América do Sul, Argentina, Buenos Aires

Buenos Aires | Argentina

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Buenos Aires, segunda-feira, 18 de agosto de 2014 (8° dia).

 


“HASTA LUEGO, MONTEVIDEO!”


Acordamos cedo e deixamos Montevidéu no dia mais quente de toda a estadia. No meio do inverno estávamos tendo um dia típico de verão, com uma sensação térmica de quase 40°. Regressávamos a Colonia del Sacramento neste clima e no caminho conhecemos Johanna, uma argentina que estava voltando para Buenos Aires depois de passar o fim de semana em Montevidéu. Divertida e descolada, ela se comunicava em espanhol e inglês com desenvoltura. Àquela altura eu ainda não sabia, mas era o indício de que conheceríamos gente muito louca na capital Argentina.


O HOSTEL OBELISCO


Nos dividimos em dois táxis e no fim da tarde chegamos ao Hostel Suítes Obelisco. O hostel é muito bem localizado (Avenida Corrientes, 830) e esse foi um dos fatores decisivos na escolha. A princípio nos assustamos com os elevadores de duzentos anos, mas já na recepção pudemos notar que os funcionários eram atenciosos e as instalações bem bacanas. Ganhamos um mapa de Buenos Aires e eles tinham um painel gigantesco com toda a programação de city tours e passeios diversos para os próximos dias.

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PONTOS POSITIVOS: Custo-benefício; ótima localização; equipe atenciosa; lavanderia barata e eficiente; bar com bebidas em conta; Wi-fi gratuito; limpeza dos banheiros coletivos; agendamento de traslado para o aeroporto; café da manhã honesto e gratuito;
jantar gratuito três vezes por semana em outro hostel da mesma companhia (Florida).

PONTOS NEGATIVOSs: Quarto escuro e sem ventilação; elevadores antigos e complicados de usar; Wi-fi apenas nas áreas de uso comum.


CIDADE LOUCA, GENTE LOUCA!


Assim que acabamos de nos instalar no hostel, fomos gastar o nosso voucher de jantar gratuito no Hostel Suítes Florida, que ficava a uns trezentos metros do nosso. Nesse hostel (muito maior e bem estruturado que o nosso, diga-se de passagem) jantamos um macarrãozinho com molho de tomate safado – mas que matou a fome – no lounge/restaurante deles, o Fusion Bar & Pub. Aproveitamos para tomar uma cerveja, claro! E nesse tempo que deve ter durado uns 10 minutos, já havíamos conhecido dois argentinos, uma canadense e uma brasileira!

Alcelaine nasceu em Curitiba (acho) e um belo dia resolveu se mudar para Buenos Aires, tornando-se amiga de Daniel, que já era amigo de Walter (um dos muitos Walters que conheceríamos nessa viagem e, de longe, o mais louco de todos…). Alcelaine nos deu dicas sobre câmbio enquanto Daniel (que é a cara do falecido Philip Seymour Hoffman) tentava nos convencer a conhecer a rua dos pubs e curtir o final daquele feriado (já mencionei que chegamos em um feriado?). Walter – que todos juravam que era gay – só tinha olhos para Marcia, a canadense, até a chegada da Ingrid. Depois sentimos que ele ficou meio perdido e em dúvida sobre quem valia mais a pena investir e desandou a falar mais do que já estava falando! Uma figura!

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“PORTUNHOLISH”


Resolvemos ir a um pub muito bem recomendado pelo Daniel e saímos pela noite portenha tentando nos comunicar ora em português, ora em espanhol, ora em inglês. No
meio do caminho já estávamos falando um “portunholish” que seria a marca registrada da segunda parte da nossa viagem (com direito a muitos neologismos!).

Conforme esperado, o pub estava às moscas como todos os outros – as pessoas trabalhavam no dia seguinte – e resolvemos voltar para o Fusion. No caminho, nosso amigo Walter tentava nos convencer a fazermos o passeio do Rio Tigre no sábado seguinte para desespero da Marcia (pronuncia-se Marcía), a canadense. “Eu nunca vi esse cara na vida! Ele já quer marcar um compromisso no sábado!” – dizia ela. E no caminho Walter ficava gritando o nome das meninas igual a um doido: “Vamos, Ingriiiiiiiiiid!!” “Vamos, Marciiiiiiiiia!!” (Rindo até 2020!!).

Nos despedimos de nossos anfitriões e ainda bebemos umas boas cervejas no pub com a Marcia, que se revelou outra figuraça – só que no bom sentido – e combinamos de fazer o free walking tour por La Boca no dia seguinte. A grande e louca primeira noite portenha chegava ao fim.

 

Buenos Aires, terça-feira, 19 de agosto de 2014 (9° dia).

 


“VOCÊ NÃO SABE O QUANTO EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI”


Segundo dia em Buenos Aires, animação pura! Acordamos relativamente cedo e aproveitamos o café do hostel. O free walking tour sairia do hostel Florida, nos lembrou
o amigo Nicolas, o guia, enquanto mastigávamos uma medialuna.

Eu já estava pronto para o passeio, mas Auli e Ingrid tinham que fazer alguma coisa no quarto e combinamos de nos encontrar na porta do hostel, onde eu estaria fumando meu cigarro matinal. Depois de terminar meu café, desci as escadas conforme o combinado e os aguardava para seguirmos em direção à Calle Florida.

Terminei o cigarro, esperei cinco minutos, dez minutos e nada! Fui até o quarto e eles não estavam… Havíamos nos desencontrado! Corri para a Calle Florida feito um louco e lá chegando tive a grata surpresa que o tour já tinha saído. Filhos de uma p…!

Ignorando os conselhos dos locais, me pus a caminhar em direção a La Boca. “Trata-se de um WALKING tour, eles devem estar andando!” – pensei. Vamos lá, qualquer pessoa que conheça o mínimo de Buenos Aires saberia que La Boca fica a QUILÔMETROS da Calle Florida! Mas lá estava eu, quase em marcha atlética de All Star pela capital portenha… Enquanto caminhava tentando me orientar pelo MAPS.ME (aplicativo de mapas off-line), reconheci alguns lugares de fotos da internet. E nesse esquema eu passei por Balvanera, Monserrat, Santelmo, até finalmente – depois de uma hora de caminhada – chegar a La Boca!

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CAMINITO


Caminito é uma delícia suburbana! Depois de uma longa caminhada, tudo o que eu mais queria era sentar em um daqueles cafés e beber alguma coisa, mas me dei conta que ainda não havia trocado dinheiro! Que beleza! Aquele segundo dia estava começando a me cheirar como uma grande cilada. Comprei um alfajor com o que eu tinha de pesos e fui tirar fotos de um dos pontos turísticos mais famosos da Argentina. Nos restaurantes e bares, sempre tinha alguém oferecendo uma “promoção imperdível”, “o melhor fernet de Buenos Aires” ou “o almoço mais bem-servido de toda a Argentina!” sempre recepcionados por um casal de dançarinos de tango.

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Logo na entrada do Caminito (ou seria a saída?) tem uma loja com uma imensa estátua caricata do Papa Francisco na sacada. Logicamente, uma foto ao lado de Sua Santidade não só é paga, como bem concorrida…

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“FREE” WALKING TOUR


Finalmente, depois de horas caminhando sozinho, observei a chegada de um grupo grande de turistas e entre eles estavam Auli, Ingrid e Marcia. Depois de rodar por La Boca, eles estavam se preparando para continuar o walking tour que não era tão
free” quanto imaginávamos: daquela parte do passeio em diante, Nicolas, o guia, estava aberto a receber “contribuições voluntárias”. No meio de toda essa negociação, o pessoal me apresentou a Darlan, baiano de Salvador, que estava hospedado no Hostel Florida com a canadense, e Natalie, uma francesa de Marselha que também estava em nosso hostel.

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SAN TELMO


Pegamos um ônibus em La Boca em direção a San Telmo. Durante a viagem, o guia tentava adiantar algumas informações sobre a próxima atração. San Telmo era basicamente um bairro de imigrantes que elegeram a localidade devido à altitude que proporcionava maior proteção em caso de alagamentos. Com muitos casarões antigos, o bairro boêmio – também conhecido por sua famosa feira popular – é um prato cheio para apreciadores de História e Arquitetura. O roteiro incluiu além do famoso Mercado San Telmo, uma visita à escultura da Mafalda – personagem icônico criado por Quino – em uma das esquinas da Calle Defensa. Em San Telmo conhecemos também uma inusitada imagem de Ernesto “Che” Guevara com os seguintes dizeres: “Por amor, usa preservativo” (!). Segundo Nicolas, o referido retrato é uma homenagem misteriosa a vários ícones argentinos. Já caminhando em direção a Puerto Madero, passamos pela Faculdade de Engenharia da UBA.

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PUERTO MADERO


Puerto Madero, segundo informações do guia, era uma zona portuária em decadência que foi revitalizada há mais ou menos vinte anos. É difícil conceber a ideia de decadência observando os arranha-céus luxuosos e pontes modernas que compõem o atual cenário do porto. Ao lado de Puerto Madero, encontra-se a Reserva Ecológica Costanera Sur, que infelizmente não chegamos a conhecer a fundo. Na entrada da reserva, fizemos uma parada para fotos e lanche e eu finalmente consegui experimentar o famoso choripán portenho. O sanduíche, feito com pão francês, chorizo argentino e muito molho chimichurri, é uma das iguarias obrigatórias de Buenos Aires. Puerto Madero era o destino final do “free” walking tour. Dali, seguimos de volta para a Calle Florida onde deveríamos trocar dinheiro.

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“CÂMBIO, CÂMBIO!”


A Calle Florida é uma casa de câmbio a céu aberto. Praticamente todas as bancas de jornal são pontos (ilegais, claro!) de troca de moeda estrangeira por pesos argentinos. Como é um mercado não regulamentado, conseguimos ótimas taxas, tanto para dólar quanto para reais. Cada real equivalia a cinco e cada dólar equivalia a doze pesos argentinos! Trocamos a quantidade necessária e, num consenso, decidimos que precisávamos de uma Quilmes para relaxar…


DE VOLTA AO FUSION


Já que estávamos perto, passamos no Fusion para uma cerveja. Darlan e Marcia já estavam em casa, então depois de umas três Quilmes, voltamos para o nosso albergue com a intenção de guardar energia para o dia seguinte – planejávamos conseguir bicicletas para conhecer o resto da cidade.

 

Buenos Aires, quarta-feira, 20 de agosto de 2014 (10° dia).

 

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O OBELISCO


O Hostel Obelisco tinha esse nome não era à toa, ficávamos a alguns metros do famoso monumento, no cruzamento da Avenida Corrientes com a Avenida 9 de Julio. Em pleno dia útil, fomos com a Natalie para a Praça da República tirar fotos, como todo turista que se preze. Construído em 1936, o monumento projetado pelo arquiteto Alberto Prebisch (autor também do Teatro Gran Rex) é um dos cartões postais da cidade de Buenos Aires.


A FRUSTRAÇÃO DAS BIKES


A intenção, depois de conhecer o Obelisco, era arrumar bicicletas da Ecobici para otimizar os passeios pela cidade. Tentamos o posto da Avenida 9 de Julio, mas não havia bikes disponíveis… Nos dirigimos então até a próxima estação em uma rua transversal à Corrientes e, para o nosso desgosto, descobrimos que precisaríamos comprovar moradia permanente em Buenos Aires para poder retirar bicicletas… Não seria dessa vez… Mas parece que atualmente os turistas conseguem bikes com mais facilidade, como você pode conferir < AQUI >.


ALMOÇÃO EM PALERMO


Nossa amiga francesa decidiu mudar de hostel e marcamos de nos encontrar em Palermo, para conhecermos os parques. Palermo é, de longe, um dos bairros mais agradáveis que visitei, superando até mesmo o belíssimo Prado, de Montevidéu. Como nos aproximávamos do horário de almoço, procuramos algo em conta pelos arredores – missão essa que revelou-se mais fácil do que imaginamos. Em uma esquina simpática, encontramos um restaurante bem charmozinho com uma promoção imperdível: entrada, prato principal, bebidas, sobremesa e café por menos de vinte reais!

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O Sabino é um desses restaurantes que te surpreendem, não apenas pela estrutura, mas pelo excelente serviço e, logicamente, pelo preço. De entrada optamos por bruschettas – muito bem preparadas. Como prato principal eu optei por um estrogonofe de carne espetacular, enquanto meus amigos tentavam dar conta de um frango com batatas rústicas enorme! (eles são bem exagerados com relação a comida…). Mesmo já lotados de comida e refrigerante (dieta de férias!), conseguimos comer um pudim com doce de leite delicioso e, pra finalizar, um cafezinho! Ufa! Com essa refeição, garantimos algumas boas horas de saciedade passeando por Palermo.

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O JARDIM JAPONÊS


Nos encontramos com nossa amiga francesa e nos dirigimos ao Jardim Japonês. Palermo é cheio de parques e a eles podemos incluir o Jardim Japonês e o Zoológico de Buenos Aires. Como não teríamos tempo de conhecer todos, focamos no Jardim Japonês. Fontes, lagos, flores, bonsais, cerejeiras, pontes e animais de pequeno porte fazem parte da paisagem, o que rende belíssimas fotos. Ah, sem falar no tabuleiro de xadrez gigante na entrada! Fora isso, pode-se comprar lembranças em uma pequena loja de souvenires. Com tempo sobrando, acredito que o ideal seja combinar o Zoo de Buenos Aires e o Jardim Japonês na mesma visita, uma vez que eles ficam um em frente ao outro.

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PÔR DO SOL NO LAGO


Saindo do Jardim Japonês, fomos passear nos parques em frente. Nas proximidades do Rosedal, sentamo-nos à beira do lago – disputando lugar com patos e gansos – para assistir ao magnífico pôr do sol de Palermo. Era o último dia da Natalie em Buenos Aires – ela voltaria para a França no dia seguinte – então, após as despedidas e trocas de contato, pegamos novamente o metrô em direção ao centro.


METRÔ EM BUENOS AIRES


O metrô de Buenos Aires é quente, bem quente! (Risos). E não chega a ser bonito, mas é extremamente funcional. Com o cartão do SUBE, podemos circular por toda a cidade em qualquer modalidade de transporte (metrô, trem, ônibus). Investimos em um cartão para três já que ele pode ser usado mais de uma vez e não é muito barato para comprar (algo em torno de R$ 25,00). No metrô vemos o cotidiano dos portenhos, que não é muito diferente do povo carioca: músicos recebendo gorjetas em seus chapéus, vendedores ambulantes e trabalhadores (logicamente) voltando para casa mal-humorados.

 

Buenos Aires, quinta-feira, 21 de agosto de 2014 (11° dia).

 

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RETIRO


Começamos o city tour com o Nicolas por volta das 9h em Retiro. Esse bairro possui alguns atrativos curiosos como um relógio imitação do Big Ben e um monumento aos mortos na Guerra das Malvinas. Retiro também possui prédios históricos (casarões, hotéis, igrejas) muito bem conservados e pracinhas com cercados especiais para os cães brincarem soltos e, claro, fazerem as suas necessidades… Tudo muito civilizado. Entre as construções mais interessantes, encontramos o já mencionado “Big Ben portenho”, o Plaza Hotel, o Edifício Kavanagh, o Palacio San Martin e a Igreja do Santíssimo Sacramento. Encontramos também em Retiro a Praça Embaixada de Israel, onde até 17 de março de 1992 funcionou a referida embaixada antes que um ataque terrorista explodisse a sede diplomática deixando um trágico saldo de vinte e dois mortos e mais de duzentos e cinquenta feridos. Cada árvore na praça foi plantada em memória a essas vítimas.

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RECOLETA


Depois de Retiro, nos dirigimos a pé até Recoleta, famoso pelo seu cemitério. Mas antes de embarcarmos nesse turismo macabro – na opinião de alguns – conhecemos as Embaixadas do Brasil e do Vaticano em Buenos Aires e passamos em frente ao tradicional Avear Palace Hotel.

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DON’T CRY FOR ME, ARGENTINA!”


Assim como o Pere-Lachaise de Paris, o Cemitério da Recoleta é um dos cemitérios mais visitados do mundo. Chegamos mais ou menos na hora do almoço, então a fome já estava apertando. O Recoleta abriga o corpo da argentina mais famosa de todos os tempos: Eva Duarte, posteriormente, Eva Perón, mulher do presidente Juan Domingo Perón. Como primeira-dama e candidata à vice-presidência da Argentina, ela ainda é muito admirada por seus ideais populistas.

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Evita, como era conhecida pelo povo, não chegou a assumir o cargo a que se candidatou devido a um câncer no útero. Segundo Nicolas, o nosso guia, após o golpe contra Perón, em 1952, o corpo embalsamado de Evita foi levado para Milão e depois para Madri, onde Perón vivia em exílio. Em 1974, após seu retorno à Argentina, o corpo de Evita foi trazido da Espanha para o mausoléu da família Duarte, no Cemitério da Recoleta em Buenos Aires. Isso resumidamente! A história, com todas as suas lendas, é muito mais longa…

Requiescant in pace” ou “Descansem em paz” são os dizeres na porta do cemitério. O
programa pode parecer “de índio” a princípio, mas eu particularmente achei um passeio interessantíssimo. Não apenas pelas belas esculturas, mas por todo o conteúdo histórico a que tivemos acesso em apenas uma tarde. A parte mais bizarra da visita foi observarmos distraidamente alguns túmulos abertos com os restos mortais à vista… Arrepiante!

Depois de visitar o cemitério, aproveitamos a proximidade para conhecermos Lionel Messi, Diego Maradona e Gabriel Batistuta. Não, galera… Infelizmente, não foi pessoalmente! Me refiro às três estátuas dos famosos jogadores argentinos que ficam no mesmo bairro. Depois de alguns minutos de “tietagem” e algumas fotos, decidimos que já tinha passado da hora de procurarmos algo para comer!

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LA BOMBONERA


Depois de um belo almoço na Recoleta, nos despedimos de Nicolas, o guia, Marcia, a canadense e Darlan, o baiano, para pegar um ônibus em direção ao bairro de La Boca novamente. Desta vez a intenção era conhecer o Museo de La Pasión Boquense e o Estádio Alberto J. Armando, internacionalmente conhecido como La Bombonera, quartel-general do Club Atlético Boca Juniors. Nenhum de nós três é um fã entusiasmado de futebol, mas assim como os brasileiros, os argentinos são fanáticos pelo esporte e, principalmente, pelo Boca. Não tínhamos como deixar de conhecer!

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La Boca é um bairro de classe média baixa e tanto as casas como os moradores são de uma simplicidade acolhedora. Nos arredores do estádio, podemos encontrar tudo o que se possa imaginar em amarelo e azul (cores oficiais do Boca): roupas, canecas, isqueiros e uma outra infinidade de souvenires. Na bilheteria compramos as entradas para o museu com a opção de conhecermos também o estádio por dentro. O museu é muito bem conservado e mesmo quem não é muito fã de futebol ficará encantado com a história do clube e do estádio que se mistura com a criação do próprio bairro e do conhecidíssimo tango argentino.

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BEER TIME!


De volta ao hostel no entardecer, ficamos sabendo que haveria um pequeno show de voz e violão à noite. Como não havíamos feito planos noturnos e não poderíamos ficar acordados até muito tarde (tínhamos programado um passeio até Luján no dia seguinte),
decidimos que ficaríamos pelo hostel curtindo o tal show e aproveitando as cervejas baratíssimas!

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Nosso amigo do violão não chegava a ser um cantor profissional (Risos), mas mandou bem cantando sucessos do Maná, Soda Estéreo, Bersuit Vergarabat e um pouquinho de música brasileira, claro! Depois de não sei quantas Quilmes e Stellas de um litro, todos já estavam mais do que integrados e comunicativos, independente da nacionalidade: argentinos, brasileiros, franceses, canadenses, equatorianos (“Hola, Thiago! Hola, Andrés!!”), italianos…

 

Luján, sexta-feira, 22 de agosto de 2014 (12° dia).

LUJÁN


Ainda me recuperando da ressaca misturada com o sono da noite mal dormida (amanheci o dia em outro hostel com novos amigos), acordei às 8h30 para pegar um micro-ônibus que nos levaria até o polêmico Zoo Luján, a mais ou menos uma hora da capital.

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Nas redes sociais, o zoológico é muito mal visto pelos protetores de animais. O fato é que eu não estava em condições de julgar se eles estavam dopados ou não. Eles realmente podem estar na vigésima geração de animais nascidos em cativeiro e, por isso, serem mais dóceis, mas também podem receber doses cavalares diárias de calmantes. Independente de qualquer coisa, acho que é um passeio dispensável. Não sei se vale gastar grana e perder um dia inteiro para encarar filas quilométricas e ficar “subornando” os tratadores de animais por mais tempo para tirar uma foto bacana (mas o mau-humor pode ter pesado na avaliação, galera…).

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DE VOLTA A BUENOS AIRES


Voltamos no fim da tarde a Buenos Aires e encontramos a Avenida 9 de Julho apinhada de gente nos arredores do Obelisco. Era um protesto cuja razão eu agora não me recordo. A polícia estava na rua e, aparentemente, tudo transcorria na mais perfeita paz.

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Voltamos para o albergue e marcamos com o Darlan de nos encontrarmos para jantar em algum lugar. Depois de muito rodar, paramos no Pertutti, onde eu comi uma lasanha à bolonhesa com uma camada imensa de brócolis! Os argentinos entendem de comida, isso não dá para negar…

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Buenos Aires, sábado, 23 de agosto de 2014 (13° dia).

 


PLAZA SERRANO

Nesse dia, como sabíamos que acordaríamos tarde, não havíamos programado nada. Marcia disse que gostaria de visitar o bar de uma amiga em Palermo e eu me candidatei para acompanhá-la já que gostaria também de dar uma passada pela Plaza Serrano, onde havia uma feira de quinquilharias populares. Passamos no bar da amiga e depois de uma cerveja fomos para a Plaza Serrano (a qual tivemos péssimas indicações da amiga dona do bar: “Ah, se vocês gostam de comprar porcarias, é o lugar certo…”).


RUGBY


A praça realmente não tem nada de mais. É uma espécie de Feira do Lavradio mais bem servida de bares e restaurantes. Foi em um desses bares de esquina que paramos para assistir à final de uma partida de rugby (Argentina vesus África do Sul) bebendo algumas Quilmes.

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PERDIDOS EM PALERMO


Decidimos que voltaríamos de metrô, como viemos, para economizar a grana do táxi. Depois que o jogo de rugby terminou, lá fomos nós. Caminhamos alguns minutos conversando distraidamente até que nos demos conta que estávamos completamente perdidos! “Calma, Marcia, eu tenho aplicativos de mapas off-line!”. E foi justamente através dele que confirmamos que estávamos longe, beem longe da estação de metrô correta… Depois de umas tentativas frustradas de um plano B e muitas risadas com a situação, resolvemos nos render a um táxi na imensa Avenida Corrientes que nos levaria, enfim, até o albergue.

 

Buenos Aires, domingo, 24 de agosto de 2014 (14° dia).

 


RONDA FINAL


Incrível como até as viagens seguem um ciclo próprio… Depois de seis dias de frio extremo em Montevidéu, o último dia nos reservou um calor absurdo… Calor este que nos acompanhou em quase toda a estadia em Buenos Aires que, por sua vez, deixou para o último dia o seu frio extremo, como uma espécie de preparação para a próxima etapa: Ushuaia.

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Nesse dia eu resolvi circular pela cidade sozinho, a pé, parando onde bem entendesse. Planejava voltar à Casa Rosada para tirar fotos e conhecer a famosa Feira de San Telmo. Para isso, segui pela Avenida Corrientes, virei na Calle Florida e saí na Plaza de Mayo, principal praça do centro de Buenos Aires, em Monserrat.


PLAZA E AVENIDA DE MAYO


A Plaza de Mayo sempre foi o centro político da Argentina, quiçá da América do Sul, uma vez que seu nome comemora a Revolução de Maio de 1810, que iniciou o processo de independência das colônias da América do Sul. Da Plaza de Mayo podemos avistar prédios e monumentos importantes: a Casa Rosada, sede do Poder Executivo da Argentina, a Catedral Metropolitana, o Cabildo e o Banco de la Nación.

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Uma das principais avenidas da cidade, a Avenida de Mayo liga a Plaza de Mayo à Plaza del Congreso. Caminho percorrido tranquilamente em uma tarde nublada e fria. A Plaza del Congreso é interessante pela quantidade de esculturas (como “O Pensador” de Rodin), mas foi difícil achar um café decente neste domingo. O primeiro que pedi veio tão ruim que tive que devolver (Ia ter que fazer o “sacrifício” de voltar à loja da Havanna na Avenida Corrientes mais uma vez….).

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FEIRA DE SAN TELMO


Passei o restante da tarde comprando lembranças e guloseimas na famosa Feira de San Telmo que acontece sempre aos domingos, de 10 às 17h, na Calle Defensa. Alfajores, capuccinos, roupas e todos os tipos de lembranças com motivos portenhos, tudo bem em conta.

Nessa história, o interessante foi revisitar os pontos turísticos os quais passamos apressadamente com o Nicolas alguns dias antes: Mafalda, Mercado de San Telmo etc. Caso esteja em Buenos Aires em um domingo, não deixe de conhecer! Vale a pena.

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Como essa era nossa última noite na capital, depois de me encontrar com a Ingrid na Plaza de Mayo, voltamos ao hostel para descansar. O dia seguinte era o tão esperado dia de conhecermos o Fim do Mundo!

 

A seguir: Ushuaia | A Chegada

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