América do Sul, Chile, San Pedro de Atacama, Santiago

Chile 2015 | Impressões


AS PESSOAS


Chilenos são um pouco mais formais que seus pares peruanos, argentinos e uruguaios. Não chega ao ponto de serem chatos, mas durante a viagem vez ou outra eu senti um pouco de falta daquele “oba oba” típico dos latino-americanos. No geral são bem-educados, profissionais e bem receptivos aos turistas.

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Plaza de Armas de Santiago

CÂMBIO


No período em que estive no Chile (novembro de 2015), o real valia cerca de 200 pesos chilenos. Em Santiago o custo de vida é mais ou menos parecido com o do Rio de Janeiro, talvez um pouco mais caro em alguns setores, mas nada exorbitante. A Calle Agustinas é o paraíso das casas de câmbio na cidade. Em San Pedro de Atacama, por ser um lugar basicamente turístico, as coisas são normalmente mais caras – comer principalmente – mas nada que fuja da realidade. Mas não precisei fazer câmbio em San Pedro.

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Pesos chilenos

CLIMA


Santiago é bem fria à noite, vá bem equipado. Fui preparado para encarar temperaturas exorbitantes no deserto do Atacama, mas felizmente, não achei nada que já não conhecesse no tórrido verão carioca. Claro, muito mais aridez e poeira, mas sem “perrengues”. Alguns passeios em San Pedro chegam a quase 5.000 metros de altitude, então é bom carregar um comprimido para mal de altitude. Comprei um chamado Mareamin em uma farmácia perto do albergue em Santiago.

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Geysers del Tatio, San Pedro de Atacama

TRANSPORTE


Os meios de transporte no Chile funcionam muito bem. Táxis, ônibus e metrôs são eficientes em Santiago. Em San Pedro o transporte basicamente se resume a bicicletas (muito bem-vindas!) e os transfers igualmente eficientes feitos pelas agências de turismo. Voltando de Santiago perdi meu voo por questão de minutos. Eles são pontuais e bem chatos com voos internacionais.

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Aeroporto Internacional de Santiago

GASTRONOMIA


Pisco! No Chile bebi todos os piscos sours que não havia perdido no Peru (Risos). A “caipirinha” deles é tão boa quanto a nossa. Não comi nada muito típico do Chile, mas os sanduíches costumam ser bons nos restaurantes. A comida de rua deixa um pouco a desejar em comparação com outros países. Bem sem graça… Com exceção para as empanadas! As empanadas chilenas, sejam fritas ou assadas, também são ótimas!

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Lomo a lo Pobre

VIDA NOTURNA


Por opção eu não me permiti uma vida noturna muito agitada em Santiago. Na única noite em que fiquei na cidade (uma terça-feira) me limitei a procurar lugares para comer nos arredores. Já em San Pedro, qualquer oportunidade para interagir foi devidamente aproveitada nos restaurantes-bares Gord2 e Barros, nos albergues vizinhos e em reuniões inusitadas no meio do deserto à noite… Uma loucura!

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Entrada do Restaurante Barros, San Pedro de Atacama

ATRAÇÕES TURÍSTICAS


Santiago possui boas opções de entretenimento, principalmente culturais e ao ar livre. Museus, mirantes, parques, centros culturais fazem da cidade uma boa opção turística, mas nada que se compare à maravilhosa San Pedro de Atacama. Ali, as possibilidades são quase infinitas: gêiseres, lagoas, salares, vulcões, ruínas, além de fauna e flora únicas. Tudo isso em um clima desértico de altitudes variadas. Monotonia zero!

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Laguna Tebinquinche, San Pedro de Atacama

Encerro os relatos sobre o Chile já saudoso do deserto… Foi uma experiência tão intensa quanto chegar à Machu Picchu, no meio das montanhas peruanas. Mas da próxima vez tentarei incluir a Ilha de Páscoa no roteiro!

Para ver os relatos completos sobre o Chile, clique AQUI!

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Abraços e boas trips!

 

América do Sul, Chile, Santiago

Museu Chileno de Arte Precolombino | Santiago, 2015

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Santiago do Chile, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 (2° dia).

CAFÉ NO HOSTEL


O café do Che Lagarto, como disseram, estava muito bem servido, com direito a pão, queijo, presunto, geléias, sucos, frutas etc. O mesmo fica disponível a partir das 7h até às 10h. No café do albergue conheci duas figuras inglesas, aparentemente, muito gente boa. Disse-lhes que estava indo para o Atacama e eles pediram detalhes. Pelo jeito, estavam pensando na possibilidade.

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América do Sul, Chile, Santiago

Cerro San Cristóbal | Santiago, 2015

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Costanera Center

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

CERRO SAN CRISTÓBAL


Como eu ficaria pouco tempo em Santiago, precisava conhecer um lugar que tivesse um bom panorama da cidade. Depois de caminhar um pouco perdido pelo bairro de Bella Vista, descobri que o tal teleférico ficava dentro do zoológico da cidade. Paguei 2.000 pesos (uns R$ 10,00) por um ingresso com direito a ida e volta.

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América do Sul, Chile, Santiago

Plaza de Armas | Santiago, 2015

 

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Catedral de Santiago

 

Santiago do Chile, terça-feira, 24 de novembro de 2015 (1° dia).

BORIS, O TAXISTA


Chegando a Santiago eu estava tão cansado de horas e horas de viagem que, logo após fazer o câmbio inicial, resolvi pegar um táxi (eu estava virado, o primeiro vôo foi às 5h20 da manhã e cheguei ao aeroporto às 3h). Mas não peguei até combinar um preço razoável. O rapaz que negocia para os taxistas no aeroporto queria que eu pagasse 15.000 pesos chilenos (algo em torno de R$ 78,00), eu disse que pagaria 12.000, mas fechamos por 13.000.

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América do Sul, Cusco, Peru

CUSCO: INTI RAYMI

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Festejos anuais do Inti Raymi em Sacsayhuamán

 

Cusco, segunda-feira, 24 de junho de 2013 (4° dia).


 

 

MARAS E MORAY

Neste dia reservamos a parte da manhã para conhecermos as ruínas de Maras e Moray e, se desse tempo, voltaríamos a Sacsayhuamán antes do Inti Raymi. Esse era o plano, mas simplesmente não tivemos uma manhã… Esgotados do dia anterior, acordamos quase na hora do almoço! Maras e Moray entrariam para a fila junto com Nazca, o Lago Titicaca e Tiahuanaco…

 

SAN CRISTOBAL

Logo na saída do hotel, observamos uma grande movimentação de pessoas subindo em direção a Sacsayhuamán. O sítio fica a uns 20 minutos de caminhada do hotel em que ficamos, o Chincana Wasi. A encenação do Inti Raymi tem início no templo de Qorikancha, passa pela Plaza de Armas e é encerrado nas ruínas de Sacsayhuamán. Com o excesso de sono, perdemos a primeira parte da festa. Antes de subirmos a Calle Pumacurco, optamos por conhecer a praça da Iglesia de San Cristobal, que também ficava a poucos metros do hotel e que diziam ter uma vista espetacular da cidade de Cusco. Tiramos algumas fotos panorâmicas da cidade e pudemos ter noção da quantidade de gente que se dirigia ao santuário.

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O INTI RAYMI

A peregrinação tinha início no centro de Cusco e seguia por toda a Calle Don Bosco, principal via para chegar a Sacsayhuamán. Ônibus de viagens, ônibus panorâmicos, carros, ambulantes e pedestres se amontoavam numa confusão absurda. No caminho comemos um hambúrguer bem estranho (que não tenho certeza se era de carne bovina…) acompanhado de uma Coca-Cola e uns duzentos metros acima, já estávamos na entrada do Parque Arqueológico de Sacsayhuamán, junto com uma multidão de turistas. No caminho passamos por uma pequena queda d’água e aproveitamos para fazer algumas paradas com o intuito de recuperar as energias já que, quanto mais subíamos, mais os efeitos do soroche se acentuavam.

As pessoas eram das mais variadas nacionalidades, europeus, asiáticos e sul-americanos se misturavam numa massa heterogênea e confusa. Seguindo essa multidão, tentamos achar “um lugar ao sol” nas colinas para ver a apresentação, missão essa que se revelou um tanto ingrata pois, logicamente, os melhores lugares já estavam ocupados. Resistimos à tentação de comprar empanadas por apenas 1 sol (a cara dela estava péssima!) e finalmente conseguimos nos “aconchegar” no meio da multidão. De onde estávamos tínhamos uma visão parcial do palco, mas uma boa visão do cenário total. A gente teve a opção de gastar alguns dólares para assistirmos à apresentação das arquibancadas, uma área VIP feita para quem não quer se estapear para assistir à festa, mas não achamos que valeria a pena, afinal, estávamos fazendo um mochilão. Mas, para quem não tem muita paciência para multidões, não quer ser pisoteado ou não quer arriscar tomar uma garrafada na cabeça (serve para frutas e outros objetos também!) o melhor é reservar com bastante antecedência um lugar nas arquibancadas.

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Cristo Blanco

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A apresentação é linda, muito bem organizada e ensaiada. Mesmo no meio da confusão, conseguimos tirar umas fotos bem legais! (O Fabricio praticamente fez um ensaio com uma pequena peruana que estava nas costas do pai). O Inti Raymi, que significa literalmente “Festa do Sol” ou “Festival do Sol”, é a encenação de uma cerimônia inca, com invocações a Inti, o Deus Sol, em comemoração ao solstício de inverno, com muita música e danças típicas. O espetáculo encerra-se com a simulação do sacrifício de uma lhama. Mas não tivemos paciência de esperar até o final. Descendo as colinas de Sacsayhuamán, aproveitamos para, finalmente, tirar fotos diurnas do parque arqueológico e fumar o primeiro cigarro do dia (Cusco definitivamente não é lugar de fumante).

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O CUY SORRIDENTE!

No caminho de volta passamos pelos mesmos ambulantes e, para a nossa surpresa, vimos pela primeira vez um cuy (porquinho da índia) assado, no espeto, com dentinhos e tudo! Bizarro! Nem lembramos de tirar fotos, tamanho foi o choque! (rindo alto…)

 

A AVENIDA EL SOL

Passamos no hotel para descansar um pouco da caminhada e aproveitamos para tirar mais algumas fotos do local. Em seguida, resolvemos ir para os arredores da Plaza ver a movimentação, afinal essa seria nossa última noite “útil” em Cusco. Passamos mais uma vez pela Plaza Regocijo e seguimos pela Avenida El Sol, a “Presidente Vargas” de Cusco. Nessa Avenida, encontramos os serviços essenciais da cidade: bancos, casas de câmbio, agências de viagem, restaurantes, padarias etc. Tiramos fotos de alguns painéis pelo caminho e concluímos com fotos externas noturnas em Qorikancha.

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O CENTRO QOSQO DE ARTE NATIVO

O boleto turístico geral dava acesso também ao Centro Qosqo de Arte Nativo. Na volta da Avenida El Sol, passamos em frente a essa casa de espetáculos, pegamos as informações necessárias e decidimos que seria nosso último programa em Cusco. Fomos comer algo e voltamos por volta das 20h para as apresentações. Uma banda ao vivo toca músicas típicas enquanto os dançarinos realizam as tradicionais coreografias com temas variados das muitas províncias de Cusco. Atenção especial na hora da “Marinera” uma das últimas apresentações feitas por um casal de dançarinos.

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ÚLTIMA NOITE

Na prática essa não seria nossa última noite em Cusco (voltaríamos para pernoitar duas noites depois), mas na última de fato não teríamos tempo de fazer nada, apenas dormir, então o clima já era de despedida já que no dia seguinte partiríamos para o objetivo maior da viagem: Machu Picchu!

 

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América do Sul, Cusco, Peru

CUSCO: VALLE SAGRADO

 

 

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Ruínas de Pisac

 

Cusco, domingo, 23 de junho de 2013 (3° dia).


 

A ESPERA

Acordamos cedo conforme o planejado, tomamos um café breve e nos dirigimos para a agência de turismo. Lá fomos levados para uma das muitas praças de Cusco, a Plaza Regocijo, para aguardar a saída do micro-ônibus que nos levaria ao Vale Sagrado. Esperamos, pelo menos, 40 minutos até a agência se organizar com todos os turistas e motoristas etc. O guia da vez (infelizmente) não era o Juan Carlos e sinceramente, nem me recordo do nome do guia, mas sei que ele não era lá muito simpático… Ou simplesmente tínhamos nos acostumado com os gritos de “Grupo de Juan Carlos!”.

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AS ESTRADAS PERUANAS

As paisagens nas estradas peruanas são lindíssimas, tanto que até nos fazem esquecer do quanto são perigosas, com suas curvas, desfiladeiros e precipícios. Durante todo o caminho pudemos observar a Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Pegamos a estrada em direção a Pisac e alguns minutos depois, paramos em um vilarejo com uma espécie de lojinha popular de artesanato, onde fomos recebidos por lhamas e simpáticos vendedores peruanos. Degustamos um chá de coca (com uma folha só, para economizar) e tiramos algumas fotos da paisagem campestre. Ficamos mais ou menos meia hora e nesse ponto conhecemos um casal de alemães que, para variar, não me recordo os nomes. Casal este com quem conversaríamos com mais desenvoltura em Ollantaytambo, algumas horas depois.

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PISAC

Graças a Deus não havia nenhum sinal de chuva pelo caminho, apenas algumas nuvens esparsas. No caminho para Pisac, avistamos os primeiros “tuk-tuks” peruanos (motos que carregam um ou dois passageiros extras) e paisagens com ruínas essencialmente agrícolas, com campos de cultivo em multiníveis. O vai e vem das estradas acentuou ainda mais o soroche. Comemos um milho (gigante!) na entrada do sítio e seguimos em direção a “Westeros”, já que segundo o Fabricio a paisagem era digna de um episódio de Game of Thrones. Pisac é realmente incrível, mas para variar, não conseguimos conhecer nem a metade. O lugar é imenso! Mas estava cheio como o centro de uma cidade grande. Para quem tiver tempo sobrando, vale passar metade de um dia em Pisac, certamente. Até porque existe um mercado popular muito interessante nos arredores desse sítio. Tão interessante que nos perdemos no meio do povo, sempre pechinchando os preços, e atrasamos “um pouquinho” a viagem do grupo… O povo peruano é encantador, simpático, receptivo, solícito, sempre disposto a agradar o turista, mas… pechinche SEMPRE! Os preços são feitos para outra realidade e, se bobear, o viajante desavisado acaba pagando o dobro do preço em algo que para eles é comum. Em Pisac, nesse esquema, comprei mais uma boa parte das lembranças que levei para o Brasil na volta.

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BREVE PARADA PARA O ALMOÇO

No caminho para Ollantaytambo paramos em um restaurante de beira de estrada para almoçar. Descobrimos nesse restaurante o porquê de nosso pacote para o Vale Sagrado ter saído tão em conta: tínhamos que bancar o nosso almoço, que não estava incluído… Dica: informe-se sobre isso ao fechar um pacote turístico! O restaurante self-service era bem apresentável, mas quem fosse fresco para comida (como eu), não se interessaria pela maioria das coisas disponibilizadas no cardápio. Muito peixe, frutos do mar e várias outros pratos que simplesmente não conseguia definir. Fiquei no tradicional macarrão com carne.

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OLLANTAYTAMBO

Ollantaytambo (ou simplesmente Ollanta) é um vilarejo que fica no caminho para Machu Picchu Pueblo (Aguas Calientes). Foi, de longe, um dos lugares mais incríveis da viagem. Não só pelo tamanho colossal do sítio arqueológico, mas por toda a geografia ao redor e a incrível arquitetura dos incas. A cidade possui canais construídos artificialmente para direcionar água (potável, creio eu), que passam em frente às casas dos moradores. Escadas eternas, armazéns no alto da montanha para estocar alimentos, centenas de viajantes disputando um espaço para ouvir as histórias dos guias, tudo muito peculiar. Umas das atrações mais interessantes nessas ruínas é o Templo do Sol, objetivo final da maioria dos turistas que a visitam (outra construção que intriga quando paramos para tentar imaginar como ela foi construída). Assim como em Qorikancha, em Ollanta podemos observar a perfeição dos nichos construídos para abrigar imagens sacras e o que restou de pedras polidas por ferramentas desconhecidas. Além dos “tuk-tuks” já mencionados, em todo o vilarejo notamos a presença de touros gêmeos em cima das casas. Não lembro bem qual era a função deles, mas provavelmente era para a proteção espiritual da propriedade e, normalmente, eram acompanhados de uma cruz. A parte mais engraçada e inesperada da viagem aconteceu em Ollanta: na saída da cidade pegamos um trânsito absurdo e no meio do engarrafamento um bêbado começou a provocar o motorista da nossa van, com gritos, xingamentos e cuspidas no vidro. Este, para a surpresa de todos, partiu pra cima do bêbado aos chutes e pontapés! Impagável!

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CHINCHERO

No caminho para Chinchero, a superlua já havia dado o ar da graça. Esse pequeno vilarejo é conhecido pelo artesanato e criações de cuy (porquinhos da índia criados para alimentação!). Uma pena termos chegado apenas à noite, mas ainda assim conseguimos tirar boas fotos do artesanato e registrar um vídeo de aniversário para o amigo Johnny, que não conseguiu as tão desejadas férias para nos acompanhar nessa viagem. Em Chinchero os artesãos dão detalhes da fabricação e tingimento dos tecidos, tudo bem interessante, mas com os preços bem mais elevados que em outros mercados populares. Ao irmos embora, um grupo de peruanas com suas roupas típicas cantaram uma música tradicional na porta do nosso ônibus. Inesquecível!

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A SUPERLUA ILUMINANDO O “UMBIGO DO MUNDO”

Depois das altas emoções do dia, fomos deixados novamente nos arredores da Plaza de Armas e aproveitamos para tirar algumas fotos noturnas, o que ainda não tínhamos feito. Tentamos registrar a superlua na praça, mas as fotos não ficaram lá essas coisas. Fomos comer alguma coisa e acabamos dividindo a mesa com duas americanas bem simpáticas. Elas estavam fazendo intercâmbio e estudando espanhol em Cusco e foi uma ótima oportunidade para desenferrujar um pouco o meu inglês.

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MAIS UM CIGARRO ETERNO…

O cansaço não permitiu que sequer pensássemos na possibilidade de irmos para a balada aquela noite, até porque o dia seguinte seria reservado ao tão esperado Inti Raymi e ainda queríamos conhecer Maras e Moray. No alto da Calle Pumapurco (subimos de táxi dessa vez!), em frente ao Chincana, fumei o derradeiro e eterno cigarro escutando a balada no morro em frente (que seria “a boa” da noite se não fosse tão sacrificante a simples ideia de subir outra ladeira naquele frio), bebemos mais um chá de coca no salão principal do hotel (o industrializado, em saquinhos, que não é tão bom) e finalmente nos rendemos a Morfeu.

 

 

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América do Sul, Cusco, Peru

Plaza de Armas e Arredores | Cusco, 2013

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Iglesia de la Companía

Cusco, sexta-feira, 21 de junho de 2013 (1° dia).

CHOQUE TÉRMICO, CHOQUE ATMOSFÉRICO, CHOQUE CULTURAL


Logo que desembarcamos em Cusco, fomos tomados por um frio descomunal! Tinha me esquecido que era o primeiro dia de inverno e estávamos a mais de dois mil metros de altitude. Com os casacos na mala, começou um bater de queixos que parecia não ter fim… E também foi o começo dos males de altitude, também conhecidos como soroche. Por causa do meu companheiro de viagem (que dispensou o táxi oferecido pelo hotel, pela bagatela de 15 soles), tivemos que pagar 30 soles para ir do aeroporto ao hotel! 25 pro taxista e mais 5 de taxa de aeroporto, já que ele era ilegal. Vivendo e aprendendo…

O primeiro dia foi um verdadeiro desafio, já que não tínhamos dormido e nem nos alimentado direito e o soroche estava me incomodando demais! Ainda assim, após deixarmos as malas no hotel, fomos conhecer a cidade.


O HOTEL


O Casa Escondida Chincana Wasi é um hotel bem aconchegante. Instalado em um antigo casarão colonial a vinte minutos do aeroporto e a três quarteirões da Plaza de Armas, a decoração tem um estilo bem peculiar, desde espelhos solares a quadros com motivos cristãos e esculturas incas. Além de contar com a conveniência do wi-fi em todos os cômodos, possuía várias áreas de convivência. O salão principal conta com sofás confortáveis e uma lareira para aquecer os hóspedes do frio cusquenho. Assim que chegamos fomos recepcionados pelo Augusto (Hola!) e pudemos degustar nosso primeiro chá de coca (que não tem nada de anormal e não, não dá onda!). O maior defeito do Chincana é ficar no pé da montanha (Calle Pumacurco, 635), mas o mesmo defeito se tornaria uma vantagem quando tivéssemos que ir para o Inti Raymi, no santuário de Sacsayhuamán, a pé. Estávamos na metade do caminho! Indo em direção à Plaza de Armas, passávamos diariamente pelo Museo de Arte Precolombino (que não chegamos a entrar) e pelo bar Fallen Angel (que sempre estava fechado para eventos particulares) na Plazoleta de Las Nazarenas.

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Chá de coca industrializado

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PRIMEIRA VISÃO DA PLAZA DE ARMAS


Chegamos em meio aos preparativos para o Inti Raymi (o Festival do Sol), talvez a data comemorativa mais popular no Peru, e a cidade estava muito movimentada. Vendedores, crianças, idosos, cambistas, todos se amontoavam ao redor da Plaza de Armas. E o que é a Plaza de Armas?! Um lugar incrível!

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Plaza de Armas
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Plaza de Armas com a Iglesia de la Companía ao fundo

Eu não diria que é apenas um local importante de se conhecer já que, estando em Cusco, é praticamente IMPOSSÍVEL não passar pela Plaza de Armas, pois toda a vida cultural e turística da cidade fica basicamente nos seus arredores. Conhecida como Huacayapata (Praça dos Guerreiros ou dos Pesares), a Plaza de Armas, na época dos incas era o ponto principal das comemorações anuais do Inti Raymi. Além da importância religiosa e cerimonial, o local tem grande relevância histórica, uma vez que foi ali que ocorreu em 1781 a decapitação de Túpac Amaru II, o líder rebelde dos incas e também onde Francisco Pizzarro reivindicou Cusco para a Espanha. Hoje em dia, nos arredores da Plaza, podemos observar a influência espanhola nos arcos de pedra e em duas imponentes igrejas: a Catedral de Cusco e a Iglesia de la Companía (que frequentemente são confundidas, devido à semelhança).

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Plaza de Armas e Catedral de Cusco

A PRIMEIRA REFEIÇÃO A GENTE NUNCA ESQUECE


Apesar do soroche, resolvi fumar o primeiro cigarro em Cusco e percebi que ele simplesmente durava o dobro do tempo! Não sei se tem uma explicação cientifica para isso, mas desconfiamos que seja pela diminuição do oxigênio. Enfim, os cigarros simplesmente não tinham fim em Cusco! E dá-lhe dores de cabeça, tonturas, enjoos, mau-humor… Nossa primeira refeição foi um misto quente com a famosa Inca Kola. Tanto o pão, quanto o queijo e o presunto têm o gosto um pouco diferente, mas nada superou a célebre gaseosa. A Inca Kola lembra um pouco o Guaraná Jesus (refrigerante com cor e gosto de chiclete que é muito consumido no nordeste do Brasil e na popular Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro). Como seu parente brasileiro, a Inca Kola tem gosto de chiclete, mas a coloração lembra a do cloro! Enfim, eu pessoalmente não curti muito essa paixão nacional.

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Inca Kola, uma paixão nacional

VICIADOS EM EMPANADAS VISITAM O ARCO DE SANTA CLARA


 

Depois de umas fotos nos arredores do Arco de Santa Clara, achamos uma lojinha com as tradicionais empanadas! E como comemos empanadas nessa viagem! Só nessa loja comemos três empanadas cada um, sempre acompanhadas de muito ají  (tempero cremoso típico, à base de pimenta). Também provamos a chicha morada (cerveja à base de milho e especiarias). Interessante, mas nada de mais. O Peru tem trinta e cinco tipos de milho e mais de quatro mil tipos de batatas. Existem milhos vermelhos, marrons, amarelos, brancos… O milho usado na chicha morada é roxo e muito comum na cordilheira dos Andes.

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Arco de Santa Clara

1 SOL, 2 SOLES, 3 SOLES…


Em seguida fomos negociar luvas e gorros em um mercado popular de artesanato. Aproveitamos para ir ao banheiro e descobrimos que os peruanos cobram por quase tudo: 1 sol pelo uso do banheiro, 1 sol pra tirar uma foto… Até as crianças, aparentemente, já foram doutrinadas nessa filosofia, mas com toda a pobreza que constatamos, até que me parece justo…

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Mercado de artesanato

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Ao sairmos do mercado, a cidade estava ainda mais cheia. Nos informamos e descobrimos que todas as províncias visitam Cusco nessa época (que sorte, hein!?). Pessoas se abarrotavam na Plaza para assistir aos desfiles, para tirar fotos aos pés da estátua de Pachacútec e nós desviávamos de um vendedor de cinco em cinco segundos: “No, gracias!”.

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Estátua de Pachacútec no centro da Plaza de Armas

A PEDRA DE DOZE ÂNGULOS


Resolvemos seguir os conselhos do guia turístico que eu comprei e fomos conhecer os famosos muros incas na parede externa do Museo de Arte Religioso. Aproveitamos para comprar mais quinquilharias de lembrança (muitas!) e vimos a tão falada Pedra de Doze Ângulos. Foi justamente nessa pedra que um nativo começou a conversar comigo como quem não quer nada e me passou várias informações interessantes. A surpresa veio no final quando ele perguntou “O sr. tem uma contribuição para que eu possa continuar o meu trabalho?”. Lá se foram mais uns 2 ou 3 soles. Com a moça da lhama com o bebê foi a mesma coisa: “A contribuição é voluntária!” Eu dei 1 sol e ela quase me fuzilou com o olhar… “Só isso?!”. Esses peruanos…

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A Pedra de Doze Ângulos
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Artesanato nos arredores da Pedra de Doze Ângulos

A CARNE DE ALPACA


Na hora do almoço paramos em um restaurante na Plaza, o Tabasco, especializado em comida mexicana e peruana. Depois de uns nachos acompanhados de guacamole como entrada, eu como sempre, não quis arriscar e pedi um frango, mas o Fabricio resolveu experimentar carne de alpaca e gostou. Comi um pedaço e não vi nada de mais, carne normal, só um pouco agridoce. Valeu pela experiência. Depois dessa pequena odisseia, decidimos que uma soneca cairia bem e pegamos o caminho de volta para o hotel.

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Tabasco: simples, mas eficiente
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Nachos da casa
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A famosa carne de alpaca

ESCALANDO A MONTANHA


Subir a ladeira da Calle Pumapurco pela primeira vez foi, de longe, uma das experiências mais grotescas da minha vida. Parecíamos dois velhos de 80 anos, só que os velhos peruanos conseguiam subir mais rápido que a gente (e geralmente com peso nas costas!). Vergonhoso… Quando finalmente chegamos ao hotel eu me lancei na cama e dormi até umas 20h.


BALADA! SÓ QUE NÃO…


 

Depois de recuperar um pouco as energias, nos lançamos em nossa primeira noite em Cusco. Famosa pela vida noturna, tínhamos diversas opções de boates e bares pela cidade.


A PLAZOLETA SAN BLÁS


Como a intenção era ficar bêbado rápida e economicamente, compramos uma garrafa de vinho para cada um e fomos conhecer San Blás, o bairro boêmio, que de boêmio aquela noite não tinha nada! A Plazoleta de San Blás estava praticamente vazia, com uns poucos gatos pingados e uns “cachorros-lhamas” que iam pra lá e pra cá. Ficamos cerca de meia hora sentados num frio indescritível, olhando para a perfeição da lua cheia naquela noite e decidimos rodar pela Plaza de Armas. Lá chegando, já fomos abordados por outro vendedor. Só que em vez de pacotes turísticos, ele tinha um completo arsenal de drogas pela bagatela de 50 soles! Não, não fechamos negócio!


MAMA AFRICA


Depois de muito ponderar sobre as opções e conhecermos algumas figuras da Argentina, decidimos entrar no Mama Africa, certamente a boate mais famosa de Cusco. O clima era legal, muita gente bonita (a maioria estrangeiros) e música animada (reggaeton nas alturas!). Ficamos pouco, uns quarenta minutos, desviando dos gringos alcoolizados e superanimados, mas o lugar é bem interessante e econômico (geralmente a entrada é gratuita). Afinal, decidimos que era melhor guardar as energias para o dia seguinte, mas ainda tínhamos que encarar a ladeira novamente… TENSO!

A seguir: O City Tour | Cusco