias, Road Music

Fitxadu | Sara Tavares

O novo álbum da cantora e compositora Sara Tavares, “Fitxadu”, que significa em crioulo cabo-verdiano “fechado”, é constituído por 11 canções e editado no próximo dia 27, anunciou hoje a promotora.

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Divulgação

Sara Tavares participa na autoria de quase todos os temas do CD, quer como compositora ou letrista, em parceria com outros autores ou a solo, sendo a única exceção “Para Sempre Amor”, com letra e música de Bilan.

O CD, o quinto da cantora, abre com “Onda de Som”, letra de Sara Tavares, que assina a música com Loony Johnson.

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Notícias, Turismo

Braga, em Portugal, aumenta alojamento local e recebe cada vez mais turistas

Braga, #Portugal

Mais de 130 mil turistas passaram pelo Posto de Turismo de Braga, nos meses de Junho, Julho e na primeira quinzena de Agosto, o que indica um crescimento na ordem dos 20 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.

O número é confirmado por António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal de Braga que salvaguarda, no entanto, que nem todos os turistas que visitam Braga passam pelo Posto de Turismo.

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Notícias, Turismo

10 passeios de barco para fazer em Portugal

De norte a sul, ilhas incluídas, Portugal tem mar e rio à espera de quem os navegue. Nestas férias não fique a ver navios na toalha: embarque num destes passeios de barco.

Um dos passeios sugeridos permite explorar as grutas da ilha da Berlenga, em Peniche, e até ver os peixes a partir do casco transparente.
Getty Images/iStockphoto

Há mar e mar, há ir, passear e ficar a conhecer diferentes zonas do país a partir do casco de um barco. Se ao mar se juntarem ainda os rios Douro, Tejo, Sado e Guadiana, não faltam razões para explorar Portugal de uma outra perspetiva (daquela em que até é possível avistar golfinhos).

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Cultura, Notícias, Turismo

10 razões que fazem do Príncipe Real o bairro da vez em Lisboa

Até bem pouco tempo residencial, agora é o endereço das melhores novidades da cidade

O Jardim do Príncipe Real: gramado irresistível para uma pausa
O Jardim do Príncipe Real: gramado irresistível para uma pausa (Bruno Barata/Reprodução)

 

 

Estrategicamente localizado morro acima em relação ao Chiado e colado ao Bairro Alto, mas com uma distância “segura” no que diz respeito a excesso de barulho e muvucas, o bairro do Príncipe Real foi devagarinho conquistando seu lugar ao sol e é hoje o mais cool de Lisboa. Até bem pouco tempo praticamente residencial, é agora onde se concentram as melhores e mais recentes novidades da cidade. Aqui vão as 10 maiores provas disso:

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Cultura, Imigração, Notícias

“É preciso descolonizar Portugal”

Num país de maioria branca os negros veem-se logo, mas ninguém repara quando não estão. E não estão em muitos sítios: no Parlamento, nas TV, nas profissões “boas”, nas universidades, nos governos. Uma invisibilidade invisível que a ONU quer combater com a proclamação da década dos afrodescendentes, 2015/24; um apartheid informal que cada vez mais negros portugueses denunciam e tentam “furar”. Vai ser agora, com a terceira geração, dizem

Mamadou Ba, assessor parlamentar do BE, diz que a esquerda tem “falhado estrondosamente” na luta dos negros pela igualdade. Foto Gerardo Santos / Global Imagens

“Tive uma professora negra na escola primária.” A frase de João é recebida com espanto. “Sério?”;”Nunca tive”;”Que sorte”. Estamos na sala da associação de estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde decorre o período de debate após uma conferência da socióloga Cristina Roldão, intitulada “Perpetuação do Colonialismo: Afrodescendentes e o Acesso ao Ensino”. A investigadora do ISCTE, ela própria afrodescendente, veio falar do que denomina de “racismo institucional” e cujas consequências no percurso dos alunos negros estudou com o colega Pedro Abrantes num trabalho pioneiro, apresentado há um ano. E no qual se conclui que a escola portuguesa discrimina os estudantes negros, mais vezes chumbados e encaminhados para cursos profissionais do que os colegas brancos, mesmo quando a origem socioeconómica é a mesma.

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Imigração, Notícias

As mudanças na imigração brasileira em Portugal

Há um encanto dos brasileiros com Portugal, uma atracção que a economia não explica, baseada na baixa criminalidade, na redescoberta da cultura portuguesa e da sua relação com as tradições brasileiras

Os portugueses constituem o principal grupo de imigrantes no Brasil, com quase 30% do total de imigrantes em 2012 (277.727 portugueses num total de 938.933 imigrantes no Brasil). Da mesma forma, os brasileiros formam a primeira nacionalidade de imigrantes em Portugal, com mais de 20% do total, com 82.590 brasileiros contabilizados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras num total de 388.731 imigrantes em Portugal, em 2015. Existem, no entanto, fontes não oficiais que sugerem que este número é cerca de metade do número real de brasileiros em Portugal.

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Notícias, Turismo

Como economizar viajando de trem e ônibus em Portugal

Veja dicas para percorrer Portugal viajando de trem ou ônibus e gastando bem menos dinheiro do que você imagina

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A estação ferroviária de Lisboa, Santa Apolónia: é dali que sua viagem pode começar (e saiba como economizar com as passagens de trem em Portugal) (Creative Commons/Flickr)

Por ser um país pequeno, não é necessário percorrer grandes distâncias para conhecer as principais cidades portuguesas. Se tiver poucos dias e o roteiro bem definido, o ideal é optar pelo trem ou ônibus (autocarro, como são chamados aqui) e curtir a paisagem olhando pela janela.

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Évora, Europa, Portugal

Évora | Portugal

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Templo Romano de Évora
Évora, sábado, 12 de novembro de 2016 (17° dia).

  

 


“PEGA A A5 LISBOA!”


Acordamos cedo para ir até o aeroporto alugar o carro que nos levaria à cidade de Évora, a cerca de 1h de Lisboa. Já de mala e cuia, chegamos por volta das 7h30 da manhã na casa da Henriqueta, acordando não só ela, como a Bruna, sua amiga que mora em Londres e estava em Lisboa no fim de semana. Com Early in the Morning, do James Vincent McMorrow, na minha cabeça, pegamos a estrada em direção ao sul (ou seria ao oeste?).


ALMOÇO NO “GRUTA”


Chegamos de tardinha à Évora. Aproveitamos as indicações on-line e fomos conhecer o restaurante A Gruta. Simples, bacana e com um preço justo, o restaurante nos proporcionou o único feijão com arroz em quase vinte dias de viagem. Então, conforme esperado, caiu muito bem! Mas outras especialidades da casa são o bacalhau – que devido ao horário não encontramos nem o cheiro – (Eu confesso que não fazia questão…) e o frango assado.


CAPELA DOS OSSOS


Ao sairmos do restaurante, fomos conhecer a famosa Capela dos Ossos, construída por monges franciscanos inteiramente com ossos humanos. Foi uma experiência bizarra por um lado, mas bem válida por outro. Era como se fosse a porta de entrada para o palácio de Hades/Plutão, a morte como símbolo da nossa condição efêmera.

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Confesso que fiquei um pouco chocado com a visão de dois corpos em decomposição envidraçados para o “deleite” da audiência, mas me chocou ainda mais descobrir que há pouco tempo atrás eles ficavam pendurados no teto da capela… Tem que ter um pouco de estômago e não muitos problemas filosóficos com a morte.

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Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”, encontramos gravado no portal de entrada da capela. Construída na primeira metade do século XVII, fazendo parte da Igreja de São Francisco, é uma atração turística um pouco heterodoxa, mas vale os € 3,00 cobrados na entrada. O lugar conta também com exposições e exibições de obras de arte religiosa, mas nada consegue superar o impacto de entrar na “antessala de Hades”.


“OLHA A FACA!”


Ficou uma sensação estranha depois da Capela dos Ossos. Mas nada foi tão bizarro quanto escutar (a uma boa distância, diga-se de passagem) a Henriqueta e o Fabricio serem xingados pela velhinha vendedora de facas (Hahahaha). Eu demorei um tempo para entender o que estava acontecendo, mas aparentemente a velhinha tinha ficado p** da vida porque os dois não compraram nada, mesmo após a descoberta de uma paixão em comum (e incomum!) por facas (Ahn?!).

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O TEMPLO ROMANO DE ÉVORA


Cartão postal da cidade e, provavelmente, tão conhecido quanto a Capela dos Ossos, o Templo Romano de Évora é um dos mais grandiosos e bem conservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido por isso considerado pela Unesco, em 1986, um Patrimônio da Humanidade.

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Chamado erroneamente de Templo de Diana e tendo sido construído no início do século I d.C. em estilo coríntio, este é um dos monumentos históricos mais importantes da cidade. Situado no largo Conde de Vila Flor, no centro histórico, fica perto de vários pontos de interesse como o Museu de Évora, a Biblioteca Pública, a Sé Catedral e o Jardim de Diana que proporciona uma vista espetacular da cidade e da planície alentejana ao redor.

DICA: Se você tem a intenção de beber ou comer algo perto do Templo de Évora, chegue cedo! Os lugares não costumam ficar abertos até tarde nos arredores.

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CATEDRAL/SÉ DE ÉVORA (BASÍLICA SÉ DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO)


Perto do Templo de Évora, fica a maior catedral medieval de Portugal. Conhecida por Catedral de Évora ou Sé de Évora, o seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção. Construída inteiramente em granito e marcada pela transição do estilo românico para o estilo gótico, a catedral teve sua construção iniciada em 1186 e concluída apenas em 1250.

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Devido ao horário, não chegamos a conhece-la por dentro, mas futuramente é um programa interessante de ser feito, levando-se em conta que ela possui um Museu de Arte Sacra, além da possibilidade de subir ao terraço para ter uma vista completa da cidade.


CROMELEQUE DOS ALMENDRES


Depois de um dia um tanto excêntrico de visitação, não poderíamos encerrar de forma mais adequada do que visitando um sítio megalítico na Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, perto de Évora.

Assim como ao visitar alguns sítios arqueológicos no Peru, como Sacsayhuaman, Ollantaytambo e Tambomachay, visitar o Cromeleque de Almendres foi como participar de um dos episódios de “Alienígenas do Passado”, do History Channel.

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Alegadamente mais antigo do que o famoso Stonehenge, na Inglaterra, o conjunto arquitetônico do Cromeleque é formado por pedras em granito de tamanhos diversos (alguns gigantescos), dispostos em forma circular ou em elipse.

Herança pagã do período neolítico, presume-se que o Cromeleque, que é constituído por dois recintos distintos, tenha sido edificado entre o final do sexto e o terceiro milênio a.C., sendo um dos maiores e mais importantes monumentos megalíticos do mundo.

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Eu, como um grande apreciador desse tipo de programa, me sentia completamente à vontade em meio à natureza e aqueles resquícios de antiguidade. Em determinado momento, perto do pôr do sol e com a lua já apontando no horizonte, um casal de noruegueses, suecos ou algo do gênero, chegou para nos fazer companhia com seus dois filhos pequenos. Como já estava escurecendo, eles desceram da van praticamente correndo com as crianças e nesse momento alguém fez uma piada infame: “Estão atrasados para o horário do sacrifício pagão de uma das crianças”. A visita a Évora tinha nos deixado com o humor um pouco mórbido…

 


FIM DE NOITE NO BAIRRO ALTO


Apesar do frio e da chuva que tinha resolvido cair àquela noite, mantivemos o combinado com o meu amigo Leo, brasileiro e morador de Lisboa há mais de uma década, e fomos conhecer a famosa noite do Bairro Alto.

Essencialmente residencial durante o dia, o Bairro Alto, que fica na sétima colina de Lisboa (conhecida como a “Cidade das Sete Colinas”), ao entardecer revela seu lado boêmio.

Repleto de bares e restaurantes, o Bairro Alto é um prato cheio para os apreciadores de uma boa vida noturna. Como a maioria das ruas tem acesso restrito a veículos autorizados e residentes, pode-se aproveitar o bairro inteiro a pé tranquilamente.

Conforme combinado, encontramos com o Leo (que eu não via há anos) em um dos muitos bares e depois de um circuito de drinks fomos conhecer um dos famosos miradouros de Lisboa, o Miradouro de São Pedro de Alcântara.

De lá, o nosso guia Leo, nos levou para conhecer o charmosíssimo bar Pavilhão Chinês no bairro Príncipe Real, vizinho ao Bairro Alto. Tomamos apenas um café porque as coisas custavam os olhos da cara, mas o ambiente é tão descolado que vale certamente uma visita em épocas mais “abastadas”. Terminamos a noite em algum bar no próprio Príncipe Real, mas honestamente não me recordo o nome, afinal chegamos a perder a conta dos drinks na noite lisboeta…

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Em breve, mais relatos e dicas sobre Portugal!

 

Obrigado pela leitura e boas viagens!

 

Rodrigo Siqueira

Contato: superandarilho@outlook.com

 

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Cascais, Europa, Portugal

A Boca do Inferno | Cascais, Portugal

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Cascais, sexta-feira, 11 de novembro de 2016 (16° dia).

E VOLTAMOS PARA A BEIRA DO MAR


Acordamos com a esperança que o tempo estivesse melhor, mas nada feito. Nublado e com possibilidade de chuva. “Ok, vamos assim mesmo”. Depois de nos despedirmos da família do João, que estava indo viajar, tomamos um café no Esplanada/Bar Alcatruz, na costa de São João do Estoril, com uma visão incrível para o Forte de Santo António da Barra e do mar. De brinde ainda pudemos contemplar a visita de um cardume de golfinhos!

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Europa, Faro, Portugal

Uma “Ilha Deserta” em pleno Algarve? | Faro, Portugal

Estávamos em Faro, Portugal, apenas de passagem. Mas como bons mochileiros, não resistimos à tentação de conhecer uma tal de Ilha Deserta a 15 minutos (e 12 euros) de distância. Seria propaganda enganosa? Ao chegarmos lá encontraríamos 15.000 turistas poluindo as areias? Confira!

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Faro, quinta-feira, 10 de novembro de 2016 (15° dia de viagem).

 


CRUZANDO SUAVEMENTE A FRONTEIRA


Pegamos o autocarro da Alsa na Estação Plaza de Armas em Sevilha por volta das 9h da manhã (Já é bom eu começar a me acostumar com algumas palavras essencialmente portuguesas: autocarro = ônibus, comboio = trem, e por aí vai). Algumas horas depois, escutando a única estação portuguesa que o rádio do meu celular conseguia conectar, e levemente adormecido, abri os olhos no susto enquanto passávamos por uma ponte.

Eu não tinha certeza naquele momento, mas desconfiei que atravessávamos o Rio Guadiana na fronteira entre Espanha e Portugal. A confirmação veio logo em seguida ao avistarmos uma placa que nos dizia oficialmente que estávamos agora em território luso. Assim como na Espanha, as estradas portuguesas pareciam muito bem conservadas e foi fácil pegar no sono novamente.


DIMINUINDO O PESO


Ainda com o cheiro do Marrocos e da Andaluzia na alma, desembarcamos em um novo país. O dia ensolarado não fazia jus à temperatura, cuja brisa marinha matinal empurrava para baixo. E quais eram as informações que tínhamos sobre Faro ao descermos do autocarro? Que era a capital da região do Algarve e, supostamente, teria belas praias. Como ficaríamos apenas algumas horas antes de irmos para Lisboa, o roteiro poderia ser moldado conforme escolhêssemos.

Tomamos nosso pequeno almoço em uma cafeteria em frente à Estação de Comboios da cidade e deixamos as mochilas em um guarda volumes – que também aluga bikes – exatamente ao lado. Pela bagatela de € 7,5 poderíamos andar despreocupadamente pela cidade sem o peso das mochilas maiores (Eu achei caro, mas não haviam muitas opções).

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Centro e Marina de Faro
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Centro e Marina de Faro
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Marina de Faro
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Marina de Faro

EXPLORANDO A ILHA DESERTA


Como não tínhamos nada específico em mente com relação a conhecer o lugar, fomos passear perto da marina e logo fomos abordados pela Maria, da empresa Animaris, que tinha um passeio imperdível! (Eles sempre têm um passeio imperdível em lugares como este…). Não demorou muito e ela nos convenceu a fazer um tour com duração de quatro horas por uma tal de “Ilha Deserta” por € 12,5 (Seria propaganda enganosa? Ao chegarmos lá encontraríamos 15.000 turistas poluindo as areias?)

Depois de uns quinze minutos de barco, chegamos por volta das 12h30 à ilha, que aparentemente era habitada apenas por nós e um casal de velhinhos aventureiros. (É, estava realmente deserta, mas também era uma quinta-feira!). Fabricio, que se pudesse teria pego o próximo comboio direto para Lisboa, parecia um pouco mais animado!

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A Ilha Deserta, também conhecida como Ilha da Barreta, pertence ao Parque Natural da Ria Formosa, possui apenas um restaurante, o Estaminé, 11km de praia (apesar de as águas estarem gélidas comparadas aos padrões sul-americanos) e a possibilidade de apreciação da fauna local (borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, chiretas). A areia é cheia de vida, abrigando várias espécies de moluscos: amêijoas, búzios e muitas outras conchas.

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O Estaminé é o único restaurante da ilha

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Tomamos um belo banho de mar gelado (demoramos uns dez minutos para conseguir entrar de fato) enquanto observávamos ao longe que não estávamos tão sozinhos quanto imaginávamos: um tubarão branco estava à espreita! (Ok, essa parte foi mera ficção, mas apesar do número de ataques ser praticamente nulo, sim, existem tubarões na costa portuguesa!). Mas o que observamos, na realidade foi um casal a uns 5 km de distância, decidindo se entravam ou não nas águas geladas do Atlântico Norte. 


O RETORNO DA DOENÇA DAS CONCHAS


Meu amigo Fabricio não é muito chegado a praias (a pessoa não faz jus à nacionalidade brasileira e é pobre em melanina). Tanto que a única praia em que nos aventuramos durante toda a viagem até o momento foi a Playa Malagueta, em Málaga. Nessa praia sofremos de uma patologia bizarra que consiste em não conseguir parar de catar pedras e conchas na beira do mar (!). Bem que tentamos nos conter, mas as conchas da Ilha Deserta eram tão imensas e variadas que passamos praticamente a tarde toda nessa colheita estranha… cuidado, isso pega! (Risos)

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Patologia das conchas

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CORRENDO PARA NÃO PERDER O BARCO


Havíamos combinado de voltar por volta das 16h. Como já passava das 14h, resolvemos parar de catar conchas e conhecer outras partes da ilha, o que deveria ser possível fazer em alguns minutos. Não se engane, o lugar é enorme!

Perdemos a entrada que leva até o caminho de pedestres que circula a ilha até a baía e, para encurtar caminho, tivemos que desbravar a região pelo lado mais selvagem e espinhoso (literalmente!). Mas a aventura valeu a pena (não sei se o Fabricio concorda) e no final acabamos por chegar faltando ainda quinze minutos para o barco sair. Foi o tempo de recuperarmos o fôlego e voltarmos a sentir um frio considerável.

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Extremo sul de Portugal

COMBOIOS DE PORTUGAL


De volta ao continente, almoçamos rapidamente no McDonald’s (nessa parte da viagem foi necessário começar a usar o cartão de crédito internacional, salve-se quem puder!) e compramos as passagens para o próximo comboio com destino à Lisboa. Portugal conta com uma rede ferroviária eficiente de norte a sul do país. Ainda que em alguns trajetos custe um pouco mais caro que os autocarros, o custo benefício costuma compensar. Eu, como não estava acostumado a tanta facilidade de locomoção, quase sempre optaria por viajar com os Comboios de Portugal se a diferença de preços fosse mínima. Em mais ou menos três horas, desembarcaríamos finalmente na capital.


O QUE NÃO CONHECEMOS, MAS PARECE VALER A PENA


Devidamente anotado para a próxima vez! 😉


CURIOSIDADES


  • A cidade, que já foi chamada de Ossónoba (Osson Êba) durante a colonização Fenícia em VIII a.C., após o governo de Said Ibn Harun na taifa de Santa Maria, no séc. XI, passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Foi renomeada pelos portugueses, após a conquista de Dom Afonso III, por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram no século IX. Daí a origem do nome. Do séc. XVI a XVII o nome evoluiu para Farom , Faroo e Farão. O nome Faro surgiu no séc. XVIII e permaneceu até aos dias de hoje.
  • O Aeroporto de Faro, construído em 1965, é um dos mais movimentados de Portugal. A procura se justifica devido à proximidade de outras cidades costeiras do Algarve e da região da Andaluzia, na Espanha.

DICAS


  • Chegue cedo: o lugar é grande e pode-se levar o dia inteiro para conhecer todos os pontos de interesse.
  • Leve lanches rápidos: mesmo que resolva almoçar no único restaurante da ilha, é bom ter o que beliscar.
  • Leve água: sério que você não havia pensado nisso?!
  • Não esqueça o casaco no outono/inverno (talvez seja válido até em dias de calor): mesmo ao sol, os ventos marítimos são gélidos, principalmente ao entardecer.
  • E, claro, leve protetor solar, óculos escuros, uma canga/toalha, roupa de banho e jogue-se na água! Vale a pena.

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Esse é o primeiro post sobre nossa passagem por Portugal. Em breve, mais relatos e dicas sobre Lisboa, Estoril, Cascais, Sintra, Coimbra e Porto!

Obrigado pela leitura e boas viagens!