Brasil, Morro de São Paulo

Morro de São Paulo | Brasil

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Morro de São Paulo, Bahia, 2 de fevereiro de 2016.

 


BELEZAS NATURAIS E HISTÓRICAS


Alguns dias antes do Carnaval eu resolvi conhecer o tão falado paraíso de Morro de São Paulo, na Bahia. Depois de pegar um barco no porto de Salvador e conhecer um casal bem gente boa no trajeto, eu finalmente atraquei em Morro de São Paulo após uma hora e meia de viagem.

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América do Sul, Brasil, Teresópolis

PEDRA DO SINO | TERESÓPOLIS (RJ)

 

Teresópolis, terça-feira, 29 de dezembro de 2015.

 

A Pedra do Sino é o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro (2.275 metros de altitude) e fica no Parque Nacional Serra dos Órgãos (PARNASO), no município de Teresópolis – a mais ou menos duas horas da capital fluminense. É possível ir de ônibus, a partir da Rodoviária Novo Rio, ou de carro. A última opção tem lá suas vantagens porque você perde menos tempo de caminhada, uma vez que é possível estacionar bem próximo ao início da trilha de 11 km que também faz parte da Travessia Petrópolis-Teresópolis.

Subir a Pedra do Sino foi ideia do meu amigo Fabricio que queria encerrar o ano de 2015 de forma “radical” e, de quebra, relembrar um pouco a altitude que experimentamos no Peru em 2013. Devido ao tempo inconstante, resolvemos que não compraríamos os ingressos pelo site, mas apenas quando chegássemos à entrada do parque (causando um pequeno “engarrafamento” na fila, diga-se de passagem).

Começamos a caminhar por volta das 11h da manhã e de cara confirmamos o que muitos já haviam dito: a trilha é um pouco pior na primeira hora. De uma forma geral a trilha é leve e bem marcada, porém muito longa (sem dúvida a mais longa que fiz até o momento), então não convém levar peso desnecessário caso você tenha o mínimo de apreço por suas costas… Ah, e um anestésico pode ser bem-vindo lá em cima!

Depois de mais ou menos uma hora de subida, chegamos à cachoeira Véu da Noiva. Como estávamos subindo um pouco tarde e queríamos otimizar a andança, não nos detivemos muito tempo na cascada, deixamos para a volta. O sol vinha de tempos em tempos aquecer a caminhada, mas eventualmente o vento forte nos fazia sentir mais frio que calor em pleno mês de dezembro. Um casal de alemães (como viajam esses alemães!) nos acompanhou em uma das muitas paradas pelo caminho. Eles tinham que subir rápido pois desceriam no mesmo dia, então a conversa foi breve. Todas as pessoas que faziam o caminho inverso diziam a mesma frase animadora: “Ainda falta muito!” E faltava mesmo!

Depois de umas duas horas chegamos a uma outra cachoeira. Mais modesta que a do Véu da Noiva, é mais uma opção de hidratação para viajantes sedentos. Um certo tempo depois adentramos uma simpática e convidativa clareira que viríamos a descobrir depois que era onde ficava instalado o antigo Abrigo 3. Essa mesma clareira possui uma trilha que leva a um mirante que não chegamos a conhecer. Com as costas doendo por causa do peso da bagagem, decidimos que o lugar merecia uma parada mais prolongada.

Com a companhia de Eddie Vedder cantando no único celular que ainda tinha um pouco de bateria, cruzamos com muita gente descendo: famílias inteiras, crianças, idosos, um maluco que gritou “Aê, Pearl Jam! Fui no show!”, até um grupo religioso! Depois de cinco horas e alguns minutos de cansaço, finalmente avistamos o teto do Abrigo 4.

E o tempo?! Ah, o tempo estava uma maravilha! Quase que completamente fechado… Conhecemos um gente boa de Manaus e mais uma galera no abrigo. Não pudemos tomar banho, porque esquecemos os comprovantes no carro e demos uma boa negociada para usar a cozinha… À noite a temperatura cai drasticamente e o vento forte batendo nas árvores dava a sensação que dormíamos na beira de uma praia. Apesar do tempo ruim, a aventura valeu a pena!

 


DICAS 


Não levar muito peso, pois apesar de leve, a trilha é longa.
Sempre levar uma roupa de frio
Preferir ficar no abrigo em vez de acampar.
Leve um carregador portátil, pois não há tomadas no abrigo.

 

Andarilho

Brasil, Paraty, Praia do Sono

Praia do Sono | Paraty (RJ)

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Praia do Sono, sábado, 4 de abril de 2015.

A Praia do Sono fica ao lado da Vila de Trindade, lugar paradisíaco que tive o prazer de visitar algumas vezes. Apesar disso, nunca consegui estender a visita até a famosa comunidade caiçara, fosse pelo mau tempo, o medo de barcos ou simplesmente a preguiça de fazer uma trilha de, aproximadamente, uma hora. Aproveitei os 75% do feriado da Semana Santa para conhecer o vilarejo que mais me pareceu uma aldeia hippie entre o mar e a Mata Atlântica.

Saímos da Rodoviária Novo Rio, no Rio de Janeiro às 4h da manhã com destino à Paraty, no sul do estado (fui com um casal de amigos). Depois de um pouco mais de três horas de viagem, descemos na cidade colonial e aproveitamos a proximidade de um mercado para fazer algumas compras essenciais para um camping: comida – leia-se “macarrão instantâneo” – e água. Depois de um salgado na pastelaria chinesa em frente à rodoviária como desjejum, pegamos um ônibus com destino à Laranjeiras, condomínio de luxo onde tem início a trilha que leva à Praia do Sono.

A trilha é puxada no início, pelo menos vinte minutos de subida consideravelmente íngreme, mas depois fica mais amena. Depois de quase uma hora de caminhada pela Mata Atlântica, chegamos finalmente a um vilarejo-camping com cerca de 1km de extensão em uma praia maravilhosa.

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Como a praia inteira é formada por campings, restaurantes e algumas pousadas, não encontramos grandes dificuldades para nos instalar e almoçar logo em seguida. O lugar é bem pequeno, uma das muitas vilas de pescadores da Costa Verde (que aliás, deve ser a única unanimidade entre paulistas e cariocas), mas conta há mais ou menos cinco anos com energia elétrica e melhorias na infraestrutura. Em seu “centro” encontramos uma igreja e uma escola. No final, perto da trilha que leva à Praia de Antigos, desagua um rio que me fez lembrar instantaneamente da Praia de Dois Rios, em Ilha Grande.

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À noite os atrativos são os mesmos de outros vilarejos à beira-mar: bebida e música ao vivo. Como passaria apenas uma noite, tentei aproveitar o máximo possível. Começamos em um bar que tocava reggae ao vivo  e terminamos em outro cujo foco era forró (na verdade, quase um “forreggae”…) e estava bem mais cheio e animado que o primeiro.

Praia de Antigos, domingo, 5 de abril de 2015.

No dia seguinte, fizemos a trilha até Antigos, a praia que fica ao lado do Sono. A trilha que leva até lá é bem íngreme, mas percorremos os cerca de trinta minutos de caminhada com relativa facilidade.

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A praia também é bem bonita, possui uma piscina natural de água doce no início e faz parte do circuito de trilhas que leva até Paraty. Justamente fazendo esse trajeto – contrário – conhecemos dois alemães, Andreas e Axel. Os loucos fizeram parte do caminho de barco e estavam caminhando há três dias, acho…

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De volta à Praia do Sono, nosso almoço de Páscoa foi com nossos novos amigos em um dos muitos restaurantes à beira mar. Já que tanto os alemães, quanto meus companheiros de camping só voltariam ao Rio de Janeiro no dia seguinte, parti sozinho em um barquinho de volta à Laranjeiras, onde pegaria o ônibus novamente em direção à Paraty e de lá, de volta à Rodoviária Novo Rio.