Archetypal Branding, Original Content

Arquétipo 07 | O Cara Comum

O Cara Comum também é conhecido como o bom companheiro, a garota média, o Zé Povinho, o homem comum, a moça da porta ao lado, o realista, o trabalhador, o cidadão sólido, o bom vizinho. Ajuda as pessoas a estarem bem assim como são.

Quando o arquétipo do Cara Comum está ativo em uma pessoa, ela usará roupas da classe trabalhadora ou outros trajes comuns (mesmo que tenha bastante dinheiro), falará de um modo coloquial e detestará todo o tipo de elitismo.

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Arquétipo 06 | O Mago

O Mago também é conhecido como visionário, catalisador, inovador, líder carismático, mediador, xamã, agente de cura ou curandeiro. Ajuda as pessoas a influírem na transformação.

Quando o arquétipo do Mago está ativo nos indivíduos, eles são catalisadores da mudança. Os Magos são motivados pelo desejo de transformação pessoal e pela oportunidade de mudar as pessoas, as organizações e a época. Eles apreciarão se você lhes oferecer experiências transformadoras, mas o maior lucro surge quando você consegue ajudar um cliente a aperfeiçoar a si mesmo.

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Notícias, Original Content

O Simbolismo de um Museu em Chamas

“Um povo sem o conhecimento da sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes.” ― Marcus Garvey

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Foto: Futura Press/Folhapress.

 

Enquanto eu me mantinha distraído com minhas edições de fotos e vídeos em um domingo de céu estrelado e temperatura agradável, recebi de uma grande amiga que está do outro lado do Atlântico (mais precisamente em Lisboa) uma notícia que me pareceu completamente surreal: o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, estava ardendo em chamas!

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Foto: Tribuna.

 

Guardadas as devidas proporções, até porque não houve relatos de vítimas, foi como acompanhar em 2001, em tempo real, a queda das Torres Gêmeas de Nova Iorque. Meus olhos simplesmente não conseguiam acreditar naquilo!

O Museu Nacional fez parte da minha infância e certamente da infância de milhões de brasileiros. Vinha há semanas adiando uma visita com o meu filho, que só esteve lá uma vez quando ainda era muito pequeno para lembrar. O passeio à Quinta da Boa Vista, ainda que fosse perigoso em determinadas horas do dia (infelizmente, um lugar comum na cidade do Rio de Janeiro), faz parte da tradição de uma boa parte das famílias cariocas.

Chorei! Doeu ver tantas relíquias sendo simplesmente consumidas pelo fogo. E no meio da confusão comecei a teorizar sobre o que poderia ter acontecido. Teria o museu sido mais uma vítima de balões postos no ar por irresponsáveis? – infelizmente, outra prática comum no Rio… Poderia ter sido vandalizado por algum psicopata com facilidade devido à baixíssima segurança disponibilizada no local? Um curto circuito poderia justificar o início do incêndio que teria sido facilitado pela presença de materiais inflamáveis?

Eu não sei se acontece com todo mundo, mas eu costumo avaliar acontecimentos dessa magnitude a partir de perspectivas não muito convencionais. Sabemos que foi uma tragédia anunciada ocasionada por falta de verba e manutenção precária. Os prédios e monumentos históricos do estado do Rio estão sucateados há décadas, ignorados por governantes corruptos e incompetentes.

Maria Leopoldina, retrato por Joseph Kreutzinger, 1815.

 

Mas não é emblemático demais um prédio dessa importância pegar fogo no dia da assinatura da independência do país pela imperatriz Leopoldina? Sim, o grito de independência foi proclamado em São Paulo, por Dom Pedro I, cinco dias depois da assinatura do decreto de independência do Brasil naquele prédio, no dia 2 de setembro de 1822! E tudo o que historiadores e cientistas conseguiram desenvolver em 200 anos de história estava sendo consumido por um incêndio descomunal!

O sentimento no momento é de luto. O que vi pelas imagens das câmeras de TV e internet que registraram a tragédia, me pareceu como se tivessem acendido a pira funerária de um ente querido e tivessem esquecido de me avisar.

O fogo, assim como os outros três elementos básicos de acordo com os registros de culturas milenares, é atemporal e poderoso. O fogo, em várias dessas culturas, é ligado ao sol, considerado o princípio de tudo e ainda hoje é largamente utilizado em ritos de passagem, religiosos e cotidianos.

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Wikimedia Commons

 

O fogo queimando a cultura, as relíquias históricas, a herança de um país inteiro, não poderia ser a visão mais emblemática da era em que vivemos atualmente no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. Resultado do descaso de governos corruptos (não importa o partido) e de um judiciário que não tem como justificar o próprio aumento salarial enquanto a população pena para sobreviver, a perda do Museu Nacional será simbólica, sem sombra de dúvidas. Só nos resta saber em que direção seguirá esse símbolo.

Símbolo da alma, do espírito e da vida em uma visão espiritualista e esotérica, o fogo sempre será sinônimo de destruição, caso não possa ser controlado. Não é à toa que o seu domínio é considerado um presente dos deuses em diversas sociedades antigas (como no mito de Prometeu). Mas ainda na pior das hipóteses, sempre proporcionará a oportunidade de renovação, de renascimento (vide a Fênix mitológica).

A próxima data “comemorativa” e feriado nacional é o 7 de Setembro, na próxima sexta-feira. Independência… Será que não está na hora de declararmos independência da gente amadora e sem escrúpulos que dirige esse país? A mesma gente que joga a conta da má administração pública nas costas dos mais pobres?

Que deixa pessoas morrerem em hospitais precários com profissionais mal remunerados e exaustos, que já consideram cotidiano ver alguém agonizar enquanto passam tempo na bolha dos grupos de WhatsApp? Que desviam dinheiro da merenda de milhares de crianças que mal tem o que comer em casa? Que deixam sucatear instituições de ensino renomadas internacionalmente? Que mata DIARIAMENTE dezenas de inocentes numa guerra civil não declarada?

São as mesmas pessoas que, se não pecam pela ignorância demonstrada no decorrer da vida política, pecam por pura psicopatia, ao colocar interesses pessoais acima dos interesses da população. Foram essas pessoas que permitiram a destruição de nossa memória nacional. Não foram apenas documentos e objetos fossilizados, o fogo consumiu parte da nossa história!

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Alexandria incendiada, por Hermann Goll, 1876.

 

O fogo que consumiu mosteiros e bibliotecas antiquíssimos é o mesmo que reduziu à cinzas a nossa herança nacional. Uma afronta (há quem veja como castigo divino) a todo o conhecimento acumulado por gerações, um atentado à Ciência, às Artes, às Musas! (Essas cujas estátuas ainda resistem no que restou do museu, como testemunhas silenciosas de uma tragédia burra e evitável). Tudo destruído ano após ano por um  descaso descarado daqueles que supostamente deveriam proteger um legado de tamanha importância. A sensação que tenho é que estamos nos destruindo por dentro, sem retorno!

Não, as próximas eleições provavelmente não resolverão todos os problemas do Brasil.  Estamos longe disso. As “opções” que temos, como sempre, são as piores. Acreditar nisso é como acreditar que o museu algum dia será recuperado completamente. Otimismo vazio. Mas, assim como para o meu querido Museu Nacional, aos brasileiros não resta escolha a não ser renascer das próprias cinzas. Das cinzas da corrupção, do “jeitinho”, da impunidade, da burocracia, da falta de ética, da irresponsabilidade, dos extremismos, do amadorismo! Se soubermos realizar essa transmutação quase alquímica, erros como  esse dificilmente se repetirão. Caso contrário, queimemos o que resta dos nossos museus, bibliotecas e monumentos históricos, pois já não haverá história que valha a pena ser registrada.

Cultura, Original Content

MINIMALISMO: Que viagem é essa?

Uma filosofia de vida em que “menos é mais” (ou seria “menos, mas melhor”?).

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Imagem: LibreShot

 

Há alguns meses, zapeando pela Netflix em busca de algo interessante para assistir (indecisão não chega a ser um ponto fraco, mas já me convenci de que existe um prazer velado em passar mais tempo buscando algo para ver do que de fato assistindo…), acabei topando no trailer de Minimalismo, um documentário um tanto inspirador que retrata a vida de muitas pessoas que resolveram fazer do desapego sua filosofia de vida e suas mais diversas motivações:

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A história por trás da road song “Me and Bobby McGee”, sucesso de Janis Joplin

Quem escuta os primeiros versos da música pode incorrer no erro de achar que trata-se apenas de uma canção-homenagem de beira de estrada gravada para algum ex-namorado. Mas a história não é bem essa…

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Janis em ensaio fotográfico para a capa do álbum “Pearl”

 

Originalmente interpretada pelo cantor country Roger Miller, antes de compor “Pearl“, o álbum póstumo de Janis Joplin, de 1971, “Me and Bobby McGee” foi gravada por diversos artistas: Grateful Dead, Kenny Rogers and The First Edition e o próprio autor da música, Kris Kristofferson, em seu álbum de estreia “Kristofferson”, de 1970.

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América do Sul, Original Content, Peru

PERU 2013 | IMPRESSÕES/CONCLUSÕES

AS PESSOAS

O povo peruano é, em geral, muito simpático! Principalmente onde o turismo é mais significativo, como em Cusco, são muito solícitos. Na capital, Lima, as pessoas são mais reservadas, mas estão longe de serem emburradas como em outras capitais (Buenos Aires, por exemplo). Em Cusco, devido à presença maciça de brasileiros, mesmo quem não fala bem o espanhol consegue se virar bem, pois os nativos se esforçam mais para se comunicar. Já em Lima a fala é mais rápida, carregada e eles não se importam muito se você não está acompanhando.

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América do Sul, Lima, Original Content, Peru

LIMA

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 Lima, quinta-feira, 27 de junho de 2013 (7° dia).


 

CASA DEL MOCHILERO

Chegamos a Lima bem cedo, antes das 10h da manhã, que seria o nosso horário de check-in. Os dois hóspedes que ocupavam o nosso quarto ainda estavam terminando de arrumar as malas. O hostel Casa del Mochilero não é um suprassumo de conforto, mas ganha no custo- benefício e na localização. Nossa estadia em Lima seria breve, apenas uma noite, então fazíamos questão que fosse segura e econômica. O hostel fica no muito bem avaliado bairro de Miraflores, entre San Isidro e Barranco, o que nos proporcionou um mini tour interessante. Logo que chegamos fomos recebidos pela responsável (que não me recordo o nome, mas creio que se chamava María), que nos explicou o funcionamento do lugar, nos deu um mapa de Miraflores e indicou os principais pontos turísticos nos arredores.

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América do Sul, Machu Picchu, Original Content, Peru

Machu Picchu | Peru

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Aguas Calientes, quarta-feira, 26 de junho de 2013 (6° dia).


(QUASE) O PRIMEIRO ÔNIBUS…

O relógio tocou umas 4h30 da manhã. Depois de um banho rápido e um café digno no hostel, nos dirigimos até o ponto de venda das passagens para Machu Picchu (se não me engano, custou US$ 20,00 na época). Esperávamos encontrar o ponto vazio, mas já havia uma fila imensa! Aproveitamos para comprar alguns salgados em um mercadinho próximo e inserimos ilegalmente nos bolsos (não se pode consumir alimentos em Machu Picchu). Nosso ônibus foi o terceiro ou quarto a sair. Esse, provavelmente, é o horário de pico em Machu Picchu, a maioria dos viajantes quer ver o dia amanhecendo lá.

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Aguas Calientes, América do Sul, Original Content, Peru

AGUAS CALIENTES

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Aguas Calientes, terça-feira, 25 de junho de 2013 (5° DIA).


 

CAINDO NA ESTRADA…

Acordamos cedo neste dia, pois o trem da Peru Rail não sairia de Cusco, mas de uma cidade vizinha, Poroy. Até esse ponto fomos de ônibus e aproveitamos para tentar compensar o sono (pelo menos eu tentei, o Fabricio estava acordado tirando fotos, todas as fotos de estrada nesse trajeto são dele…). O dia estava frio e uma névoa pairava sobre as montanhas e campos próximos. Após mais ou menos uma hora de viagem, chegamos à estação da Peru Rail em Poroy.

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CUSCO: INTI RAYMI

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Festejos anuais do Inti Raymi em Sacsayhuamán

 

Cusco, segunda-feira, 24 de junho de 2013 (4° dia).


 

 

MARAS E MORAY

Neste dia reservamos a parte da manhã para conhecermos as ruínas de Maras e Moray e, se desse tempo, voltaríamos a Sacsayhuamán antes do Inti Raymi. Esse era o plano, mas simplesmente não tivemos uma manhã… Esgotados do dia anterior, acordamos quase na hora do almoço! Maras e Moray entrariam para a fila junto com Nazca, o Lago Titicaca e Tiahuanaco…

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Valle Sagrado | Cusco, Peru

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Ruínas de Pisac

 


Cusco, domingo, 23 de junho de 2013 (3° dia).

A ESPERA


Acordamos cedo conforme o planejado, tomamos um café breve e nos dirigimos para a agência de turismo. Lá fomos levados para uma das muitas praças de Cusco, a Plaza Regocijo, para aguardar a saída do micro-ônibus que nos levaria ao Vale Sagrado. Esperamos, pelo menos, 40 minutos até a agência se organizar com todos os turistas e motoristas etc. O guia da vez (infelizmente) não era o Juan Carlos e sinceramente, nem me recordo do nome do guia, mas sei que ele não era lá muito simpático… Ou simplesmente tínhamos nos acostumado com os gritos de “Grupo de Juan Carlos!”.

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O City Tour | Cusco, Peru

 

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Ruínas de Tambomachay

 


Cusco, sábado, 22 de junho de 2013 (2° dia).

COMPROMISSOS MATINAIS


Na manhã seguinte tínhamos algumas questões pra resolver: comprar as passagens pra Nazca e fechar o city tour. Tomamos um café rápido no hotel (bem honesto, mas eu não gostava de metade das coisas, então não comi muito) e nos colocamos a descer a montanha!

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Plaza de Armas e Arredores | Cusco, Peru

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Iglesia de la Companía

 


Cusco, sexta-feira, 21 de junho de 2013 (1° dia).

CHOQUE TÉRMICO, CHOQUE ATMOSFÉRICO, CHOQUE CULTURAL


Logo que desembarcamos em Cusco, no Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete, fomos tomados por um frio descomunal! Tinha me esquecido que era o primeiro dia de inverno e estávamos a mais de dois mil metros de altitude. Com os casacos na mala, começou um bater de queixos que parecia não ter fim… E também foi o começo dos males de altitude, também conhecidos como soroche.

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O Sonho Inca

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O GIGANTE ACORDOU?!


Em junho de 2013 o país inteiro estava vivendo uma época bem peculiar: era o início dos protestos por melhorias nos transportes e outros serviços públicos precários, protestos contra a corrupção, contra a Copa do Mundo etc. Se tudo começou por causa dos 20 centavos (a mais na passagem de ônibus), no meio do movimento ficou claro que não havia um único objetivo a ser alcançado. Eu cheguei a participar de um desses protestos no Rio de Janeiro,  provavelmente o maior deles, no dia 17 de junho, antes de embarcar para o Peru.

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