Aguas Calientes, América do Sul, Original Content, Peru

AGUAS CALIENTES

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Aguas Calientes, terça-feira, 25 de junho de 2013 (5° DIA).


 

CAINDO NA ESTRADA…

Acordamos cedo neste dia, pois o trem da Peru Rail não sairia de Cusco, mas de uma cidade vizinha, Poroy. Até esse ponto fomos de ônibus e aproveitamos para tentar compensar o sono (pelo menos eu tentei, o Fabricio estava acordado tirando fotos, todas as fotos de estrada nesse trajeto são dele…). O dia estava frio e uma névoa pairava sobre as montanhas e campos próximos. Após mais ou menos uma hora de viagem, chegamos à estação da Peru Rail em Poroy.

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PERU RAIL

Pessoalmente gostei muito do serviço oferecido pela Peru Rail. Lógico que ele vai sofrendo um upgrade de acordo com o ticket que você compra, isso é certo. Mas mesmo o Expedition, o tipo mais barato de trem, que usamos para chegar a Aguas Calientes, é bem honesto e confortável. Os vagões são modernos e bem conservados com detalhes incas na decoração e na música ambiente, além de tetos panorâmicos para os passageiros apreciarem a vista. Bem interessante. O lanche de bordo também não deixa nada a desejar em comparação aos das companhias aéreas tradicionais (com direito a um exótico salgadinho de banana!), o que também melhora de acordo com seu ticket!
Observação: O ticket do trem, assim como as entradas para Machu Picchu, devem ser comprados com antecedência, via internet. Não arrisque deixar para comprar quando chegar, pois a probabilidade de estar esgotado é grande!

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AGUAS CALIENTES

Chegamos a Aguas Calientes cerca de quatro horas depois. A viagem, que margeia boa parte do Rio Urubamba, é bem tranquila, na verdade monótona em alguns momentos… Na estação de trem parecia que havia uma reunião internacional da terceira idade, tamanha era a quantidade de velhinhos (felizes, claro!) reunidos. Assim que desembarcamos do trem demos de cara com uma enorme montanha – que nunca descobrimos o nome – que apelidamos de “Pudim Gigante”. É justamente esse enorme pudim que impede que tenhamos a vista de Machu Picchu, creio. Aguas Calientes, também conhecida como Machu Picchu Pueblo, é o ponto de partida para a cidade perdida dos incas. Ao lado da estação de trem existe um mercado popular imenso em que os turistas aproveitam para comprar artesanatos e outros produtos. Os ônibus para Machu Picchu partem do centro do vilarejo e muitos viajantes aproveitam para pernoitar uma ou duas noites na cidadezinha, cujos principais atrativos são as piscinas de águas quentes (termais) que ficam no meio das montanhas. Optamos por passar uma noite em Aguas Calientes e pegarmos o ônibus para Machu Picchu no primeiro horário do dia seguinte. Dessa maneira, tínhamos um dia inteiro para aproveitar a cidade.

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PERDIDOS…

Nos perdemos em Aguas Calientes… Sim! Qualquer pessoa que conheça esse vilarejo sabe o quanto é ridículo se perder em um lugar tão pequeno e com um mapa nas mãos! (risos) Mas aconteceu… Acabamos parando em um hotel, o Hatun Inti e a recepcionista, muito simpática, nos auxiliou a finalmente localizar o nosso hostel, o Sol de Oro.

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SOL DE ORO

O Sol de Oro é um hostel simples, de clima familiar e com boa localização. Fomos bem recepcionados pela pessoa que nos resgatou no outro hotel e, como passaríamos apenas uma noite, não criamos grandes expectativas sobre a hospedagem, o que, no fim, acabou por nos surpreender. As camas eram confortáveis e o local bem silencioso durante a noite. O café da manhã, incluso, era bem honesto! Melhor até que o do nosso hotel em Cusco. Mas nem pense em chegar de madrugada! Provavelmente não vai ter ninguém na recepção…

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LA BOULANGERIE DE PARIS

Depois de fazer o checkin no hostel e colocarmos uma roupa mais adequada (estávamos usando bermudas pela primeira vez na viagem!), precisávamos encontrar alguma coisa para comer. Indicada por uma amiga (“Obrigado, Erica!”), La Boulangerie de Paris foi um achado em Aguas Calientes. Com lanches deliciosos a preços acessíveis (a partir de 2 soles) , voltamos muitas vezes durante a estadia. No cardápio da padaria francesa encontramos bruschettas, croissants, tortas e outras opções. Recomendadíssimo!

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AVENIDA PACHACÚTEC E PLAZA MANCO CAPAC

A Avenida Pachacútec, que pelo que me lembro inicia-se numa praça, a Plaza Manco Capac, é a principal rua da cidade, repleta de opções de bares, restaurantes e lojas de artesanato. Na praça podemos observar uma igrejinha, a estátua de Pachacútec e a sede da prefeitura de Machu Picchu Pueblo. Como em qualquer localidade que vive principalmente do turismo, a atenção dos viajantes nessa rua é disputada quase que “no dente” pelos locais. A cada cinco metros alguém nos oferecia um almoço especial, um drink, uma malha feita com lã de lhama, aluguel de toalhas (!) etc. Como chegamos em um dia de semana,conseguimos presenciar o cotidiano dos habitantes, como as crianças saindo da escola. É subindo por essa avenida que chegamos às termais.

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AS FONTES TERMAIS

Depois de subir penosos quinze ou vinte minutos, chegamos à entrada das fontes termais. Pensando bem, a subida era uma bênção comparada com as ladeiras de Cusco. Até porque em Aguas Calientes finalmente desapareceram os efeitos do soroche (ufa!). Pagamos 10 soles na entrada e alugamos toalhas – descobrimos o porquê desse nicho de mercado – por cerca de 3 soles. À primeira vista as piscinas são um pouco nojentas… A água barrenta e turva por causa do enxofre não é muito convidativa, mas resolvemos encarar assim mesmo e não nos arrependemos! Passamos cerca de 5 horas relaxando e enrugando nas piscinas termais ao som de Pink Floyd (aparentemente só havia esse CD…) que tocava no bar acima. Aliás, esse bar, cheio de artesanato e telas exóticas, pertence a um peruano com muita pinta de xamã. Acho que vem daí a psicodelia… Nesse tempo conhecemos gente interessante de vários países, inclusive do Brasil.

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LASANHA ESPETACULAR

Na descida, sucumbimos a um dos caçadores de turistas e entramos em um restaurante para jantar. Restaurante esse que não me lembro o nome, mas que tinha uma lasanha magnífica! Valeu cada centavo. Procurando bem, o turista consegue encontrar promoções interessantes. Nesse restaurante, por exemplo, comemos razoavelmente bem com a bebida já incluída. A regra de ouro de Cusco também vale para Aguas Calientes: pechinche SEMPRE!

FAZENDO AMIZADES NO HATUN RUNA GRILL

À noite, depois de um banho de verdade e de descansarmos um pouco, resolvemos sair para beber alguma coisa e conhecer a “vida noturna” do vilarejo. Depois de muito sobe e desce na Avenida Pachacútec, paramos no Hatun Runa Grill na Plaza. O restaurante tem quatro andares e paramos no 2° ou 3° para uns combos de drinks. O lugar não é muito bem avaliado, mas àquela altura do campeonato, não tínhamos muita opção e a vista da praça compensava o desleixo da garçonete… Dizem que esse restaurante cobra taxas abusivas (e fictícias) de 30%, dizendo tratar-se de um “Imposto de Machu Picchu”, mas se nos cobraram tal taxa nem reparamos, pois já deveríamos estar bêbados, finalmente! Depois do segundo combo de pisco sours e piñas coladas, acho que houve uma mudança de turno, porque o garçom que começou a nos atender, o Vicente, também conhecido como MoChileno (sim, mochileiro + chileno) era muito louco! Simpático, falante, engraçado, ele de vez em quando parava do lado da nossa mesa com um violão e cantava alguma coisa. Algum tempo depois, um grupo grande de amigos entrou no restaurante e nos reconheceram de cara do city tour que fizemos em nosso segundo dia em Cusco. Por intermédio do garçom, fomos parar na mesa desse pessoal e acabamos participando da comemoração de aniversário de uma das amigas, a Evelyn. Em um determinado momento, nosso showman MoChileno trouxe o seu violão e começou a cantar hits de toda a América do Sul! Impagável!

GUARDANDO AS ENERGIAS

Só nos demos conta do horário quando o restaurante começou a fechar. Já eram quase 3h da manhã e tínhamos que levantar às 4h30 para pegar o primeiro ônibus! Resistindo à tentação de partir para algum inferninho no meio da selva peruana para encerrar a noite, resolvemos dormir algumas horas para não chegarmos a Machu Picchu em um estado deplorável…

 

A seguir: Machu Picchu

 

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