Cultura, Música, Notícias, Road Music

Fitxadu | Sara Tavares

O novo álbum da cantora e compositora Sara Tavares, “Fitxadu”, que significa em crioulo cabo-verdiano “fechado”, é constituído por 11 canções e editado no próximo dia 27, anunciou hoje a promotora.

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Divulgação

Sara Tavares participa na autoria de quase todos os temas do CD, quer como compositora ou letrista, em parceria com outros autores ou a solo, sendo a única exceção “Para Sempre Amor”, com letra e música de Bilan.

O CD, o quinto da cantora, abre com “Onda de Som”, letra de Sara Tavares, que assina a música com Loony Johnson.

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Notícias, Turismo

Braga, em Portugal, aumenta alojamento local e recebe cada vez mais turistas

Braga, #Portugal

Mais de 130 mil turistas passaram pelo Posto de Turismo de Braga, nos meses de Junho, Julho e na primeira quinzena de Agosto, o que indica um crescimento na ordem dos 20 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.

O número é confirmado por António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal de Braga que salvaguarda, no entanto, que nem todos os turistas que visitam Braga passam pelo Posto de Turismo.

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Notícias, Turismo

10 passeios de barco para fazer em Portugal

De norte a sul, ilhas incluídas, Portugal tem mar e rio à espera de quem os navegue. Nestas férias não fique a ver navios na toalha: embarque num destes passeios de barco.

Um dos passeios sugeridos permite explorar as grutas da ilha da Berlenga, em Peniche, e até ver os peixes a partir do casco transparente.
Getty Images/iStockphoto

Há mar e mar, há ir, passear e ficar a conhecer diferentes zonas do país a partir do casco de um barco. Se ao mar se juntarem ainda os rios Douro, Tejo, Sado e Guadiana, não faltam razões para explorar Portugal de uma outra perspetiva (daquela em que até é possível avistar golfinhos).

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Cultura, Notícias, Turismo

10 razões que fazem do Príncipe Real o bairro da vez em Lisboa

Até bem pouco tempo residencial, agora é o endereço das melhores novidades da cidade

O Jardim do Príncipe Real: gramado irresistível para uma pausa
O Jardim do Príncipe Real: gramado irresistível para uma pausa (Bruno Barata/Reprodução)

 

 

Estrategicamente localizado morro acima em relação ao Chiado e colado ao Bairro Alto, mas com uma distância “segura” no que diz respeito a excesso de barulho e muvucas, o bairro do Príncipe Real foi devagarinho conquistando seu lugar ao sol e é hoje o mais cool de Lisboa. Até bem pouco tempo praticamente residencial, é agora onde se concentram as melhores e mais recentes novidades da cidade. Aqui vão as 10 maiores provas disso:

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Cultura, Imigração, Notícias

“É preciso descolonizar Portugal”

Num país de maioria branca os negros veem-se logo, mas ninguém repara quando não estão. E não estão em muitos sítios: no Parlamento, nas TV, nas profissões “boas”, nas universidades, nos governos. Uma invisibilidade invisível que a ONU quer combater com a proclamação da década dos afrodescendentes, 2015/24; um apartheid informal que cada vez mais negros portugueses denunciam e tentam “furar”. Vai ser agora, com a terceira geração, dizem

Mamadou Ba, assessor parlamentar do BE, diz que a esquerda tem “falhado estrondosamente” na luta dos negros pela igualdade. Foto Gerardo Santos / Global Imagens

“Tive uma professora negra na escola primária.” A frase de João é recebida com espanto. “Sério?”;”Nunca tive”;”Que sorte”. Estamos na sala da associação de estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde decorre o período de debate após uma conferência da socióloga Cristina Roldão, intitulada “Perpetuação do Colonialismo: Afrodescendentes e o Acesso ao Ensino”. A investigadora do ISCTE, ela própria afrodescendente, veio falar do que denomina de “racismo institucional” e cujas consequências no percurso dos alunos negros estudou com o colega Pedro Abrantes num trabalho pioneiro, apresentado há um ano. E no qual se conclui que a escola portuguesa discrimina os estudantes negros, mais vezes chumbados e encaminhados para cursos profissionais do que os colegas brancos, mesmo quando a origem socioeconómica é a mesma.

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Imigração, Notícias

As mudanças na imigração brasileira em Portugal

Há um encanto dos brasileiros com Portugal, uma atracção que a economia não explica, baseada na baixa criminalidade, na redescoberta da cultura portuguesa e da sua relação com as tradições brasileiras

Os portugueses constituem o principal grupo de imigrantes no Brasil, com quase 30% do total de imigrantes em 2012 (277.727 portugueses num total de 938.933 imigrantes no Brasil). Da mesma forma, os brasileiros formam a primeira nacionalidade de imigrantes em Portugal, com mais de 20% do total, com 82.590 brasileiros contabilizados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras num total de 388.731 imigrantes em Portugal, em 2015. Existem, no entanto, fontes não oficiais que sugerem que este número é cerca de metade do número real de brasileiros em Portugal.

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Notícias, Turismo

Como economizar viajando de trem e ônibus em Portugal

Veja dicas para percorrer Portugal viajando de trem ou ônibus e gastando bem menos dinheiro do que você imagina

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A estação ferroviária de Lisboa, Santa Apolónia: é dali que sua viagem pode começar (e saiba como economizar com as passagens de trem em Portugal) (Creative Commons/Flickr)

Por ser um país pequeno, não é necessário percorrer grandes distâncias para conhecer as principais cidades portuguesas. Se tiver poucos dias e o roteiro bem definido, o ideal é optar pelo trem ou ônibus (autocarro, como são chamados aqui) e curtir a paisagem olhando pela janela.

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Cascais, Europa, Portugal

A Boca do Inferno | Cascais, Portugal

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Cascais, sexta-feira, 11 de novembro de 2016 (16° dia).

E VOLTAMOS PARA A BEIRA DO MAR


Acordamos com a esperança que o tempo estivesse melhor, mas nada feito. Nublado e com possibilidade de chuva. “Ok, vamos assim mesmo”. Depois de nos despedirmos da família do João, que estava indo viajar, tomamos um café no Esplanada/Bar Alcatruz, na costa de São João do Estoril, com uma visão incrível para o Forte de Santo António da Barra e do mar. De brinde ainda pudemos contemplar a visita de um cardume de golfinhos!

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Europa, Faro, Portugal

Uma “Ilha Deserta” em pleno Algarve? | Faro, Portugal

Estávamos em Faro, Portugal, apenas de passagem. Mas como bons mochileiros, não resistimos à tentação de conhecer uma tal de Ilha Deserta a 15 minutos (e 12 euros) de distância. Seria propaganda enganosa? Ao chegarmos lá encontraríamos 15.000 turistas poluindo as areias? Confira!

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Faro, quinta-feira, 10 de novembro de 2016 (15° dia de viagem).

 


CRUZANDO SUAVEMENTE A FRONTEIRA


Pegamos o autocarro da Alsa na Estação Plaza de Armas em Sevilha por volta das 9h da manhã (Já é bom eu começar a me acostumar com algumas palavras essencialmente portuguesas: autocarro = ônibus, comboio = trem, e por aí vai). Algumas horas depois, escutando a única estação portuguesa que o rádio do meu celular conseguia conectar, e levemente adormecido, abri os olhos no susto enquanto passávamos por uma ponte.

Eu não tinha certeza naquele momento, mas desconfiei que atravessávamos o Rio Guadiana na fronteira entre Espanha e Portugal. A confirmação veio logo em seguida ao avistarmos uma placa que nos dizia oficialmente que estávamos agora em território luso. Assim como na Espanha, as estradas portuguesas pareciam muito bem conservadas e foi fácil pegar no sono novamente.


DIMINUINDO O PESO


Ainda com o cheiro do Marrocos e da Andaluzia na alma, desembarcamos em um novo país. O dia ensolarado não fazia jus à temperatura, cuja brisa marinha matinal empurrava para baixo. E quais eram as informações que tínhamos sobre Faro ao descermos do autocarro? Que era a capital da região do Algarve e, supostamente, teria belas praias. Como ficaríamos apenas algumas horas antes de irmos para Lisboa, o roteiro poderia ser moldado conforme escolhêssemos.

Tomamos nosso pequeno almoço em uma cafeteria em frente à Estação de Comboios da cidade e deixamos as mochilas em um guarda volumes – que também aluga bikes – exatamente ao lado. Pela bagatela de € 7,5 poderíamos andar despreocupadamente pela cidade sem o peso das mochilas maiores (Eu achei caro, mas não haviam muitas opções).

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Centro e Marina de Faro
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Centro e Marina de Faro
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Marina de Faro
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Marina de Faro

EXPLORANDO A ILHA DESERTA


Como não tínhamos nada específico em mente com relação a conhecer o lugar, fomos passear perto da marina e logo fomos abordados pela Maria, da empresa Animaris, que tinha um passeio imperdível! (Eles sempre têm um passeio imperdível em lugares como este…). Não demorou muito e ela nos convenceu a fazer um tour com duração de quatro horas por uma tal de “Ilha Deserta” por € 12,5 (Seria propaganda enganosa? Ao chegarmos lá encontraríamos 15.000 turistas poluindo as areias?)

Depois de uns quinze minutos de barco, chegamos por volta das 12h30 à ilha, que aparentemente era habitada apenas por nós e um casal de velhinhos aventureiros. (É, estava realmente deserta, mas também era uma quinta-feira!). Fabricio, que se pudesse teria pego o próximo comboio direto para Lisboa, parecia um pouco mais animado!

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A Ilha Deserta, também conhecida como Ilha da Barreta, pertence ao Parque Natural da Ria Formosa, possui apenas um restaurante, o Estaminé, 11km de praia (apesar de as águas estarem gélidas comparadas aos padrões sul-americanos) e a possibilidade de apreciação da fauna local (borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, chiretas). A areia é cheia de vida, abrigando várias espécies de moluscos: amêijoas, búzios e muitas outras conchas.

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O Estaminé é o único restaurante da ilha

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Tomamos um belo banho de mar gelado (demoramos uns dez minutos para conseguir entrar de fato) enquanto observávamos ao longe que não estávamos tão sozinhos quanto imaginávamos: um tubarão branco estava à espreita! (Ok, essa parte foi mera ficção, mas apesar do número de ataques ser praticamente nulo, sim, existem tubarões na costa portuguesa!). Mas o que observamos, na realidade foi um casal a uns 5 km de distância, decidindo se entravam ou não nas águas geladas do Atlântico Norte. 


O RETORNO DA DOENÇA DAS CONCHAS


Meu amigo Fabricio não é muito chegado a praias (a pessoa não faz jus à nacionalidade brasileira e é pobre em melanina). Tanto que a única praia em que nos aventuramos durante toda a viagem até o momento foi a Playa Malagueta, em Málaga. Nessa praia sofremos de uma patologia bizarra que consiste em não conseguir parar de catar pedras e conchas na beira do mar (!). Bem que tentamos nos conter, mas as conchas da Ilha Deserta eram tão imensas e variadas que passamos praticamente a tarde toda nessa colheita estranha… cuidado, isso pega! (Risos)

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Patologia das conchas

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CORRENDO PARA NÃO PERDER O BARCO


Havíamos combinado de voltar por volta das 16h. Como já passava das 14h, resolvemos parar de catar conchas e conhecer outras partes da ilha, o que deveria ser possível fazer em alguns minutos. Não se engane, o lugar é enorme!

Perdemos a entrada que leva até o caminho de pedestres que circula a ilha até a baía e, para encurtar caminho, tivemos que desbravar a região pelo lado mais selvagem e espinhoso (literalmente!). Mas a aventura valeu a pena (não sei se o Fabricio concorda) e no final acabamos por chegar faltando ainda quinze minutos para o barco sair. Foi o tempo de recuperarmos o fôlego e voltarmos a sentir um frio considerável.

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Extremo sul de Portugal

COMBOIOS DE PORTUGAL


De volta ao continente, almoçamos rapidamente no McDonald’s (nessa parte da viagem foi necessário começar a usar o cartão de crédito internacional, salve-se quem puder!) e compramos as passagens para o próximo comboio com destino à Lisboa. Portugal conta com uma rede ferroviária eficiente de norte a sul do país. Ainda que em alguns trajetos custe um pouco mais caro que os autocarros, o custo benefício costuma compensar. Eu, como não estava acostumado a tanta facilidade de locomoção, quase sempre optaria por viajar com os Comboios de Portugal se a diferença de preços fosse mínima. Em mais ou menos três horas, desembarcaríamos finalmente na capital.


O QUE NÃO CONHECEMOS, MAS PARECE VALER A PENA


Devidamente anotado para a próxima vez! 😉


CURIOSIDADES


  • A cidade, que já foi chamada de Ossónoba (Osson Êba) durante a colonização Fenícia em VIII a.C., após o governo de Said Ibn Harun na taifa de Santa Maria, no séc. XI, passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Foi renomeada pelos portugueses, após a conquista de Dom Afonso III, por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram no século IX. Daí a origem do nome. Do séc. XVI a XVII o nome evoluiu para Farom , Faroo e Farão. O nome Faro surgiu no séc. XVIII e permaneceu até aos dias de hoje.
  • O Aeroporto de Faro, construído em 1965, é um dos mais movimentados de Portugal. A procura se justifica devido à proximidade de outras cidades costeiras do Algarve e da região da Andaluzia, na Espanha.

DICAS


  • Chegue cedo: o lugar é grande e pode-se levar o dia inteiro para conhecer todos os pontos de interesse.
  • Leve lanches rápidos: mesmo que resolva almoçar no único restaurante da ilha, é bom ter o que beliscar.
  • Leve água: sério que você não havia pensado nisso?!
  • Não esqueça o casaco no outono/inverno (talvez seja válido até em dias de calor): mesmo ao sol, os ventos marítimos são gélidos, principalmente ao entardecer.
  • E, claro, leve protetor solar, óculos escuros, uma canga/toalha, roupa de banho e jogue-se na água! Vale a pena.

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Esse é o primeiro post sobre nossa passagem por Portugal. Em breve, mais relatos e dicas sobre Lisboa, Estoril, Cascais, Sintra, Coimbra e Porto!

Obrigado pela leitura e boas viagens!