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MINIMALISMO: Que viagem é essa?

Uma filosofia de vida em que “menos é mais” (ou seria “menos, mas melhor”?).

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Imagem: LibreShot

 

Há alguns meses, zapeando pela Netflix em busca de algo interessante para assistir (indecisão não chega a ser um ponto fraco, mas já me convenci de que existe um prazer velado em passar mais tempo buscando algo para ver do que de fato assistindo…), acabei topando no trailer de Minimalismo, um documentário um tanto inspirador que retrata a vida de muitas pessoas que resolveram fazer do desapego sua filosofia de vida e suas mais diversas motivações:

Nele, Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, que se autointitulam “os minimalistas” dão detalhes de sua jornada e de como começaram a influenciar a vida de muitas pessoas durante a divulgação desse estilo de vida em uma longa viagem pelos Estados Unidos.

 

“Minimalismo é uma ferramenta que pode ajudá-lo a encontrar a liberdade. Liberdade do medo, da preocupação, da opressão, da culpa, da depressão, das armadilhas da cultura de consumo em que construímos nossas vidas. Liberdade real.”

Pregam os dois no site oficial do movimento que, logicamente, é super minimalista!

Segundo o dicionário Michaelis:

Minimalismo

Mas e esse lance de minimalismo como estilo de vida? Ainda segundo as palavras de Joshua e Ryan:

“Se tivéssemos que resumir em uma única frase, diríamos que o minimalismo é uma ferramenta para se livrar dos excessos da vida, para se concentrar no que é realmente importante – e assim encontrar felicidade, realização e liberdade.”

Bonito na teoria, né? Mas e na prática? O fato é que cada vez mais pessoas buscam levar uma vida mais simples, indo na contramão dos padrões de consumo impostos por uma sociedade fadada a extinguir os próprios recursos em algumas décadas.

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Imagem: Pexels

 

Por mais que possamos pensar que se trata apenas de uma maneira diferente de lidar com o materialismo típico do mundo capitalista, ou uma maneira mais sustentável de viver, muita gente extrapola a ideia e traz a filosofia minimalista inclusive para as suas relações pessoais. Resumindo, não precisamos de muitas coisas e nem de muitas pessoas para que nos sintamos plenos.

Lendo alguns bons artigos sobre o tema, percebi que já estava filosoficamente inserido neste contexto: com o passar dos anos me tornei uma pessoa de poucos amigos. Sim, existe um conforto psicológico na interação social frenética, mas a verdade é que a maioria das pessoas com as quais lidamos diariamente nos trazem mais problemas do que soluções (faça uma avaliação sincera sobre o seu círculo social e, talvez, você chegue à mesma conclusão).

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Imagem: LibreShot

 

Mas voltemos às “coisas”. Depois de uma estadia de alguns meses em outra cidade (Vitória/ES) e com planos de finalmente passar uma temporada no exterior, seja trabalhando, estudando ou as duas coisas, era natural que eu começasse a repensar meu atual estilo de vida para um que proporcionasse mais conforto e mobilidade, ao mesmo tempo diminuindo a dependência de coisas antes consideradas “essenciais” (aliás, “essencialismo” é uma outra palavra para “minimalismo”).

Acabei percebendo que, se consigo passar um longo período de tempo com uma dúzia de roupas, não deveria manter um guarda-roupa abarrotado de peças que dificilmente verão a luz do sol (ou da lua) novamente. Então, no dia seguinte ao meu retorno, coloquei para doação 70% do que eu tinha para vestir.

Ter um carro para usar no trânsito caótico do Rio de Janeiro nunca esteve nos meus planos. Nem sequer tenho carteira de motorista. Ao invés disso, acredito que a bicicleta – adotada há anos como transporte oficial – deve seguir firme e forte.

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Imagem: LibreShot

 

O plano daqui para a frente é desapegar ainda mais. O exercício que fiz foi bem simples: olhei para o meu quarto e me perguntei “O que é essencial aqui?”. Surpreendentemente, descobri que não mais do que meia dúzia de coisas. O mais difícil nessa nova “moda” é convencer acumuladores inveterados (como a minha própria mãe) de que a vida se torna mais leve e plena quando desapegamos do que é descartável (tentando não fazer nenhuma propaganda gratuita, mas a vontade de gritar “DESAPEGA!” ao estilo OLX fala mais alto!).

E o que pode acontecer se eu fizer essa mesma pergunta “O que é essencial aqui?” em outros cenários? Colocando essa nova visão em prática, acredito que eu deva escrever sobre o assunto novamente nos próximos meses, mas caso vocês queiram se aprofundar um pouco mais, seguem alguns links interessantes:

 

PARA SABER MAIS:

 

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Se quiser acrescentar ou corrigir alguma informação, deixe um comentário abaixo ou mande um e-mail para: superandarilho@outlook.com

Obrigado pela leitura!

Rodrigo Siqueira

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