América do Sul, Original Content, Peru

O Sonho Inca

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O GIGANTE ACORDOU?!


Em junho de 2013 o país inteiro estava vivendo uma época bem peculiar: era o início dos protestos por melhorias nos transportes e outros serviços públicos precários, protestos contra a corrupção, contra a Copa do Mundo etc. Se tudo começou por causa dos 20 centavos (a mais na passagem de ônibus), no meio do movimento ficou claro que não havia um único objetivo a ser alcançado. Eu cheguei a participar de um desses protestos no Rio de Janeiro,  provavelmente o maior deles, no dia 17 de junho, antes de embarcar para o Peru.

A sincronia com os protestos em outros estados e, principalmente, no Distrito Federal, reacendeu uma nova esperança para com a situação política do país (mesmo que se descobrisse depois que essa sensação não duraria muito…). E nesse cenário um tanto conturbado, estávamos deixando o Brasil rumo à Cordilheira dos Andes, em minha primeira viagem internacional.

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Protestos no Rio de Janeiro, junho de 2013

 


 VACINAS, PASSAPORTES E OUTROS DETALHES


Para entrar no Peru (de longe o país mais usado em trocadilhos e frases de duplo sentido…) é necessário tomar a vacina contra a Febre Amarela, o que fizemos alguns meses antes de viajar em um posto de saúde no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. A vacina é gratuita, válida por dez anos e, pelo menos em mim, não provocou nenhum efeito colateral.

Depois de tomá-la, é necessário obter um Certificado Internacional de Vacinação  disponível em alguns postos de atendimento da ANVISA. O meu foi retirado no do Aeroporto do Galeão, mas existem postos habilitados para aplicar a vacina em várias outras cidades do Brasil. Íamos retirar o certificado no mesmo dia em que tomamos a vacina, mas esqueci de levar um documento de identificação válido e tive que retirar no aeroporto alguns dias depois (não esqueça desse detalhe, levar um documento!).

Fora isso, devido à época do ano, precisávamos estar preparados para um inverno mais intenso que o do Rio (algo não muito difícil de acontecer), desse modo, era necessário adquirir alguns apetrechos. Alguns comprados aqui, outros lá, mas o fato é que não se vai ao Peru no inverno sem pensar nisso…

Sugerido por uma amiga, eu fiz questão de tirar o meu primeiro passaporte para carimbá-lo em Machu Picchu. Então, quem costuma guardar carimbos de recordação, não deve esquecer-se de levar o seu passaporte à Machu Picchu! Mesmo que não seja necessário para entrar no país (bastando apenas um documento de identificação válido, como o RG), serve para levar uma bela recordação para casa!

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Carimbo de Machu Picchu

 


MEMÓRIAS DA INFÂNCIA


Meu relacionamento com Machu Picchu, até onde me recordo, começou ainda criança ao assistir na extinta TV Manchete a minissérie “Filhos do Sol”. Com o intuito de relembrar a trama, fiz uma breve pesquisa na internet:

“Em São Tomé das Letras, interior de Minas, o ufólogo Airton descobre que extraterrestres estão em Machu Picchu, Peru. Ele parte para lá se encontrando com Hiran, que havia descoberto uma estranha pedra capaz de matar quem se aproximasse dela. Os mistérios são ampliados quando localizam um túnel que ligava São Tomé das Letras à Machu Picchu.”

(Viu, Dani… Você não me levou até São Tomé no Carnaval, tive que ir até Machu Picchu! Rá!)

Coincidentemente o mesmo autor da série, Walcyr Carrasco, escreveu a novela “Amor à Vida” que estreou basicamente na mesma época em que viajamos (e, provavelmente, foi o motivo de encontrarmos tantos compatriotas em Cusco…).

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Viajar para o Peru foi, como esperado, uma experiência e tanto! Depois de anos de planejamento, minha primeira viagem internacional finalmente saiu do papel (ou seria das planilhas?). O plano original incluía parte da Bolívia, mas por motivos de força maior (falta de tempo e de grana) o roteiro se limitou às terras incas e à capital, Lima. O Lago Titicaca, Tiahuanaco e Puma Punku ficariam para uma próxima oportunidade…

Mesmo no Peru, alguns ajustes tiveram que ser feitos, pois ficamos à mercê de alguns acontecimentos, como imprevistos financeiros e os efeitos nocivos da altitude (soroche). O roteiro também incluía o famoso voo panorâmico sobre as Linhas de Nazca e, talvez, um rafting  no Rio Urubamba, mas tudo isso ficou só na vontade.

Em compensação, tivemos um tempo razoável para conhecer bem a cidade de Cusco, passar um dia e uma noite em Aguas Calientes (Machu Picchu Pueblo) e, de quebra, fazer um mini tour pelo bairro de Miraflores, em Lima. Falo sempre no plural porque, logicamente, não viajei sozinho. Essa experiência grandiosa foi dividida com o Fabricio, amigo de trabalho com quem vinha planejando essa viagem há anos. Aproveitamos as férias vencidas e os valores interessantes das passagens para passar oito dias imersos em uma cultura milenar.

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Valle Sagrado dos Incas

 


DORMINDO NO AEROPORTO


A ida foi “punk”, com três voos, duas escalas e quase vinte horas para chegar ao destino final (são os “poréns” de se viajar economicamente). Fomos de Lan Chile e ficamos cerca de seis horas tentando dormir no aeroporto de Lima (o  Aeroporto Internacional Jorge Chávez, um dos melhores da América do Sul) esperando o voo que nos levaria, finalmente, a Cusco.

Digo “tentando” porque em determinada hora da madrugada, após sofrermos um susto com a “enceradeira assassina” de uma funcionária do aeroporto, alguém resolveu continuar a obra e ligou uma britadeira bem embaixo de onde estávamos! – traumatizante…

O aeroporto de Cusco (Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete), é bem menor e bem mais frio, claro! Pelo menos não tivemos nenhuma mala extraviada! Ah, e experimentamos a empanada peruana! (mas as empanadas de aeroporto não são lá essas coisas…)


RESUMO DO ROTEIRO
Destino: Peru
Meios de Transporte: Avião e trem
Quilometragem: 5.619 km de avião + 224 km de trem
Período: 20/06 – 28/06/2013

 

Esse artigo é o ponto de partida da série Peru 2013. Para conferir todos os tópicos, é só clicar AQUI!

 

A seguir: Plaza de Armas e Arredores | Cusco

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