América do Sul, Uruguai

URUGUAI 2014 | IMPRESSÕES/CONCLUSÕES

AS PESSOAS

Os uruguaios são muito simpáticos e solícitos. Não tivemos nenhum tipo de problema com relação às pessoas. Fomos tratados com muita cortesia e educação, desde o pessoal do hotel até os vendedores, atendentes e taxistas com os quais cruzamos. Na noite, então, parece que as pessoas têm o triplo de simpatia por brasileiros e eles sempre tentam agradar os turistas de uma forma especial, seja tentando falar em “portunhol” ou fazendo comentários positivos sobre a cultura e as belezas naturais do Brasil.

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CÂMBIO

“No Uruguai quem ganha em real fica rico!” Doce ilusão… Apesar de cada real valer em média nove pesos uruguaios, o custo de vida é alto. Comer e beber em Montevidéu é tão caro quanto no Rio de Janeiro. A estadia no Uruguai foi de longe a mais dispendiosa de toda a viagem. Como ficamos perto da Avenida 18 de Julio, não tivemos dificuldades em achar casas de câmbio, mas vale uma pesquisa apurada. Em agosto de 2014 o real variava de 9 a 10 pesos uruguaios e dependendo da quantidade trocada, centavos fazem muita diferença.

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CLIMA

Pegamos temperaturas médias de 5° em agosto. Durante o dia era tranquilo caminhar ao sol (com exceção das ramblas, onde o vento faz a sensação térmica diminuir e nem o sol aquece), mas na sombra sempre estava frio. Em nosso último dia em Montevidéu pegamos um calor absurdo que nos acompanhou até Colonia, onde pegaríamos a barca, e depois até Buenos Aires (por quase uma semana!)

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TRANSPORTE

Andamos 80% do tempo a pé no Uruguai, tanto na capital quanto em Colonia del Sacramento e em Punta del Este. Usávamos táxis para trajetos mais longos, como para ir ao Terminal Tres Cruces. Os preços são basicamente os praticados no Brasil, não vi muita diferença, talvez um pouco mais baratos, pouca coisa mesmo… Para ônibus municipais a mesma coisa, mas usamos pouco essa modalidade (somente para chegar ao bairro do Prado) porque nos horários de rush são tão lotados quanto os do Rio de Janeiro! Em nosso terceiro dia em Montevidéu, alugamos bicicletas e percorremos toda a cidade sobre duas rodas. Foi, de longe, um dos dias mais divertidos!

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GASTRONOMIA

Criamos uma grande expectativa sobre a gastronomia uruguaia, o que no final causou um certo desapontamento. As carnes são boas, com cortes diferentes, mas sem nenhum tempero, assim como a maioria dos pratos. O que salva são os temperos para colocar na comida depois de pronta, como o chimichurri, que cai bem com qualquer carne! Compramos um vidro de chimichurri no mercado, mas acabamos por abandoná-lo na geladeira do hostel em Buenos Aires… Fomos comer a tal da “Parrilla” no Mercado do Porto. Se falasse que a carne é ruim, estaria mentindo, mas também não tinha nada que justificasse o preço.

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Encontramos muitos alfajores no Uruguai, mas o melhor, na minha opinião, foi o “alfajor-hambúrguer” que compramos em uma barraquinha de comida de rua a 30 pesos uruguaios (cerca de R$ 3,00). Barraquinhas de rua que são frequentes no centro de Montevidéu, nas ruas transversais à Avenida 18 de Julio, principal via da cidade. Mesmo esses points populares seguem o mesmo esquema, simplicidade e falta de tempero. Temperamos os lanches na hora, com chimichurri, molho tipo vinagrete e vários outros tipos disponíveis. Em Punta del Este comemos um bife à milanesa com fritas imenso! (e relativamente barato…). Para economizar, fizemos compras no supermercado (Ta-Ta) algumas vezes. O achado? O hambúrguer deles é uma delícia! Agora não me recordo o nome da marca, mas a embalagem é um saquinho amarelo. Vale a pena! (Risos) No bairro do Prado, experimentamos o churros uruguaio, não muito diferente do brasileiro.

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Eles são bem exagerados com relação à comida, as porções geralmente são bem servidas. Comemos um chivito de fast food no Mercado Agrícola, o “Chivitos lo de Pepe”. Eu achei ótimo! Aliás, deve ser difícil um chivito ser ruim, é um “podrão” diferente. Comemos pizzas e chivitos mais tradicionais no “La Pasiva” (Eu vi esse sorrisinho de canto de boca…), que apesar do nome engraçado tem uma comida bem legal. Passamos pelo Café Brasilero, para tomar um cappuccino gelado e um cafezinho (por favor!). Vale a visita, mais pela aura do lugar do que pelo café propriamente dito.

VIDA NOTURNA

Aproveitamos bastante a área da Ciudad Vieja que, dizem os locais, nem é a melhor área para frequentar bares e boates. Em nossa primeira noite em Montevidéu (uma segunda-feira, diga-se de passagem), caímos de paraquedas no pub El Pony Pisador, perto do Teatro Solís, onde a atração era um duo muito bom chamado “Dos Guitarras”. Já começamos bem (bêbados!) nossa estadia no Uruguai. A Rua Bartolomé Mitre é bem servida de pubs, bares e lanchonetes. Curtimos algumas noites lá, uma vez no The Shannon e outras no Pony de novo, mas a rua tem uma aura obscura, com algumas figuras suspeitas (na maioria das vezes flanelinhas ou traficantes ou ambos!). O preço das bebidas é o mesmo praticado no Brasil… Não tivemos tempo de conhecer a vida noturna em Pocitos, onde se concentram os melhores bares e boates da cidade, dizem. Fica para uma próxima. A gorjeta no Uruguai não é obrigatória, porém é de praxe deixar 10% do valor consumido em qualquer estabelecimento.

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América do Sul, Colônia do Sacramento, Uruguai

COLONIA DEL SACRAMENTO | URUGUAI

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Colonia del Sacramento, quinta-feira, 14 de agosto de 2014 (4° DIA).

O MELHOR PRESENTE

Em 2014 optei por passar o meu aniversário em um lugar diferente. Como a data coincidiria com a nossa estadia no Uruguai, eu tinha algumas opções: Montevidéu, Punta del Este, Colonia del Sacramento… No fim, acabamos em Colonia, mas o presente mesmo ganhei em Montevidéu. Por volta das 6h da manhã contemplei o nascer do sol mais espetacular dos últimos tempos!

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HERANÇA PORTUGUESA, HERANÇA ESPANHOLA

Depois de cerca de duas horas e meia de viagem, estávamos de volta à histórica Colonia del Sacramento. Fazia frio, a sensação térmica era de mais ou menos cinco graus e o dia estava com o céu limpo, sem uma nuvem sequer, o que deixaria as fotos ainda mais bonitas.

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Colonia del Sacramento, a cidade mais antiga do Uruguai, foi fundada por portugueses em 1680, mas passou para o domínio espanhol um século depois. Desde então, deu-se uma série de disputas e o resultado foi uma cidade tipicamente colonial com influências tanto portuguesas quanto espanholas. Devido à sua importância histórica, em 1995 a pequena cidade às margens do Rio da Prata foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO.

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Caminhar pelas ruas de pedras de Colonia é como fazer uma viagem no tempo. Longe da agitação das grandes capitais (fica a apenas uma hora de barco de Buenos Aires e a duas horas de ônibus/carro de Montevidéu), Colonia é perfeita para quem deseja tranquilidade e descanso.

O MINI TOUR

Chegamos cedo a Colonia, por volta das 10h da manhã e, na entrada do bairro histórico, paramos em um centro de informações turísticas para conseguir alguns mapas. Coincidentemente, um grupo estava se formando para conhecer a cidade com o auxílio de uma guia e embarcamos nessa leva por 150 pesos.

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A guia era uma senhora de cinquenta e poucos anos, cujo nome não me lembro no momento, e falava em um espanhol muito rápido. Tão rápido que o passeio pelo centro histórico durou, no máximo, trinta minutos! Fazendo jus ao preço (cerca de R$ 15,00)… Lá pelas 11h30 já estávamos livres para perambular pela cidade sozinhos.

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BASÍLICA DEL SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Um dos pontos interessantes que conseguimos conhecer mais detalhadamente durante o mini tour foi a Basílica del Santísimo Sacramento, primeira igreja fundada no Uruguai . Reformada em 1810, manteve a simplicidade da arquitetura portuguesa original.

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UM POVO CINÓFILO

Depois do fast tour”, fomos caminhar pela cidadela para rever os principais pontos turísticos com mais calma. No caminho, fizemos amizade com alguns dos muitos cachorros que habitam as ruas da cidade e a passamos pelo Aquário de Colonia, mas não chegamos a entrar. Passeamos pela orla do Rio da Prata até chegarmos ao charmoso cais com seus barcos ancorados. Depois de algumas fotos, seguimos pela costa registrando os prédios e carros antigos. É uma cidade para curtir sem pressa, o que pode torna-la monótona se você não é do tipo que se interessa por História.

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Algum tempo depois a fome já estava batendo e resolvemos comer alguma coisa no Freddo, finalmente (passamos os dias anteriores tentados a entrar em um, mas não o havíamos feito até aquele momento). “Para mim um café e um alfajor, por favor!”. De quebra ganhei uma bola de sorvete como cortesia! Era o mínimo, já que tudo custa o olho da cara!

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CALLE DE LOS SUSPIROS

Depois do segundo café do dia, voltamos à Calle de los Suspiros para fotos e uma exploração mais apurada. Muitas lendas rondam essa rua calçada com típicas pedras portuguesas. Segundo a guia, era por ela que chegavam os escravos trazidos da África, por isso os suspiros: de sofrimento. Outra versão diz que por ali passavam os condenados à morte para serem fuzilados às margens do Rio da Prata. Já outra versão curiosa atribui o nome a suspiros de prazer, uma vez que a rua pode ter sido uma típica localidade de prostituição. Seja qual for a versão verdadeira – inclusive todas as versões simultaneamente – uma vez em Colonia, não deixe de conhecer a Calle de los Suspiros!

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FARO DE COLONIA

Perto da Calle de los Suspiros encontra-se o Faro de Colonia. Pelo preço simbólico de 20 pesos (cerca de R$ 2,00), podemos subir até o topo do farol, que começou a ser construído em 1855 sobre as ruínas do convento de São Francisco Xavier, e contemplar uma vista de 360° do centro histórico. Vale muito a pena!

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BASTIÓN DE SAN MIGUEL

O Bastión de San Miguel é o que resta hoje de uma grande muralha construída em 1745 pelos portugueses. Com o intuito de proteger estrategicamente a cidade de ataques estrangeiros provenientes do Rio da Prata, a ruína possui ainda hoje canhões de guerra muito bem conservados. Seguindo por essa muralha, voltamos à entrada do bairro histórico, o Portón de Campo.

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A DEPRESSÃO URUGUAIA

Em Colonia del Sacramento, talvez por ser uma cidade histórica, parece que a vida segue em um ritmo próprio, lento, arrastado. Eu sentia uma introspecção melancólica no ar, creio que a Ingrid também, mas ninguém foi mais afetado por essa vibe do que o Auli. Depois de algumas horas em Colonia ele passou a sofrer de um mal que apelidamos carinhosamente de “A Depressão Uruguaia” (risos) que nos acompanhou durante quase toda a estadia.

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PORTÓN DE CAMPO

O Portón de Campo (Puerta de Campo/Puerta de la Ciudadela) é a entrada para o bairro histórico e um dos cartões postais de Colonia. Construído em 1745, ainda sob domínio português, o monumento já passou por inúmeras reformas, assim como as ruínas da muralha em seu entorno e a ponte levadiça. Devido ao seu valor histórico – e a própria localização – o Portón de Campo é uma das atrações imperdíveis de Colonia del Sacramento.

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ANJO PRETO

Depois de passarmos a manhã perambulando pelo centro histórico, tínhamos que encontrar um lugar para o meu almoço de aniversário. Nos arredores da Plaza Mayor, perto da Basílica del Santísimo Sacramento, encontramos um simpático restaurante chamado Anjo Preto. O restaurante é simples, mas bem elegante e o mais importante: com wi-fi e preços acessíveis! No cardápio constava desde parrillas até massas e acabei optando pela última. Recomendo! Mas existem muitas outras opções (para todos os bolsos) nos arredores.

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DE VOLTA AO CAIS

Depois de um cafezinho pós-almoço, retornamos ao cais para mais uma sessão de fotos. Tanto eu quanto a Ingrid tiramos fotos de tudo, desde os barquinhos até os cachorros que às vezes nos seguiam… Já o Auli achava aquilo um saco (risos) e por diversas vezes brincamos que venderíamos as nossas fotos para ele já que ele não tirava nenhuma.

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“SO SOON?”

Em Colonia nos limitamos ao centro histórico, não chegamos a conhecer tudo. Assim que saímos da rodoviária da cidade, damos de cara com algumas empresas de aluguel de carros e quadriciclos, mas não queríamos gastar grana com isso (cerca de US$ 50,00 por pessoa) o que nos limitou até onde pudéssemos andar… Quem tiver mais tempo, grana e disposição pode alugar um desses veículos para conhecer as praias e outras construções históricas mais distantes, como a Plaza de Toros.

OS ÔNIBUS

Voltamos para a rodoviária por volta das 16h e ainda tivemos que esperar até às 17h para pegar o próximo ônibus. Pegamos o ônibus intermunicipal da empresa COT e não nos arrependemos. Além do wi-fi gratuito durante todo o caminho, a frota é bem confortável e com preços justos. Uma curiosidade: Parece que rola um overbooking nos ônibus intermunicipais no Uruguai. Durante o trajeto de volta, várias pessoas viajavam em pé e o ônibus ficou lotado…

E assim, por volta das 19h30 já estávamos de volta à gélida noite de Montevidéu…

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América do Sul, Montevidéu, Uruguai

MONTEVIDÉU | URUGUAI

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Montevidéu, segunda-feira, 11 de agosto de 2014 (1°dia).

 

O MEIO DE TRANSPORTE

Depois de duas horas e meia viajando de barco de Buenos Aires a Colonia del Sacramento, enfrentamos mais duas horas de ônibus, mais ou menos, para finalmente chegar a Montevidéu, capital do Uruguai. Todo o trajeto de ida foi bem tranquilo, sem atrasos ou imprevistos. Descemos em Buenos Aires por volta das 9h30 da manhã e trocamos alguns reais por pesos argentinos apenas para pagar o táxi. O ferry boat sairia do posto da Colonia Express – em Puerto Madero, se não me engano – às 12h, então tínhamos tempo de sobra para procurar um táxi, o que conseguiríamos com facilidade na saída do Aeroparque Internacional Jorge Newbery. No trajeto para o porto, enquanto comentávamos sobre o visual da cidade, o Auli cometeu a primeira gafe da viagem tentando se comunicar com o motorista de táxi em um portunhol improvisadamente tosco. O motorista o ignorou solenemente… E os três tiveram uma inevitável crise de riso! Definitivamente, o início de qualquer viagem é sempre muito divertido.

Descemos no porto e nos direcionamos para a segunda imigração do dia. Um caldeirão de nacionalidades e línguas diferentes compunha a imensa fila que se formou de repente: brasileiros, chineses, alemães, peruanos, holandeses, até árabes com suas roupas exóticas. Aparentemente, o posto da Colonia Express estava em reforma, pois fizemos vários desvios até a sala de embarque. Lá aguardamos mais uns trinta minutos e embarcamos. Eu estava morrendo de sono, tinha ido para o aeroporto por volta de 1h da manhã e não havia dormido aquela noite. Aproveitei a tranquilidade do barco para uma longa soneca, rezando para desembarcarmos diretamente em Montevidéu dali a quatro horas. Nada disso! Fomos parar em Colonia del Sacramento…

Em Colonia, o desembarque foi longo. A estação de lá também estava em obras e andamos um bom caminho arrastando as malas até o ônibus que faria a conexão. Confesso que preferi ignorar essa possibilidade, mas no final deu no mesmo em termos de duração do trajeto. A estrada entre Colonia e Montevidéu é bem bonita e, nesse trecho, além de conversarmos sobre a viagem, preferi ignorar o sono e o cansaço e simplesmente curtir a paisagem bucólica. Chegamos a Montevidéu no horário programado, por volta das 17h, no Terminal Rodoviario Tres Cruces. Fizemos o câmbio necessário e tomamos um táxi em direção ao hotel.

O RENTLINE

O Rentline foi a estadia mais cara da viagem. Na época concordamos que “merecíamos” um pouco de luxo no início da viagem e valeu muito a pena. Na verdade, trata-se de um apart hotel e alugamos um conjugado para três pessoas no 11° andar. O maior atrativo era a vista maravilhosa para o Rio da Prata e para a Iglesia del Sagrado Corazón, mas de uma forma geral as instalações e a localização (San José, 1478) fizeram com que o lugar tivesse um excelente custo-benefício. Até porque, comparando com a Argentina o Uruguai saiu mais caro em quase todos os aspectos. Mas vamos aos pontos positivos e negativos:

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Positivos: Custo-benefício; privacidade; boa localização; equipe atenciosa e acessível (principalmente no período noturno – “Hola, Walter!”); disponibilização da maioria dos utensílios de cozinha; aquecedores eficientes; aluguel de bikes; wi-fi; A VISTA!

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Negativos: Banheiro sem ventilação e com cheiro de esgoto em alguns períodos do dia; vazamento na pia da cozinha; sem serviço de limpeza diário (é pago à parte); fogão elétrico ineficiente.

A PRIMEIRA NOITE

Não havíamos programado nada para a primeira noite, até porque não sabíamos em que estado iríamos chegar. Mas depois de comermos algo no Burguer King da Avenida 18 de Julio, resolvemos estrear as bebidas que havíamos comprado no Duty Free e a vodka com Schweppes caiu tão bem que resolvemos cair na noite em plena segunda-feira! (Férias, como eu te amo!)

 

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Caminhamos novamente pela Avenida 18 de Julio, em direção à Ciudad Vieja. Nesse trecho constatamos que mesmo a maconha não sendo totalmente legalizada no Uruguai, os adeptos da erva a fumam sem cerimônia nas praças, nos pontos de ônibus e em frente aos bares. Passamos pela Plaza Independencia e pela Puerta de la Ciudadela (que bem poderia ser chamada de “Porta do Vento”, pois quase fomos carregados por ele…) até que avistamos o famoso Teatro Solís, com sua iluminação noturna.

EL PONY PISADOR

Paramos alguns minutos apreciando a beleza do Teatro e aproveitamos para tirar algumas fotos. Notamos um burburinho na esquina da Calle Bartolomé Mitre e fomos verificar do que se tratava. Essa rua tem uns quatro ou cinco pubs e para uma segunda-feira gelada (acredito que estava perto dos cinco graus) estava bem agitada. Resolvemos entrar no El Pony Pisador onde o duo Dos Guitarras estava se apresentando aquela noite. O som estava animado, com clássicos do rock e verdadeiras road songs: Rod Stewart, Creedence Clearwater Revival, Beatles etc. Mas o impagável foi a dupla cantando “Já Sei Namorar” dos Tribalistas em homenagem aos clientes brasileiros.

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Segundo alguns locais, a rua não é das mais bem frequentadas. É verdade que encontramos algumas figuras suspeitas pelo caminho, flanelinhas, traficantes (alguns desempenhavam as duas funções!), bêbados etc… Mas nada que não encontramos em grandes centros históricos boêmios, como a Lapa, no Rio de Janeiro. Depois de gastarmos quase todos os nossos pesos bebendo, resolvemos que já era a hora de descansar se quiséssemos aproveitar o “primeiro dia de fato” em Montevidéu. E voltamos por todo o caminho da 18 de Julio “no brilho” e curtindo o frio. Grande primeira noite!

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Montevidéu, terça-feira, 12 de agosto de 2014 (2° dia).

 

CIUDAD VIEJA

O segundo dia nos presenteou com um sol incrível! A vista do hotel para o Rio da Prata naquele dia de céu extremamente azul era um espetáculo a parte. Fizemos o mesmo trajeto do dia anterior em direção à Ciudad Vieja. Perto da Intendencia Municipal de Montevidéu, tiramos fotos com a réplica do Davi de Michelângelo e seguimos pela Avenida 18 de Julio até a Plaza Independencia. Nesta praça, encontramos monumentos importantes como o monumento equestre em homenagem ao herói nacional José Artigas, o Palácio Estévez, o Palacio Salvo e a Puerta de la Ciudadela, que fica no início (ou seria no final?) da Calle Sarandí, uma das ruas históricas mais importantes da cidade de Montevidéu. Nessa rua podemos encontrar desde as mais diversas lojas, até apresentações musicais e uma feira popular bem interessante. A partir da Plaza Independencia podemos avistar também o famoso Teatro Solís.

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Passando pela Calle Sarandí chegamos à Plaza Constitución com seu belíssimo chafariz central ornamentado com anjos e sátiros bebês (!). Nessa praça também está situada a Catedral Metropolitana de Montevidéu. Como estávamos no meio do inverno no Hemisfério Sul, as árvores estavam completamente nuas. Caminhando um pouco mais pela Sarandí, vimos a apresentação de um grupo de música new age chamado Pacha Delica (pelo que entendi, o nome vem de uma mistura de Pacha Mama – deusa inca da terra e da fertilidade – e “psicodélica”) com um som bem exótico. Antes de chegar às ramblas (orlas), demos uma passada rápida pela Plaza Zabala e na Dirección General de la Reserva Naval.

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RAMBLAS

Montevidéu possui uma orla imensa dividida em ramblas com praias de tamanhos diversos às margens do Rio da Prata. A primeira que visitamos foi a Rambla Francia e seguimos até o Cubo del Sur com seus canhões antigos, na Rambla Gran Bretaña. A intenção era conhecer as ramblas de bicicleta, o que faríamos no dia seguinte.

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MERCADO AGRÍCOLA

A fome estava apertando e o Auli queria experimentar uma legítima parrilla uruguaia. Sabíamos que um dos lugares mais tradicionais para experimentar o churrasco uruguaio é o Mercado do Porto e como estávamos de volta à Plaza Independencia (minhas fotos ficaram uma porcaria e voltei para conseguir umas melhores), resolvemos pegar um táxi para chegar até lá. Mas depois de comermos alguns alfajores deliciosos em uma padaria perto da Puerta de la Ciudadela, fomos convencidos pelo taxista a irmos ao moderno Mercado Agrícola, em vez do tradicional Mercado do Porto. O que nos convenceu foi saber que o mesmo ficava no caminho para o Estadio Centenario, que pretendíamos visitar mais tarde.

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O Mercado Agrícola de Montevidéu aparentemente é um prédio antigo reformado e transformado numa espécie de shopping. Não vimos nada de mais além das usuais tentações gastronômicas como doces de todas as espécies. Ficamos com medo dos possíveis preços elevados nos restaurantes chiques e resolvemos almoçar um chivito no Chivitos lo de Pepe. Sem arrependimentos!

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ESTADIO CENTENARIO

Saindo do Mercado Agrícola, caminhamos algumas quadras e depois de alguns minutos tentando pegar um ônibus (todos vinham lotados aquele horário), nos rendemos a um táxi. Não sei qual era a sensação térmica, mas estava MUITO frio!

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O Estadio Centenario, que fica no Parque Battle, foi construído originalmente para ser a sede da primeira Copa do Mundo, em 1930. Neste ano, o Uruguai conquistou o seu primeiro título mundial. Pelo valor histórico, creio que o estádio poderia estar mais bem conservado, nem que para isso aumentassem o valor do ingresso para visitação (míseros 50 pesos uruguaios). O Parque Battle também abriga um dos monumentos La Carreta (no bairro do Prado podemos encontrar outro), o que rende boas fotos. Tentamos novamente pegar um ônibus para voltar, mas não havia condições…

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COMPRAS

Com o intuito de economizar o máximo possível, resolvemos que aproveitaríamos a estrutura do apart hotel para fazer nossas próprias refeições. Fomos conhecer o popular supermercado Ta-Ta na Avenida 18 de Julio. O lugar não deixa nada a desejar aos melhores supermercados brasileiros, mas fazer compras em outro país é sempre um desafio… Passamos horas decidindo o que levar, qual quantidade, quanto queríamos gastar etc. No final, acabamos levando um monte de besteira: um hambúrguer delicioso que, no momento, não recordo a marca; salgadinhos; biscoitos; frios; pão; bebidas e – claro – um pote de chimichurri (que negócio viciante!) e alguns alfajores!

Montevidéu, quarta-feira, 13 de agosto de 2014 (3° dia).

BIKE NA RAMBLA

Alugamos no próprio hotel, por US$ 20,00 cada, três bicicletas com a intenção de passear pelas ramblas (“Gracias, Valentina!”). Em outro dia lindíssimo, decidimos seguir na direção contrária à Ciudad Vieja, com o intuito de pedalar desde a Rambla Republica Argentina até o bairro de Pocitos.

O EDIFÍCIO MERCOSUL

Na Rambla Presidente Wilson, fizemos uma breve parada em frente ao Edifício Mercosul para tirar algumas fotos. O prédio fica ao lado de um dos mais famosos cassinos de Montevidéu, o Parque Hotel. Construído em 1906 para ser um hotel de luxo, atualmente é a sede administrativa do Mercosul, o escritório regional da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Representação Regional da UNESCO.

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O PARQUE RODÓ

Pedalamos pela rambla até o Parque José Enrique Rodó, ou simplesmente, Parque Rodó. Para quem gosta de atividades ao ar livre, é uma ótima opção para caminhadas, corridas, piqueniques etc. Quem viaja com crianças, pode aproveitar também o parque de diversões anexo. Passamos alguns minutos tirando fotos e desfrutando da tranquilidade do lugar e voltamos para a rambla.

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MEMORIAL DO HOLOCAUSTO

Ainda na Rambla Presidente Wilson, logo após o Clube de Pescadores de Montevidéu, chegamos ao Memorial do Holocausto do Povo Judeu. Inaugurado em 1994, foi concebido pelos artistas Gastón Boero, Fernando Fabiano e Sylvia Perossio em homenagem aos judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

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PUNTA CARRETAS

A intenção era chegar até o bairro de Pocitos, mas ao nos aproximarmos do Club La Restinga e do Farol de Punta Carretas nos demos conta do quanto estávamos exaustos e famintos! Além de ter de voltar todo o caminho já feito, precisaríamos continuar um bom pedaço até chegarmos ao Mercado do Porto e à tão desejada parilla. Decidimos, após alguns minutos de descanso, que era a hora de regressar…

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O MERCADO DO PORTO

O caminho de volta foi extremamente cansativo. Pedalando contra o vento, de tempos em tempos tínhamos que parar para recuperarmos o fôlego. Depois de uma eternidade, finalmente chegamos à Rambla 25 de Agosto de 1825, na região portuária. O Mercado do Porto é um dos ícones de Montevidéu. Conhecido por ser um lugar turístico, é famoso pelas parrillas (churrasco à moda uruguaia) e lá fomos nós experimentar. Sinceramente, apesar da fome sobrenatural que estávamos não achei a comida nada de mais… Pelo contrário, o custo benefício foi péssimo: gastamos cerca de 600 pesos cada um em uma parrillada (que não estava ruim, mas não era a melhor carne do mundo) e duas cervejas! Compramos gato por lebre nessa, mas confesso que se a fome não estivesse tão crítica e o lugar já não estivesse fechando (era um pouco mais de 15h) nós poderíamos ter pesquisado melhor… Ainda assim, vale a visita!

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CIUDAD VIEJA DE BIKE

Passeamos de bicicleta pela Ciudad Vieja em plena quarta-feira e foi bem tranquilo. Apesar das ruas cheias de pedestres e trânsito em alguns pontos, o povo uruguaio é muito educado e não tivemos nenhum tipo de problema. Em tempo, eu estava louco por um café e lembramos que ainda não tínhamos visitado o Café Brasilero.

O CAFÉ BRASILERO

Chegamos no final da tarde ao charmoso Café Brasilero. Enquanto meus companheiros se deliciavam com um cappuccino gelado, eu estava sedento por um café preto tradicional. Como havíamos acabado de almoçar, não experimentamos nada de comer, mas as sobremesas eram extremamente convidativas. Fundado em 1877, a decoração do lugar é bem tradicional e aconchegante, criando um clima que nos faz querer viajar no tempo. Aliás, toda a Montevidéu tem um clima muito retrô

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ARRISCANDO A VIDA

O caminho para o hotel não era mais tão tranquilo quanto a Ciudad Vieja, mas mesmo assim, resolvemos seguir de bike até a Calle San José. Em alguns momentos, principalmente em subidas e descidas a coisa ficava tensa e nos perdemos um do outro no trajeto. A pior parte foi passar por baixo do prédio da Intendencia Municipal de Montevidéu junto com carros, ônibus, motos e pedestres ao mesmo tempo… Mas, valeu a aventura!

JANTANDO “PASSIVAMENTE”

A despeito do cansaço, não conseguimos ficar em casa na terceira noite, fomos procurar alguma coisa para comer na Calle Sarandí. A Ciudad Vieja à noite pode ser bem melancólica… Passamos novamente pela Puerta de la Ciudadela (quase sendo carregados pelo vento) e fizemos uma parada na Plaza Constitución – que com sua iluminação noturna tem um clima extremamente gótico – onde fica uma das filiais do La Pasiva (Deus está vendo esse sorrisinho de canto de boca…), restaurante/lanchonete tradicional de Montevidéu. Enquanto a Ingrid preferiu pedir uma pizza e o Auli um frango grelhado, eu optei por encarar outro chivito. De quebra, dividimos um flan com doce de leite como sobremesa. Espetacular!

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Montevidéu, quinta-feira, 14 de agosto de 2014 (4° dia).

COLONIA DEL SACRAMENTO

Mais um dia de clima perfeito amanheceu em Montevidéu. Levantamos junto com o sol, pois passaríamos o dia em Colonia del Sacramento, a duas horas da capital.

DE VOLTA A MONTEVIDÉU

Voltamos relativamente cedo de Colonia, por volta das 17h, e depois de descansarmos um pouco, meus companheiros de viagem resolveram que queriam continuar as comemorações do meu aniversário, mas depois de Colonia del Sacramento a minha animação era zero…

O BLUZZ

Descemos pela Calle Soriano e tentamos pela primeira vez, sem sucesso, entrar no Baar Fun Fun, que já estava lotado. Era o que eu tinha programado para a noite do meu aniversário, assistir a uma apresentação de tango e candombe, o que nunca aconteceu. Continuamos mais um pouco e fomos parar em um lugar chamado Bluzz Bar, também nos arredores do Teatro Solís. A primeira vista estava bem animado, cheio e com música alta. Foi o tempo de entrarmos, pedirmos uma cerveja e em alguns minutos houve uma debandada quase geral. Nos conformamos com a situação e decidimos orbitar novamente pela Bartolomé Mitre.

THE SHANNON

Não queríamos nos render novamente ao Pony Pisador, então, dessa vez, resolvemos beber alguma coisa no pub vizinho, o The Shannon. O som estava animado e resolvemos entrar, mas antes mesmo de conseguirmos uma mesa nos demos conta que quem estava cantando era o mesmo duo do Pony, o Dos Guitarras!! Putz! Não teve como escapar! Beleza, os caras mandavam bem… Encaramos mais um set de música brasileira – incluindo o “mega hit” Menina Veneno, que causou alvoroço em grupo de pelo menos uns dez brasileiros em frente ao palco – e depois de uns drinks a mais resolvemos que era hora de se entregar a Morfeu.

 

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Montevidéu, sexta-feira, 15 de agosto de 2014 (5° dia).

CORRIDA NA RAMBLA

E a tão aguardada sexta-feira em Montevidéu chegou sem a animação esperada. Acordamos tarde nesse dia e o Auli ainda estava com sintomas leves da “Depressão Uruguaia” adquirida em Colonia del Sacramento (risos). Eu e Ingrid resolvemos dar um fim ao sedentarismo e fomos correr na rambla gelada. É incrível como o vento consegue diminuir a sensação térmica dos lugares. Em pleno sol do meio-dia, precisamos de uns quinze minutos correndo para nos sentir “levemente” aquecidos… Alternamos caminhada e corrida por mais ou menos uma hora e encontramos o Auli na 18 de Julio para fazer câmbio e irmos ao mercado novamente.

SEXTA-FEIRA EM MONTEVIDÉU

Depois do mercado, voltamos para a casa e resolvemos não fazer nada até a noite, quando decidiríamos o destino da primeira “sexta sem lei” da viagem. Depois de tentar entrar mais uma vez no Baar Fun Fun, acabamos no The Shannon novamente, mas estava chato e partimos para um inferninho nos cafundós de Montevidéu onde dançamos cúmbia até às 5h da manhã…

Montevidéu, sábado, 16 de agosto de 2014 (6° dia).

 

 

TANGO NA PRAÇA E O ALFAJOR-HAMBÚRGUER

Acordamos com menos ressaca do que eu imaginei no sábado pós-farra. Hoje, tínhamos programado de conhecer Punta del Este, mas era humanamente impossível… Enquanto o Auli curtia a sua introspecção, eu e Ingrid decidimos conhecer o arborizado bairro El Prado. Para economizar e conhecermos um pouco o cotidiano do lugar, decidimos que iríamos de ônibus. No caminho, testemunhamos alguns casais dançando tango na Plaza Cagancha. Na Avenida 18 de Julio compramos uns alfajores para viagem. Mas não eram simples alfajores, eram imensos, do tamanho de um hambúrguer!

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EL PRADO

Chegamos tarde ao Prado, bem depois da hora do almoço, então, tínhamos pouco tempo para conhecer o famoso bairro. Logo após descermos do ônibus, demos de cara com outro monumento “La Carreta”, tão bonito quanto o que havíamos conhecido no Parque Battle.

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O Parque Prado me lembrou um pouco a Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Só que bem mais limpo e organizado. Como era um sábado, o parque estava cheio de jovens com suas garrafas térmicas com água quente para preparar o mate, crianças brincando, idosos passeando, pessoas se exercitando ou simplesmente passeando com seus cachorros (que no Uruguai são muitos!). Foi uma tarde agradável em que pudemos treinar o nosso lado fotógrafo.

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O Parque Prado foi inicialmente a Quinta del Buen Retiro de José de Buschental que se encarregou de construir uma bela paisagem com árvores, flores e outras espécies florestais trazidos de diferentes países. O parque é atravessado pelo Arroyo Miguelete, acompanhado do Monumento aos Últimos Charrúas, La Rosaleda, o Hotel del Prado e bandeiras da Associação Rural.

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MONUMENTO AO GAÚCHO

Estávamos tão acostumados a passar diariamente pelo Monumento ao Gaúcho, que nem percebemos que ainda não o havíamos fotografado. Depois de quase nos perdermos em uma parte desconhecida da Avenida 18 de Julio e de passarmos mais uma vez no supermercado Ta-Ta para compras emergenciais, resolvi aproveitar o que seria uma das últimas chances de registrar o tal monumento.

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DESPEDIDA (NO PONY PISADOR, CLARO!)

Combinamos que iríamos no dia seguinte para Punta, mas não muito cedo, já que queríamos uma despedida decente e não havia lugar melhor do que aquele em que tudo começou! O Pony Pisador estava mais cheio do que o de costume, lógico. Em vez do Dos Guitarras, uma banda inteira (que não me lembro o nome) ia se apresentar aquela noite. Conseguimos uma mesa no segundo andar, mas logo fomos expulsos pela garçonete para outra, na lateral, pois o lugar estava enchendo e ela retiraria boa parte das mesas. Os caras seguiam o mesmo estilo eclético do Dos Guitarras: rock clássico, pop rock argentino e uruguaio e típicas músicas de beira de estrada! Em determinada hora, andar já estava impossível, as bebidas demoravam para chegar e havia uma fila imensa para ir ao banheiro. Decidimos que era a hora de nos guardarmos para a tão esperada Punta del Este. Não foi incrível como a primeira noite, mas foi uma despedida digna!

A TRILHA SONORA

Em Montevidéu tivemos uma overdose de Coldplay e Pharrell Williams. Escutávamos praticamente todo dia! Fora isso, de vez em quando eu obrigava meus companheiros de viagem a escutarem Jorge Drexler, famoso “cantautor” uruguaio de “Al Otro Lado del Río”, primeira música em espanhol a vencer o Oscar de melhor canção original em 2005 com o filme Diários de Motocicleta de Walter Salles. Na noite escutamos alguma coisa de música brasileira e muita road music . No El Pony Pisador, fora a já mencionada versão para “Já Sei Namorar” dos Tribalistas, a música que mais me marcou foi o hit do Creedence Clearwater Revival, “Have You Ever Seen The Rain?”. Além disso, tivemos o primeiro contato com a cúmbia e o candombe, mas não me lembro de uma música em particular desses estilos.

Montevidéu, domingo, 17 de agosto de 2014 (7° DIA).


DE VOLTA A MONTEVIDÉU…

Depois de passarmos um dia ensolarado em Punta del Este, voltamos a Montevidéu para o devido descanso, pois no dia seguinte embarcaríamos de volta a Buenos Aires para uma semana de estadia.

Chegávamos ao fim da primeira estação…

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América do Sul, Argentina, Uruguai

URUGUAI & ARGENTINA 2014 – PREPARATIVOS

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“É TÓIS!”

A Copa do Mundo FIFA de 2014 acabara há mais ou menos um mês. A seleção brasileira – como seria impossível de esquecer – havia sido humilhada pela seleção alemã (perdendo de 7 a 1) e estava fora da disputa. Os alemães, por sua vez, depois de esbanjarem simpatia, carisma e profissionalismo em sua estadia no Brasil, ganharam a taça em cima da seleção argentina, que acabou por amargar o segundo lugar. Já a seleção uruguaia deixou o mundial precocemente, logo após o episódio da mordida de Luis Suárez em um jogador italiano. Eu, que não me considero um entusiasta do futebol, tive que reconhecer mais uma vez que o esporte consegue abalar as estruturas de um país, principalmente durante o mundial. E nesse clima futebolístico, após a invasão argentina para assistir à final no estádio do Maracanã, era a hora de partirmos em direção ao sul a fim de conhecer as terras dos “hermanos”.

TICKET PARA O FIM DO MUNDO

Conhecer as nações do Rio da Prata não exige uma preparação muito elaborada. Não precisamos de vacina e nem precisamos nos preocupar com a altitude (graças a Deus!). E sequer precisamos de passaporte, bastando apenas um documento de identificação válido, uma vez que ambos os países fazem parte do Mercosul. Mas, como viajaríamos no inverno, tivemos que nos atentar ao vestuário, principalmente porque o roteiro incluía Ushuaia, na Patagônia Argentina, como destino final. Pensando que talvez encarássemos temperaturas perto de zero grau, tratei de adquirir um conjunto de segunda pele e tirei do guarda-roupa todo o meu vestuário de frio. Para curtirmos sem contratempos o “Fim do Mundo”, como é conhecida a cidade de Ushuaia – considerada a cidade mais austral do mundo – precisaríamos ainda de roupas e calçados impermeáveis. Por sorte, não precisamos carregar tudo do Brasil, pois a cidade conta com inúmeras lojas especializadas em aluguel e venda de roupas e equipamentos para neve.

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PELO AR, PELA TERRA, PELA ÁGUA

Em comparação com a minha viagem anterior (para o Peru, em 2013), os voos seriam muito mais calmos, curtos e, o mais importante, sem escalas! (pelo menos na ida) Mas a estadia seria mais longa, o que exigia um esforço maior para nos adequar ao custo-benefício de cada lugar. Chegaríamos pelo Aeroparque Internacional Jorge Newbery, no coração da cidade de Buenos Aires. Já a viagem de volta sairia do Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas , em Ushuaia, direto para o Aeroparque Jorge Newbery, mas o voo para o Brasil partiria do Aeroporto Internacional de Ezeiza (Ministro Pistarini), o que exigiria uma atenção maior, visto que este fica a alguns quilômetros do centro, sendo acessado por uma via expressa. Todos os voos foram feitos pela Aerolíneas Argentinas. Em vez de ir direto para Montevidéu de avião, optamos por fazer o trajeto Buenos Aires – Colonia del Sacramento, de ferry boat pelo imenso Rio da Prata, e de lá para Montevidéu de ônibus, pois o custo seria menor. Na verdade esperávamos desembarcar diretamente em Montevidéu, mas tivemos que fazer parte do caminho por terra. Existem três empresas que fazem esse trajeto: Buquebus, Seacat e Colonia Express. Depois de ponderarmos sobre o preço e as datas e horários disponíveis em cada companhia, optamos por irmos de Colonia Express, comprando o ticket alguns meses antes. A viagem de barco é bem tranquila e até Colonia del Sacramento dura um pouco mais de duas horas, mesmo tempo que levamos de ônibus até Montevidéu, a primeira estação.

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A CARAVANA

Nas férias de 2014 perdi um dos meus companheiros de estrada, o Fabricio, que vai se casar em breve e não pôde embarcar em outra trip pela América do Sul… Para compensar, arrumei não um, mas dois loucos aventureiros como companhia! Auli e Ingrid também trabalhavam comigo e arranjamos de tirar as férias no mesmo período (outro inverno, claro!) e assim a caravana foi aumentando!

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RESUMO DO ROTEIRO

Destinos: Uruguai e Argentina
Meios de Transporte: Avião, barco e ônibus
Quilometragem: 8.688 km de avião + 406 km de barco + 706 km de ônibus
Período: 11/08 – 31/08/2014

A viagem duraria ao todo vinte e um dias: uma semana no Uruguai e duas em terras argentinas. O “acampamento base” no Uruguai foi a capital, Montevidéu. De lá fizemos viagens curtas “bate e volta” para Colonia del Sacramento e Punta del Este. O roteiro incluía também uma visita a Pueblo Garzon, famoso pela culinária, mas acabou ficando fora do orçamento e deixamos para uma próxima oportunidade.

 

Na Argentina reservaríamos uma semana para conhecer a capital, Buenos Aires, passando um dia no zoológico de Luján, e mais seis dias na neve de Ushuaia, na província da Terra do Fogo.

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